estudos:janicaud:pr-134-140-cibernetica
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| + | ====== cibernética (PR: | ||
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| + | ==== La puissance du rationnel ==== | ||
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| + | === La technique dans le langage === | ||
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| + | //JANICAUD, Dominique. La puissance du rationnel. Paris: Gallimard, 1985, p. 134-140// | ||
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| + | Devido à universalização técnica e ao mito da transparência difundido mundialmente, | ||
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| + | Ellul, embora reconheça a “fraternidade informal” que se estabelece entre os técnicos, diagnostica um aumento dos mal-entendidos, | ||
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| + | Se a tecnologia estabelece e desenvolve um certo tipo de comunicação, | ||
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| + | As línguas naturais, tesouros vitais, ainda não foram destruídas; | ||
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| + | É preciso ir mais ao cerne do problema para compreender por que a universalização da técnica cria as aparências de uma comunicação verdadeira e integralmente linguística, | ||
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| + | Mesmo que se defina a linguagem como um “sistema de signos”, o objeto técnico não pode se dotar das qualidades flexíveis do significante linguístico. Este, de fato, devido ao seu caráter “arbitrário”, | ||
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| + | É claro que o problema se complica em nossa sociedade de consumo, devido ao fato de que — como mostrou Baudrillard — todo um conjunto de conotações não técnicas (o sistema de práticas publicitárias, | ||
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| + | Admitida essa diferença, voltemos às interligações entre técnica e linguagem, mas desta vez a um nível mais essencial do que o de nossas constatações iniciais. Múltiplos fios se entrelaçam entre a técnica e a linguagem, sob pelo menos três pontos de vista. Em primeiro lugar, a técnica moderna pressupõe a elaboração e a aplicação constantes das linguagens matemática e informática (é importante não confundir. A intervenção da linguagem informática é evidentemente um relé muito recente da tecnicização, | ||
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| + | Apesar dessas incontestáveis e vivas interligações entre técnica e linguagem, pesquisas recentes concordam em observar o quanto a tecnicização, | ||
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| + | O que acabamos de constatar em relação aos efeitos, podemos novamente estabelecer em um plano mais elevado, remontando do consumo à produção, do consumo de objetos à produção de código. Norbert Wiener nos ajudará nisso. A cibernética, | ||
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| + | Heidegger ecoa isso, num espírito evidentemente muito diferente do de Wiener, mas para fazer uma constatação igualmente radical sobre a mutação da linguagem na sua relação com o mundo: «... a concepção que faz da linguagem humana um instrumento de informação impõe-se cada vez mais. Pois é a definição da linguagem como meio de informação que, por si só, forneceu a razão suficiente sobre a qual se baseia a construção das máquinas pensantes e das grandes máquinas calculadoras. Mas, ao mesmo tempo que a informação informa, ou seja, fornece informações, | ||
| + | p. 203; trad. francesa, Le Principe de raison, Paris, Gallimard, 1962, p. 260.)). O domínio da esfera científico-técnica não se manifesta principalmente nem fundamentalmente por uma “erosão” da linguagem “humanista” tradicional: | ||
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| + | Tudo bem, dir-se-á; mas tudo isso não demonstra, no próprio nível da produção (filosófica) da linguagem como informação, | ||
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| + | O auge da tecnicização: | ||
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| + | É evidente a inversão realizada pela “tomada de poder” cibernética: | ||
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