estudos:husserl:husserl-2022-o-mundo-e-nos
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| - | ====== Husserl (2022) – O Mundo e Nós ====== | ||
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| - | //Data: 2025-10-30 21:07// | ||
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| - | ==== ESPERIENZE DEL MONDO ==== | ||
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| - | === L’essere umano e l’animale === | ||
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| - | ## A Constituição do Mundo Circundante, | ||
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| - | * A vida natural mundana e o surgimento da vida científica | ||
| - | * A vida natural mundana do homem no seu mundo circundante familiar – o seu mundo familiar como horizonte de vida – carecendo ainda de um viver teórico com os seus portadores (cientistas, | ||
| - | * A vida científica chega primeiramente a instituição originária no indivíduo como interesse teórico habitual, resultado de um agir teórico voltado para certas aquisições permanentes, | ||
| - | * O efeito pessoal de tal agir é, antes de tudo, uma fundação de si de comunidades estendidas de teóricos | ||
| - | * A vida natural dos interesses varia na sua tipicidade geral, pois uma nova profissão, voltada a elaborar uma teoria da ciência, passa a fazer parte do círculo das profissões, | ||
| - | * A temporalidade pessoal e a verdade na vida prática | ||
| - | * Os homens, enquanto pessoas, já possuíam uma sua temporalidade pessoal, no momento em que tinham diversos interesses dominantes, cada um dos quais se repercute e tem efeitos no seu tempo | ||
| - | * A vida da pessoa é unitária contanto que todos os interesses da pessoa sejam concordes, e não meramente um coletivo que se alterna externamente no tempo pessoal | ||
| - | * Os interesses se influenciam reciprocamente dentro de um conteúdo, dando vida a interesses complexos de nível superior, de forma que cada um, em última análise, modifica o fluxo inteiro da vida e as habitualidades da personalidade em seu todo | ||
| - | * A vida de interesses, enquanto vida voltada aos fins da vontade, é vida prática, feita de êxitos e fracassos, onde a motivação depende da consideração das possibilidades e das escolhas | ||
| - | * A esta vida pertence a reflexão sobre o ser e o não ser e sobre a remoção das modalidades de certeza do ser, ou seja, uma vida doxa (de opinião) ao serviço da práxis correspondente | ||
| - | * A própria vida prática tem uma sua verdade, tendo como correlato aquilo que é em si e por si real em relação às opiniões mutáveis e às frequentes mudanças da apreensão da dação percetiva (ou rememorativa) | ||
| - | * O em-si teórico e a constituição do mundo | ||
| - | * O em-si teórico, correlato da verdade teórico-predicativa, | ||
| - | * Este interesse teorético busca o conhecimento pleno e total (completo) do ser-assim inteiro de um ente real, estendendo-se sem limitações ao mundo, ou adere à totalidade dos tipos de entes e às formas universais | ||
| - | * O interesse teorético se estende da generalidade às particularidades concretas e, de novo, do indivíduo singular, que é considerado em virtude do conhecimento geral já adquirido | ||
| - | * A ciência, como teoria do mundo, produz a formação do linguagem teorético, que torna acessível a cada um a certeza objetiva, verificável por todos mediante um método que é ele mesmo documentado e certificado | ||
| - | * A ciência permite que tome forma, pela primeira vez, o mundo circundante natural e o viver mundano do homem, assumindo este o teórico em sua apercepção | ||
| - | * A subjetividade universal e o horizonte de comunidade | ||
| - | * O interesse teórico, a ciência e a verdade são, em um sentido, ainda relativo-subjetivas, | ||
| - | * O mundo é um horizonte que parte do corpo do indivíduo (seu núcleo circundante de presença perceptivamente real), dado sempre menos perfeitamente na intuitividade da percepção, | ||
| - | * Este âmbito de experiência é possível enquanto experiência singular e comum para todos, na medida em que se pode comunicar, experienciar junto, pensar junto e intercambiar aquisições | ||
| - | * O indivíduo possui uma estável certeza de um universo aberto pelos meus outros, um meu Nós universal, que cada outro Eu, enquanto eu deste Nós, o possui como seu Nós | ||
| - | * O universo da subjetividade, | ||
| - | * O mundo, nesta horizontalidade estável, é antecipado como universo ente, que não recebe um sentido de ser definitivo e total mediante alguma experiência factual | ||
| - | * A correlação entre o nosso mundo e nós, como subjetividade que o conhece, refere-se conscientemente a ele e confere forma ao seu sentido de ser, sendo ela mesma parte do desenvolvimento para a transformação do Nós e do sentido de ser do mundo | ||
| - | * O " | ||
| - | * A problemática das comunidades humanas e o tempo transcendental | ||
| - | * A totalidade pessoal constituída é uma pura comunhão interna e pessoal na forma de uma totalidade | ||
| - | * O mundo se contrapõe a esta totalidade subjetiva, no qual todos os sujeitos são ao mesmo tempo realidades mundanas encarnadas, realidades psicofísicas nas quais o que é pessoal – a alma – é localizado e temporalizado na espaço-temporalidade da natureza | ||
| - | * O tempo monádico (como forma do todo monádico) e o tempo do mundo nele constituído correspondem do ponto de vista transcendental | ||
| - | * A totalidade conectada das pessoas, que não inclui todas as pessoas humanas, é uma totalidade " | ||
| - | * A problemática transcendental da justaposição das comunidades humanas e como a relação entre comunidade humana familiar e estrangeira consiste em uma relação de validade intencional, | ||
| - | * A constituição de um tempo onimonádico e a de um tempo real, de um espaço-tempo, | ||
| - | * O homem como pessoa e a distinção fundamental do animal | ||
| - | * O animal é um ser-sujeito, | ||
| - | * O eu humano é um eu pessoal, sendo o homem pessoa para si e para todos os co-homens (Mitmenschen), | ||
| - | * O homem se configura como eu-sujeito efetivo em uma conexão generativa aberta e sem fim na concatenação e ramificação das gerações | ||
| - | * A pessoa humana adulta se torna tal graças à educação dos pais e dos cossujeitos, | ||
| - | * As crianças em sentido próprio são pré-pessoas (Vorpersonen) em estágios que precedem a maturidade, possuindo uma certa consciência do mundo circundante real, mas não ainda do mundo plenamente referido a um "nós todos" | ||
| - | * Apenas os adultos como pessoas humanas normais e em conexão unitária da sua vida comunicativa são sujeitos para o mundo que a eles pertence | ||
| - | * O animal não se desenvolve como pessoa, e o mundo circundante do homem não é apenas o mundo circundante de um animal particular, mais diferenciado | ||
| - | * O homem, como pessoa, é sujeito de um mundo cultural, sendo o correlato da comunidade universal pessoal | ||
| - | * O animal não vive (conhecendo-o) em um mundo cultural, e o homem é um ser histórico, vivendo em uma " | ||
| - | * O mundo circundante humano possui um significado espiritual que lhe deriva dos homens e da comunidade humana total | ||
| - | * A criação cultural e o tempo histórico | ||
| - | * A geração animal repete em seu presente comunitário um seu específico mundo circundante com a tipicidade específica desta espécie | ||
| - | * O mundo cultural humano está em contínuo desenvolvimento, | ||
| - | * O rosto cultural do mundo tem uma sua tipicidade que se repete concretamente, | ||
| - | * O animal não cria um sistema de aquisições espirituais, | ||
| - | * O homem tem projetos, opera escolhas entre os possíveis válidos e se conecta aos outros em um agir comum tramite uma comunitarização dos valores, enquanto o animal realiza " | ||
| - | * O animal não tem faculdade de saber de um mundo ente, de coisas persistentes no tempo, em mutação, causalidade, | ||
| - | * O animal não tem nenhuma " | ||
| - | * A empatia e o limite entre o humano e o animal | ||
| - | * O reaver os animais no nosso modo mediante uma forma de empatia que é uma variação assimilante da empatia co-humana | ||
| - | * A assimilação do corpo físico vivido (Leibkörper) estranho como corpo vivo, e a apreensão do sistema dos órgãos do animal como sistema dos órgãos perceptivos e práticos | ||
| - | * O animal não sentindo totalmente como nós, mas percebendo as mesmas coisas, sendo o que é assimilado as manifestações da mesma coisa | ||
| - | * O problema dos animais residindo nas diferenças essenciais do ponto de vista psíquico, e no papel permanente das forças instintivas | ||
| - | * A questão se os animais possuem autênticos recordos que intuitivamente se repetem, e representações intuitivas de fantasia, e se têm representações de objetivos, escopos na forma de modelos antecipantes | ||
| - | * A psicologia é principalmente psicologia humana, que pousa primariamente e propriamente sobre a experiência, | ||
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| - | //PS: HUSSERL, EDMUND. ESPERIENZE DEL MONDO : l’essere umano e l’animale. Milano: MIMESIS EDIZIONI, 2022.// | ||
