| //Excerto de ROSENDO, Ana Paula. [‘NO PRINCIPIO ERA O ACTO’. Ecos do excerto de um parágrafo de Wittgenstein no pensamento de M. Henry.->http://www.lusosofia.net/textos/20130324-rosendo//ana//no//pincipio//era_o_acto.pdf] Covilhã: LusoSofia, 2013, p. 4-5.// | //Excerto de ROSENDO, Ana Paula. ‘NO PRINCIPIO ERA O ACTO’. Ecos do excerto de um parágrafo de Wittgenstein no pensamento de M. Henry. Covilhã: LusoSofia, 2013, p. 4-5.// |
| Ludwig Wittgenstein ((402. «(...) und schreib getrost “Im Anfang war die Tat.”» In: Wittgenstein, L. Da Certeza, trad. Ma Elisa Costa, Lisboa, ed 70, 2012.)) utiliza uma expressão da obra Fausto de Goethe, “No princípio era o acto”, por ser ilustradora de uma das suas ideias mais caras, a importância da acção. Este mote inspirou-nos à consideração do papel da acção no pensamento de Michel Henry. Pode, à primeira vista, parecer desconcertante que uma fenomenologia da imanência se preocupe com questões aparentemente objectivas, porque a praxis é vista, na generalidade dos casos, como uma objectivação. Ora, é justamente por ligar a praxis ou produção à subjetividade viva que esta se toma numa fenomenalidade do real, porque a realidade são os sujeitos vivos e não outra coisa. A idealidade teórica e objectivadora, uma constante da tradição ocidental que, na óptica deste autor, é constratura de mundos virtuais e alienadores, como leitor e intérprete de Marx, considerou que este pensamento propõe «inverter o sentido da relação fundadora que se instituiu entre o real e o ideal»,((Henry, M., Marx I, Une Philosophie de la Réalité, Paris, Gallimard, 1976, p.81.)) porque a realidade deve ser compreendida como «acção e produção».((Idem, ibidem, p. 82.)) | Ludwig Wittgenstein ((402. «(...) und schreib getrost “Im Anfang war die Tat.”» In: Wittgenstein, L. Da Certeza, trad. Ma Elisa Costa, Lisboa, ed 70, 2012.)) utiliza uma expressão da obra Fausto de Goethe, “No princípio era o acto”, por ser ilustradora de uma das suas ideias mais caras, a importância da acção. Este mote inspirou-nos à consideração do papel da acção no pensamento de Michel Henry. Pode, à primeira vista, parecer desconcertante que uma fenomenologia da imanência se preocupe com questões aparentemente objectivas, porque a praxis é vista, na generalidade dos casos, como uma objectivação. Ora, é justamente por ligar a praxis ou produção à subjetividade viva que esta se toma numa fenomenalidade do real, porque a realidade são os sujeitos vivos e não outra coisa. A idealidade teórica e objectivadora, uma constante da tradição ocidental que, na óptica deste autor, é constratura de mundos virtuais e alienadores, como leitor e intérprete de Marx, considerou que este pensamento propõe «inverter o sentido da relação fundadora que se instituiu entre o real e o ideal»,((Henry, M., Marx I, Une Philosophie de la Réalité, Paris, Gallimard, 1976, p.81.)) porque a realidade deve ser compreendida como «acção e produção».((Idem, ibidem, p. 82.)) |