estudos:henry:michel-henry-marx-categorias
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| + | Henry, Michel. Marx. vol. I. Una filosofía de la realidad. - 1a ed. - Buenos Aires : Ediciones La Cebra, 2011. | ||
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| + | O direito não é uma ideologia no sentido de Max Stirner (um sistema autônomo de conceitos que se poderia modificar à vontade), mas no sentido positivo de uma formulação ideal das regulações efetivas do processo social; a propriedade, | ||
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| + | A categoria de " | ||
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| + | A verdade da ideologia reside na sua genealogia: o progresso teórico de Adam Smith ao conceber o trabalho em geral como fonte de riqueza só foi possível porque a realidade econômica havia efetivamente transformado o trabalho em algo abstrato e geral; a ilusão da ideologia consiste em tomar essa universalidade histórica (produto de uma época determinada) por uma essência eterna do trabalho, esquecendo que a categoria mais simples e abstrata só é praticamente verdadeira como categoria da sociedade burguesa mais desenvolvida. | ||
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| + | A crítica à universalidade das ideias dominantes revela que a forma universal que as ideias de uma classe assumem (apresentando-se como válidas para toda a sociedade) é uma necessidade da luta política, mas encobre a particularidade dos interesses e das condições de produção que as geraram; quanto mais uma classe se separa da produção direta, mais as suas ideias tendem a assumir uma forma abstrata e universal, ocultando a sua origem na práxis específica de indivíduos determinados. | ||
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| + | A historicidade das categorias não significa que a verdade seja relativa no sentido cético, mas que a verdade de uma categoria é relativa à realidade histórica que ela exprime; dizer que as leis da economia burguesa não são eternas não é negar a sua validade para o capitalismo, | ||
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| + | A ordem de exposição das categorias na teoria (// | ||
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| + | O método científico correto consiste em elevar-se do abstrato ao concreto, mas esse movimento é apenas a maneira pela qual o pensamento se apropria do real, e não o processo de gênese do próprio real (como pensava Hegel); o concreto pensado é um resultado do pensamento, mas o concreto real é o ponto de partida efetivo (a intuição e a representação); | ||
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| + | A percepção sensível e a intuição do tempo real (como a duração da rotação do capital) constituem o fundamento irredutível da teoria econômica; o tempo de circulação do capital não é um tempo lógico que o pensamento pode acelerar à vontade, mas um tempo factual que impõe limites reais à valorização e que se manifesta como resistência e contradição; | ||
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| + | A filosofia de Marx supera o historicismo relativista não por um retorno ao absolutismo hegeliano do Espírito, mas pela fundação da verdade na práxis subjetiva da vida; a teoria da genealogia, ao afirmar que toda verdade é relativa à história, enuncia uma verdade absoluta sobre a condição de todo saber; o fundamento dessa verdade absoluta não é uma ideia eterna, mas a permanência da própria vida e das suas determinações fundamentais (necessidade, | ||
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| + | A verdade não reside na adequação de uma representação a um objeto, mas na imanência da vida que se sabe a si mesma na sua ação; o saber do camponês medieval sobre o tempo de trabalho necessário para produzir o seu trigo não é uma teoria econômica, mas um saber prático imediato que regula a troca e funda a possibilidade da lei do valor; a ciência econômica é a explicitação teórica desse saber prático originário, | ||
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| + | A distinção entre o conceito de " | ||
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| + | A crítica de Marx a Proudhon em //Miséria da Filosofia// denuncia a tentativa de construir a história a partir das categorias e não as categorias a partir da história; ao querer salvar os "bons lados" das categorias econômicas através da dialética, Proudhon cai no utopismo, pois ignora que as contradições não são lógicas, mas reais, e que a solução não está na síntese conceitual, mas na transformação prática das condições de vida que geram essas contradições; | ||
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| + | A teoria da mais-valia e a análise do capital pressupõem uma ontologia da subjetividade que reconhece no trabalho vivo a única fonte de valor e de realidade social; a objetividade do valor é uma " | ||
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