estudos:henry:michel-henry-marx-a-vida
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| + | ====== a vida (Marx) ====== | ||
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| + | Henry, Michel. Marx. vol. I. Una filosofía de la realidad. - 1a ed. - Buenos Aires : Ediciones La Cebra, 2011. | ||
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| + | A segunda pressuposição da análise econômica de Marx é a **vida monádica**, | ||
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| + | A subjetividade em Marx é redefinida como **imanência radical**, rompendo com a concepção hegeliana onde a subjetividade se identifica com a negatividade da consciência e o saber da vida é a consciência da sua desgraça; a vida já não contém a negação como seu motor interno, nem o indivíduo é ultrapassado pela sua manifestação na objetividade; | ||
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| + | A crítica à burocracia no manuscrito de 1843 prefigura essa nova ontologia ao rejeitar a separação entre forma e conteúdo: a burocracia, ao pretender ser o espírito de uma vida reduzida a matéria morta, instaura uma cisão que esvazia a forma e mata o conteúdo; contra esse dualismo (que é o dualismo entre espiritualismo e materialismo), | ||
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| + | A crítica a Max Stirner em //A Ideologia Alemã// aprofunda essa intuição ao mostrar a impossibilidade de introduzir a cisão no ser do indivíduo; Stirner, ao dividir o indivíduo em " | ||
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| + | A **negação** (a atividade do " | ||
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| + | A recusa da definição do indivíduo pela **vontade** (seja a vontade livre da filosofia clássica ou a vontade arbitrária de Stirner) decorre da impotência da vontade separada da sua base real na vida; a vontade pura é uma veleidade idealista que se choca contra a densidade do mundo; a vontade efetiva é sempre uma vontade fundada nas necessidades e nas condições materiais da existência individual, e só nessa fundação ela adquire realidade. | ||
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| + | O conceito de **Estado** é redefinido não como a encarnação de uma vontade geral independente, | ||
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| + | A distinção radical entre **individualidade** e **propriedade** estabelecida na polêmica contra Destutt de Tracy revela a essência ontológica do indivíduo: a individualidade é aquilo de que o eu não pode desfazer-se (sua vida, seu corpo, suas faculdades), | ||
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| + | A rejeição da negatividade como princípio ontológico implica o abandono das interpretações dialéticas da história, da revolução e do proletariado que caracterizavam os textos de 1844; o proletariado já não é o " | ||
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| + | A libertação não é a negação de uma barreira ou o franqueamento de um limite abstrato, mas o desenvolvimento positivo de uma potência vital, a satisfação de uma necessidade real; a concepção dialética que vê na supressão do obstáculo o momento principal é uma ilusão que toma a consequência (a queda da barreira) pela causa (o crescimento da força produtiva); a vida não avança pela negação da negação, mas pela expansão da sua própria imanência. | ||
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| + | A unidade do pensamento de Marx reside na fidelidade à intuição da realidade como subjetividade imanente (vida), que o leva a descartar sucessivamente as categorias hegelianas (Estado, Espírito, Negatividade), | ||
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