estudos:henry:henry-gp-77-78-entendimento-e-vontade
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| + | ====== entendimento e vontade (1985: | ||
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| + | //Data: 2022-02-10 13:43// | ||
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| + | ==== Genealogia da Psicanálise ==== | ||
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| + | Em todo caso, o próprio ver foi posto entre parênteses pela redução e não é enquanto fundados por ele, enquanto encontram nele o que faria deles modos do pensamento, que o sentido e a imaginação podem ser assimilados na segunda definição como modos absolutamente certos e que escapam da dita redução – muito menos, aliás, poderia o próprio intellectus se não estivesse sustentado, em seu fundo, pelo poder de um modo mais originário de aparecer, irredutível a esse poder e, além disso, irrecusável. O exame de um desses modos, que é citado não menos de cinco vezes na segunda definição – “dubitans, | ||
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| + | Ora, todo o cartesianismo formula a diferenciação e, até mesmo, a oposição expressa dessas duas “faculdades” que são o entendimento e a vontade; a teoria do juízo e o próprio método, em muitos de seus aspectos, repousam sobre sua dissociação. Mas, não é só isso. Não se pode esquecer de que o reconhecimento do aparecer em sua fulguração inicial, o reconhecimento da essência do pensamento e de seu ser nele, tem o seu cumprimento no cogito a partir da própria vontade, cuja dúvida é tão-somente uma modalidade. Pois se essa dúvida não é mais a dúvida natural que reclama suas razões ao entendimento, | ||
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| + | E, no entanto, a vontade não deverá também revelar-se, caso seja necessário ser algo, ao invés de nada? Não será, como algo, que ela permanece, apesar de sua infinidade, um modo de pensamento? E não se tornará então tributária desse entendimento que pretendia excluir? Aqui está, para dizer a verdade, um paradoxo característico do cartesianismo, | ||
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