estudos:henry:e:mundo
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| + | ====== 6 Mundo ====== | ||
| + | //HENRY, Michel. Incarnation: | ||
| + | **6. O paradoxo do “mundo ” como poder de desrealização.** | ||
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| + | * Constata-se o grande paradoxo de que o aparecer do mundo desrealiza no princípio tudo que nele se mostra, contrariando a convicção de que o mundo seria evidência imediata de realidade, exame que as maiores filosofias do fenômeno do mundo permitem abalar | ||
| + | * Retoma-se a questão de Jakob Böhme sobre por que Deus criou o mundo, respondendo-se fenomenologicamente que Deus criou o mundo para se manifestar, consistindo tal manifestação numa objetivação, | ||
| + | * Enquanto Deus se objetiva para se conhecer, o meio fenomenológico dessa oposição primeira permanece, segundo Böhme, apenas virtual, simples claridade difusa, exigindo o aparecimento de formas singulares um elemento opaco à luz, um " | ||
| + | * Böhme afirma essa necessidade de elemento opaco numa concepção de natureza interior ao Absoluto, trazendo o Deus de Böhme um corpo eterno porque a pura objetivação é impotente para produzir por si mesma o conteúdo concreto a se mostrar nela, sendo esse conteúdo posto metafisicamente, | ||
| + | * Essa indigência ontológica do aparecer do mundo é ao mesmo tempo desmascarada e ocultada em Böhme, confundindo-se dois poderes distintos, a objetivação de um horizonte de visibilização e a criação do conteúdo concreto, servindo a potência de Deus apenas para dissimular a impotência da objetivação como tal | ||
| + | * Essa mesma impotência é exposta em plena luz pela Crítica da Razão Pura, compreendendo Kant a questão do mundo como questão fenomenológica, | ||
| + | * " | ||
| + | * A tese reiterada da Crítica é que essa formação fenomenológica do mundo é para sempre incapaz de pôr por si mesma a realidade que constitui o conteúdo concreto do mundo, realidade que Kant teve de pedir à sensação | ||
| + | * Encontra-se a mesma situação em Husserl: sendo a consciência sempre consciência de algo, a intencionalidade nos lança para as coisas atingidas "em pessoa", | ||
| + | * o objeto da percepção mais imediata não é para Husserl uma realidade mas um "polo ideal", | ||
| + | * Pergunta-se se a realidade teria sede nesses próprios aparecimentos, | ||
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