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estudos:harman:graham-harman-200286-stimmung-befindlichkeit

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 +===== Stimmung - Befindlichkeit (2002:86) =====
 +Já vimos que a estrutura-como (Als-Struktur) é incapaz de distinguir entre a teoria humana e a percepção mais atordoada encontrada nos insetos. Mas o mesmo se aplica aos estados de espírito (Befindlichkeit) ou às sintonizações (Stimmung). Nenhum tipo de humor tem um acesso ontológico privilegiado ao ser das coisas. Tanto a teoria quanto o estado de espírito estão presos no mesmo dualismo inabalável de ferramenta e ferramenta quebrada (art4577). Ambos nascem em um mundo já estrangulado por essa dualidade, de modo que a teoria mais ousada e a sintonia mais extrema são igualmente incapazes de nos fornecer as coisas em si. Se a angústia (Angst) ou o estar voltado para a morte (Sein-zum-Tode) têm algum tipo de status especial, isso certamente não pode ser por qualquer razão relacionada à estrutura-como. Podem ser estados de espírito distintos, no sentido de que são diferentes da tristeza, da confusão ou da vingança. Mas não podemos seguir Heidegger, concedendo-lhes a capacidade especial de acessar o ente como ente.
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 +Como consequência, até mesmo os estados de ânimo devem ser considerados como uma forma de construir ou instituir, e não como qualquer tipo exemplar de revelação de revelação. Um estado de espírito tem menos em comum com a revelação pura do que com a formação de um jarro ou de uma ponte (e, em última análise, o mesmo se aplica à própria teoria). A teoria e a angústia são simplesmente incapazes de nos levar em uma viagem mágica para fora da guerra civil permanente de ferramentas e ferramentas quebradas. Até mesmo a angústia deve pertencer ao nível que Heidegger geralmente designa como “derivado” — o da aparência (Erscheinung), da presença à mão (Zuhandenheit), da ferramenta quebrada (Vorhandenheit).
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 +[HARMAN, Graham. Tool-Being. Heidegger and the Metaphysics of Objects. Chicago: Open Court, 2002]
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 +{{tag>Harman}}