| Chegou o momento de nos voltarmos diretamente para a própria exposição de Heidegger sobre o Geviert, começando com a terra e o céu. Com relação à primeira: “A terra é a portadora servil, florescendo e frutificando, espalhando-se em rochas e água, elevando-se em plantas e animais”. O céu é introduzido com o mesmo entusiasmo: “O céu é o caminho abobadado do sol, o curso da lua mutável, o brilho errante das estrelas, as estações do ano e suas mudanças, a luz e o crepúsculo do dia, a escuridão e o brilho da noite, a clemência e a inclemência do clima, as nuvens flutuantes e a profundidade azul do éter.” (GA79) Já insisti que essas definições não podem ser tratadas como listas de vários exemplos de terra e céu. O fator orientador aqui não é o fato de todos os termos listados em “céu” serem encontrados no ar e não no chão — uma distinção ôntica estranha a Heidegger e facilmente refutada por casos “transgressivos”, como meteoritos (que caíram do céu e se incorporaram à terra) ou gases vulcânicos (que se movem na direção oposta). Em vez disso, a chave para “céu” é que todos os casos listados são objetos ou processos especificamente discerníveis, forças tangíveis a serem consideradas em nossas vidas — estrelas, estações, dia, noite, clima. | Chegou o momento de nos voltarmos diretamente para a própria exposição de Heidegger sobre o Geviert, começando com a terra e o céu. Com relação à primeira: “A terra é a portadora servil, florescendo e frutificando, espalhando-se em rochas e água, elevando-se em plantas e animais”. O céu é introduzido com o mesmo entusiasmo: “O céu é o caminho abobadado do sol, o curso da lua mutável, o brilho errante das estrelas, as estações do ano e suas mudanças, a luz e o crepúsculo do dia, a escuridão e o brilho da noite, a clemência e a inclemência do clima, as nuvens flutuantes e a profundidade azul do éter.” (GA79) Já insisti que essas definições não podem ser tratadas como listas de vários exemplos de terra e céu. O fator orientador aqui não é o fato de todos os termos listados em “céu” serem encontrados no ar e não no chão — uma distinção ôntica estranha a Heidegger e facilmente refutada por casos “transgressivos”, como meteoritos (que caíram do céu e se incorporaram à terra) ou gases vulcânicos (que se movem na direção oposta). Em vez disso, a chave para “céu” é que todos os casos listados são objetos ou processos especificamente discerníveis, forças tangíveis a serem consideradas em nossas vidas — estrelas, estações, dia, noite, clima. |