estudos:guest:wittgenstein
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| + | ====== Wittgenstein, | ||
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| + | LDMH | ||
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| + | * Nome de Wittgenstein evocado duas vezes por Heidegger como figura distante, sem esforço de engajamento direto. | ||
| + | * Duas vezes bem atestadas em textos de Heidegger, além de alusões em conversas com membros do Círculo de Viena. | ||
| + | * Pensamento de Heidegger, por sua vez, é evocado com certa precisão em escritos de Wittgenstein. | ||
| + | * Situação constitui simetria na assimetria, marcada por distância aparentemente intransponível entre dois pensadores estranhos um ao outro. | ||
| + | * Um dos mal-entendidos mais profundos e obscuros do nosso tempo reside na clivagem não questonada entre os caminhos de pensamento de Wittgenstein e Heidegger. | ||
| + | * Poucos trabalhos contemporâneos se deram ao trabalho de medir verdadeiramente o intervalo entre essas duas empresas decisivas do pensamento. | ||
| + | * Nesse intervalo jogam-se, talvez ainda a nossa revelia, alguns dos enjeux maiores da // | ||
| + | * O mais perigoso contrassenso poderia ser o que concerne à profunda // | ||
| + | * Ambos os pensadores sentiram os sobressaltos do //nihilismo consumado//, | ||
| + | * Heidegger, em um dos // | ||
| + | * Objetivo é contrastar a experiência grega da verdade como // | ||
| + | * Para ilustrar essa perda, Heidegger atribui a Wittgenstein uma tese ontológica: | ||
| + | * Frase é referência ao aforismo inicial do //Tractatus Logico-Philosophicus//: | ||
| + | * Heidegger interpreta esta frase como expressão máxima da // | ||
| + | * Julga este princípio // | ||
| + | * Pretensão de um sujeito metafísico que reduz o //sentido de ser// do //ente em seu conjunto// ao que pode ser fixado e determinado a priori e a posteriori. | ||
| + | * O objetivo heideggeriano é mostrar o abismo entre a // | ||
| + | * Objetividade esta essencialmente determinável por uma subjetividade que é a da ciência natural moderna e da metafísica da subjetividade que a sustenta. | ||
| + | * Wittgenstein é assim apresentado como assinatura histórica desse empobrecimento ontológico e dessa pretensão // | ||
| + | * Questão crucial: Wittgenstein merece essa atribuição e esse papel sem maiores considerações? | ||
| + | * Papel conviria melhor a um Carnap ou à ideologia // | ||
| + | * A verdade dos aforismos do // | ||
| + | * A verdade que interessa a Wittgenstein é da ordem do que //não pode ser dito//, mas apenas // | ||
| + | * Pertence ao laconismo de uma verdadeira // | ||
| + | * Se a figura de Wittgenstein tem lugar na //história do Ser//, não é no lugar que Heidegger lhe pensou poder designar. | ||
| + | * Posição de Wittgenstein em relação a Heidegger emerge em contextos de discussão com membros do Círculo de Viena. | ||
| + | * Wittgenstein tomou posição sobre aspectos do pensamento de Heidegger, como a conferência //Que é Metafísica?// | ||
| + | * Discordava da polêmica de Carnap contra as // | ||
| + | * Wittgenstein, | ||
| + | * Mérito de ter tentado //fazer sinal// em direção ao que //não pode ser dito//, mas apenas tacitamente // | ||
| + | * Em nota de entrevista com Moritz Schlick (30 dez. 1929), Wittgenstein declara: | ||
| + | * Compreende o que Heidegger quer dizer com //Ser// e // | ||
| + | * Identifica no homem um //impulso (Trieb)// de // | ||
| + | * Exemplifica com o //espanto de que algo exista// (em vez de nada), espanto inexprimível como pergunta e sem resposta. | ||
| + | * Tudo o que podemos dizer a priori é não-sentido, | ||
| + | * Este ímpeto é também o visado por Kierkegaard (como tendência a lançar-se contra o paradoxo). | ||
| + | * Define: //Este ímpeto de lançar-se contra os limites da linguagem é a Ética//. | ||
| + | * Na Ética, tenta-se sempre dizer algo que não toca a essência da coisa e não pode alcançá-la. | ||
| + | * Quanto à tendência, ao ímpeto, //isso faz sinal para algo//. | ||
| + | * Cita santo Agostinho: //Então, miserável verme, não queres dizer não-sentido? | ||
| + | * Crítica fundamental de Wittgenstein a Heidegger é, portanto, de fundo e de estilo. | ||
| + | * Crítica: Heidegger também cedeu à tendência de // | ||
| + | * Ou seja, cedeu à tentação de falar da Ética, ou do //que é ético//, falando do Ser ou da angústia. | ||
| + | * Sua empresa (//Ser e Tempo//) teria sucumbido, à sua maneira, à mesma tentação a que o autor do // | ||
| + | * Tentação de tentar //dizer o que não se pode dizer//, o que deveria permanecer calado, o que só pode ser // | ||
| + | * Refere-se ao que está nos //limites// da linguagem: algo do //limite interno do mundo//, do que é ao mesmo tempo //Ético e Místico//. | ||
| + | * Discussão específica sobre expressões como //Es nichtet// ou //Das Nichts nichtet// aparece em ditados a Waismann. | ||
| + | * Em outro contexto, no seminário sobre Heráclito com Eugen Fink, Heidegger evoca um pensamento de Wittgenstein em forma de parábola. | ||
| + | * Contexto é a dificuldade da implicação irremissível na circularidade do //círculo hermenêutico// | ||
| + | * Questão: deve-se sair dele ou entrar nele resolutamente, | ||
| + | * Respondendo à sugestão de um participante (//Não deveríamos antes entrar no círculo?// | ||
| + | * Parábola de Wittgenstein: | ||
| + | * Posição de Wittgenstein parece inversa à de Heidegger, mas apenas em aparência, suscitando reflexão sobre a natureza do acesso ao que já está aberto. | ||
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