estudos:guest:justica
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| + | ====== Justiça ====== | ||
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| + | LDMH | ||
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| + | * Presença implícita de uma meditação sobre a justiça no pensamento de Heidegger. | ||
| + | * Sob figuras nem sempre fáceis de reconhecer à primeira vista, há em Heidegger uma poderosa meditação sobre a justiça. | ||
| + | * Figuras de certas instituições jurídicas imemoriais – como a //Zusage// (promessa, consentimento) e a // | ||
| + | * O pensamento da justiça culmina na sua interpretação como pertencente à // | ||
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| + | * Fundamentos jurídicos na analítica existencial e na filosofia da linguagem. | ||
| + | * A instituição imemorial da // | ||
| + | * A instituição da //Zusage// (consentimento, | ||
| + | * Uma acústica da responsabilidade, | ||
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| + | * A justiça no pensamento de Nietzsche segundo Heidegger. | ||
| + | * Nos Cursos sobre Nietzsche, Heidegger presta grande atenção à compreensão singular da justiça que aparece desde a segunda // | ||
| + | * A justiça aparece //como função de um poder que vê muito mais longe ao redor, para além das pequenas perspectivas do bem e do mal//. | ||
| + | * Pensada //a partir da vontade de poder//, //a partir do Ser do ente como um todo//, a compreensão nietzschiana da justiça permite conceber o direito como //vontade de perpetuar uma relação de poder passageiro// | ||
| + | * A justiça aparece então como pertencendo à instância última da //verdade do ente como vontade de poder//: como a última palavra da própria // | ||
| + | * Isso permite a Nietzsche experimentar o //niilismo como história das instituições de valores//, mas não lhe permite pensar o //aître do próprio niilismo//. | ||
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| + | * Reinterpretação do fragmento de Anaximandro: | ||
| + | * No fragmento de Anaximandro, | ||
| + | * Heidegger comenta e articula diferentemente esse aparecimento da //justiça [dike]// e da // | ||
| + | * O que o fragmento parece dizer é que os entes, enquanto tais, estariam // | ||
| + | * No entanto, //adikia//, no contexto ontológico do Dito de Anaximandro, | ||
| + | * Sob essa luz, a Justiça seria então justamente //die Fuge//: o // | ||
| + | * A Justiça não é mais // | ||
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| + | * Ligação entre justiça, mal e // | ||
| + | * Essa poderosa semântica da //fuga// liga também o pensamento da justiça ao do //mal [das Böse]// – este mesmo pensado em termos de // | ||
| + | * No Curso sobre o Hino de Hölderlin // | ||
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| + | * A justiça como //raio da bondade que salva//, não como função do poder. | ||
| + | * Em carta a Hannah Arendt (15 de fevereiro de 1950), Heidegger observa que há um lugar, no coração do Estre, onde quem um dia soubesse sustentar a visão perceberia finalmente //que a justiça não é função do poder [daß die Gerechtigkeit keine Funktion der Macht]//, mas //o raio da bondade que salva [der Strahl der rettenden Güte]//. | ||
| + | * Esse tempo e lugar singulares não seriam outros senão os da //mais íntima articulação do Estre [das innerste Gelenk des Seyns]//: //É preciso que o ser humano experimente a mais íntima articulação do Estre, para que possa ir até se manter lá onde sustente e suporte que a justiça não é função do poder, mas sim o raio da bondade que salva.// | ||
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