estudos:guest:gelassenheit
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| + | ====== Gelassenheit – Aquiescência ====== | ||
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| + | * Resposta de Gérard Guest a François Vezin sobre a sugestão de traduzir // | ||
| + | * Agradecimento pelas observações de Vezin, que interpretou a sugestão como uma proposta de nova tradução definitiva. | ||
| + | * Esclarecimento: | ||
| + | * Contexto da sugestão: em ensaio introdutório da revista // | ||
| + | * Objetivo era esboçar a atitude do pensamento frente às coisas redescobertas em sua luz e a abertura à vinda do Ser, movimento que Heidegger nomeia // | ||
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| + | * Análise do estatuto da palavra // | ||
| + | * Vezin proclama a intraduzibilidade do termo, citando Jean Beaufret. | ||
| + | * Traduções existentes: // | ||
| + | * Guest esclarece que também utilizou // | ||
| + | * A sugestão de // | ||
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| + | * Método de trabalho e posição filosófica do autor. | ||
| + | * O essencial para Guest é o esforço de interpretação da pensamento de Heidegger, cultivando o //cuidado da letra//. | ||
| + | * Rejeição da pretensão de resolver problemas de tradução ou impor equivalentes lexicais fixos. | ||
| + | * Método: //caminhar na própria enigma//, aventurar-se na leitura do texto alemão original, no //trabalho do texto//. | ||
| + | * Crítica implícita: as traduções francesas existentes nem sempre permitem ao leitor francês //caminhar na própria enigma// ou seguir a //allure du montrer// (o passo do mostrar). | ||
| + | * A tarefa prioritária é dar a ouvir, pelo movimento do comentário, | ||
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| + | * Controvérsia sobre a // | ||
| + | * Vezin critica o uso de // | ||
| + | * Guest contesta essa premissa: questiona se // | ||
| + | * Exemplo dado por Vezin: manchete do jornal // | ||
| + | * Para Guest, essa acepção jornalístico-diplomática nada tem a ver com a // | ||
| + | * É antes uma atitude de cálculo geopolítico, | ||
| + | * Conclusão: o uso comum invocado por Vezin é particularmente infeliz e mal encontrado para discutir o conceito heideggeriano. | ||
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| + | * A // | ||
| + | * No contexto da conferência de 1955 em Meßkirch, o tom é de // | ||
| + | * A palavra ressoa com sua antiguidade histórica e espiritual, acessível aos habitantes de Meßkirch na profundidade da língua alemã. | ||
| + | * Raízes na linguagem da espiritualidade: | ||
| + | * Significado antigo: // | ||
| + | * Heidegger referencia explicitamente essa acepção antiga, mas para dela se distinguir radicalmente. | ||
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| + | * Distinção crucial entre a acepção antiga (de Eckhart) e a nova acepção heideggeriana. | ||
| + | * Em texto complementar //Zur Erörterung der Gelassenheit//, | ||
| + | * Não se trata da rejeição do egoísmo do pecador nem do desapego em favor da vontade de Deus. | ||
| + | * A nova acepção inspira-se na antiga, mas a transcede e modifica profundamente seu sentido. | ||
| + | * Desvincula-se da teologia cristã e da experiência religiosa. | ||
| + | * Portanto, o uso heideggeriano não é o da //língua corrente// atual, mas altamente elaborado e singular. | ||
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| + | * A tarefa do tradutor: captar o jogo de torções e o movimento do pensamento, não encontrar um equivalente lexical. | ||
| + | * Não se trata de isolar artificialmente a palavra // | ||
| + | * Trata-se de traduzir todo um jogo sutil de // | ||
| + | * Aspectos determinantes: | ||
| + | * Exemplos: // | ||
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| + | * Justificativa para a sugestão de // | ||
| + | * A palavra francesa // | ||
| + | * Permite a construção sintática com preposição dativa (// | ||
| + | * Isso não é possível com // | ||
| + | * // | ||
| + | * Visa escapar à atração destruidora do império da //vontade de poder//. | ||
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| + | * Outras possibilidades poéticas consideradas e rejeitadas: // | ||
| + | * Inspiradas no alemão //lassen//, //sein lassen//, //sich einlassen zu...//. | ||
| + | * Teriam uma bela ressonância com a tradução de // | ||
| + | * Contudo, no estado atual do uso francês, gerariam muitos mal-entendidos. | ||
| + | * Nota-se um uso poético desses termos em David Lespiau, comentando obra de Dominique Fourcade. | ||
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| + | * Conclusão sobre o status da sugestão e resposta à objeção final de Vezin. | ||
| + | * // | ||
| + | * Reconhece-se que a palavra pode parecer // | ||
| + | * // | ||
| + | * Pergunta retórica: O que fazer se não há uma palavra em uso livre no francês com a plasticidade necessária? | ||
| + | * É preciso renunciar a encontrar um equivalente estrito e recorrer a outros recursos da língua, mesmo que pareçam eruditos. | ||
| + | * A palavra // | ||
| + | * A aspectualidade verbal de // | ||
| + | * Última observação: | ||
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