| O primeiro existencial que vem concretizar a constituição do aí é o afeto (Befindlichkeit, Vezin traduz: disposibilité). Em alemão, a expressão sich befinden conota “encontrar-se” no sentido espacial (“encontro-me em Paris”), mas também no sentido de indicação de uma disposição interior: “encontrar-se” de bom ou mau humor, "sentir-se" "bem" ou "mal". Além do fato de que em 1924 Heidegger usou esse termo para traduzir o termo affectio em Santo Agostinho, a tradução por "afeto" encontra sua justificativa nessa passagem natural do "encontrar-se" ao "sentir-se". É apenas o segundo sentido, não locativo, que nos interessará aqui, já que Heidegger afirma de imediato que o título ontológico do afeto conota do ponto de vista ôntico algo perfeitamente familiar, que experimentamos em todos os momentos: o humor, a "tonalidade "(Stimmung, Gestimmtsein) graças à qual estamos mais ou menos em acorde ou desacorde em uma situação específica (SZ:134). | O primeiro existencial que vem concretizar a constituição do aí é o afeto (Befindlichkeit, Vezin traduz: disposibilité). Em alemão, a expressão sich befinden conota “encontrar-se” no sentido espacial (“encontro-me em Paris”), mas também no sentido de indicação de uma disposição interior: “encontrar-se” de bom ou mau humor, "sentir-se" "bem" ou "mal". Além do fato de que em 1924 Heidegger usou esse termo para traduzir o termo affectio em Santo Agostinho, a tradução por "afeto" encontra sua justificativa nessa passagem natural do "encontrar-se" ao "sentir-se". É apenas o segundo sentido, não locativo, que nos interessará aqui, já que Heidegger afirma de imediato que o título ontológico do afeto conota do ponto de vista ôntico algo perfeitamente familiar, que experimentamos em todos os momentos: o humor, a "tonalidade "(Stimmung, Gestimmtsein) graças à qual estamos mais ou menos em acorde ou desacorde em uma situação específica (SZ:134). |