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| + | ====== interrogar os fenômenos (1963: | ||
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| + | Conectado ao ser dessa forma, desde o início e em seu primeiro movimento, o ego questiona. Primeiro, ele questiona os fenômenos. Pois é aí que o ser aparece manifestamente para mim. | ||
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| + | Só posso ter certeza da solidez dessa aparência examinando — em todas as suas formas — a manifestação, | ||
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| + | Pois não estamos nos esquecendo do significado de nossa pesquisa. Como ciência, a metafísica busca leis, normas e hipóteses — mas do ser, não do devir. | ||
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| + | Em nome de quê, dir-se-á, devemos proceder dessa maneira e por qual critério podemos garantir um certo progresso nessa investigação? | ||
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| + | O Ego-ligado é essa realidade inicial cuja solidariedade existencial não pode ser contestada: tão rigorosamente primitiva na realidade que não haveria “razão” para questioná-la. Portanto, à primeira vista, ela só pode ser questionada de forma irracional, sem justificativa. A coexistência é de fato inegável, e a primeira cogitação é constituída por ela (e é precisamente nossa tarefa lhe dar uma razão). É o ser que o pensamento questionador desperta; não desperta nada além de “sub respectu entis”, na forma do ser e em relação ao ser. Esse é o indiscutível ‘logos’, | ||
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| + | O “postulado” inicial, se insistirmos em usar esse termo, não é de fato postulado de forma alguma, mas imposto, positivo, dado pela natureza e pelo nascimento. Somos da raça daqueles que buscam o ser, já o tendo encontrado. Em vez de um postulatum a ser admitido, é o postulare de fato que devemos buscar a razão. E não devemos confundir com nenhum postulado, como aquele que marca a origem de um setor científico, | ||
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| + | Na origem da metafísica, | ||
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| + | E eis que com efeito a gente tem inter-esse, se inter-roga: “Onde está o ser de fato? Em que ele reside? Essa é a forma que a pergunta necessariamente assume quando é formulada; ela se move em direção a uma realidade, é informada pela realidade. Sendo o ponto de partida o que é, o ego-ligado compreende — carrega em si — a existência de um eco; nada mais é dito, ego-eco, do que a certeza de algo que seu logos confere, refere e confronta. Tudo o que resta é levar em conta esse eco, decantá-lo, | ||
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| + | //GABORIAU, F. Phénoménologie de l’existence: | ||
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