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estudos:fuchs:fuchs-201860-61-memoria-incorporativa

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-===== FUCHS (2018:60-61) – MEMÓRIA INCORPORATIVA =====+===== MEMÓRIA INCORPORATIVA (2018:60-61) =====
 Naturalmente, o desenvolvimento de estruturas corporais da personalidade a partir da esfera intercorporal primeva não é desprovida de quebras. Ele também encerra o que se poderia chamar de incorporações, isto é, sobre-formações da corporeidade primária pelas posturas ou (60) papéis alheios. Isto acontece com frequência na imitação ou identificação corporal involuntária. Mesmo junto ao adulto pode-se observar como é que subordinados se apropriam de elementos com frequência inconscientes da mímica e do gestual de seus superiores como suas posições. Por meio da identificação mimética com outros, porém, crianças pequenas já assumem, por exemplo, em suas brincadeiras, posturas e papéis até as raias do papel sexual, incorporando-os. O corpo obtém com isto um lado exterior; ele se toma corpo-para-os-outros e portador de um simbolismo social, seja na pose voluntariamente assumida, na vestimenta, nas joias ou na cosmética. Aprende-se a representar, mas também a se esconder, a desempenhar um papel e a bloquear a expressão espontânea. Naturalmente, o desenvolvimento de estruturas corporais da personalidade a partir da esfera intercorporal primeva não é desprovida de quebras. Ele também encerra o que se poderia chamar de incorporações, isto é, sobre-formações da corporeidade primária pelas posturas ou (60) papéis alheios. Isto acontece com frequência na imitação ou identificação corporal involuntária. Mesmo junto ao adulto pode-se observar como é que subordinados se apropriam de elementos com frequência inconscientes da mímica e do gestual de seus superiores como suas posições. Por meio da identificação mimética com outros, porém, crianças pequenas já assumem, por exemplo, em suas brincadeiras, posturas e papéis até as raias do papel sexual, incorporando-os. O corpo obtém com isto um lado exterior; ele se toma corpo-para-os-outros e portador de um simbolismo social, seja na pose voluntariamente assumida, na vestimenta, nas joias ou na cosmética. Aprende-se a representar, mas também a se esconder, a desempenhar um papel e a bloquear a expressão espontânea.
  
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