| Consideremos uma vez mais o exemplo de uma perturbação do habitual — um quadro que falta na parede, uma reestruturação do mobiliário, que faz com que eu bata em algo, onde eu normalmente seguia de maneira óbvia meu caminho. Nós vemos, com isto, que a memória corporal está orientada por situações, nas quais nós nos encontramos. Por isto, trata-se ao mesmo tempo de uma memória espacial. Ela nos auxilia a nos movermos no espaço do apartamento, da vizinhança, da terra natal. Experiências corporais ligam-se de uma maneira particular com espaços internos, e, quanto mais frequentemente isto acontece, tanto mais esse espaço é preenchido por referências latentes ao passado, por uma atmosfera de familiaridade. Morar e hábito estão fundados os dois na mesma medida na memória corporal. | Consideremos uma vez mais o exemplo de uma perturbação do habitual — um quadro que falta na parede, uma reestruturação do mobiliário, que faz com que eu bata em algo, onde eu normalmente seguia de maneira óbvia meu caminho. Nós vemos, com isto, que a memória corporal está orientada por situações, nas quais nós nos encontramos. Por isto, trata-se ao mesmo tempo de uma memória espacial. Ela nos auxilia a nos movermos no espaço do apartamento, da vizinhança, da terra natal. Experiências corporais ligam-se de uma maneira particular com espaços internos, e, quanto mais frequentemente isto acontece, tanto mais esse espaço é preenchido por referências latentes ao passado, por uma atmosfera de familiaridade. Morar e hábito estão fundados os dois na mesma medida na memória corporal. |