estudos:fogel:gilvan-fogel-2005175-176-vida-e-expiacao-e-punicao
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| - | ===== GILVAN FOGEL (2005: | + | ===== vida É EXPIAÇÃO E PUNIÇÃO |
| Suponhamos agora que o “ato”, a “coisa” que, sim, foi feita, porém “mal” feita ou absolutamente tal como “não” deveria ter sido feita, suponhamos que tal “coisa” ou “feito” seja a própria vida, a própria existência. Assim sendo, a vida é nela mesma, em sua constituição ou textura mais própria culpada. No movimento de volta, de retorno sobre o feito com o propósito de desfazer, o que precisará ser desfeito passa a ser a própria vida, a existência nela mesma, que se mostrará como aquilo que deve, que precisa ser desfeito, para assim reconquistar ou readquirir (redimir-se!) a instância anterior ao que foi mal feito, fora disso que não devia ser tal como é, a saber, o viver ou o existir mesmos. Então, queda — isto é, o subitamente dar-se conta vivendo, existindo — é culpa, melhor, é culpada e por culpa se está entendendo o sentimento de autoria atravessado de remorso, varado de má consciência. | Suponhamos agora que o “ato”, a “coisa” que, sim, foi feita, porém “mal” feita ou absolutamente tal como “não” deveria ter sido feita, suponhamos que tal “coisa” ou “feito” seja a própria vida, a própria existência. Assim sendo, a vida é nela mesma, em sua constituição ou textura mais própria culpada. No movimento de volta, de retorno sobre o feito com o propósito de desfazer, o que precisará ser desfeito passa a ser a própria vida, a existência nela mesma, que se mostrará como aquilo que deve, que precisa ser desfeito, para assim reconquistar ou readquirir (redimir-se!) a instância anterior ao que foi mal feito, fora disso que não devia ser tal como é, a saber, o viver ou o existir mesmos. Então, queda — isto é, o subitamente dar-se conta vivendo, existindo — é culpa, melhor, é culpada e por culpa se está entendendo o sentimento de autoria atravessado de remorso, varado de má consciência. | ||
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