estudos:fink:schnell-2004-fenomeno-e-construcao-fink
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| - | * Para entender a contribuição de Fink, é preciso compreender o sentido da " | + | * Para entender a contribuição de Fink, é preciso compreender o sentido da " |
| - | * As análises de Heidegger sobre a noção de " | + | * As análises de Heidegger sobre a noção de " |
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| - | #### A Noção de " | + | === A Noção de " |
| - | ##### O Caráter Fundamental da Construção (Heidegger) | + | == O Caráter Fundamental da Construção (Heidegger) |
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| - | * Parte do saber como *Tat-sache* (coisa de fato) para revelar a sua *Tat-handlung* (ação de fato) mais originária. | + | * Parte do saber como //Tat-sache// (coisa de fato) para revelar a sua //Tat-handlung// (ação de fato) mais originária. |
| - | * O que está no fundamento do saber é o que o torna possível. | + | * O que está no fundamento do saber é o que o torna possível. |
| - | * A construção não é uma produção, mas apenas descobre o que já está sempre implicado pelo saber (aquilo que jamais não pensamos, cf. as duas *Introduções à Doutrina da Ciência* de Fichte). | + | * A construção não é uma produção, mas apenas descobre o que já está sempre implicado pelo saber (aquilo que jamais não pensamos, cf. as duas //Introduções à Doutrina da Ciência// de Fichte). |
| - | * Portanto, não é uma invenção fictícia ou imaginária, | + | * Portanto, não é uma invenção fictícia ou imaginária, |
| - | * Este " | + | * Este " |
| - | ##### Inteligibilidade Filosófica e Genese (Fink) | + | == Inteligibilidade Filosófica e Genese (Fink) |
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| - | * A inteligibilidade da filosofia deve ser distinguida da inteligibilidade " | + | * A inteligibilidade da filosofia deve ser distinguida da inteligibilidade " |
| - | * O objeto da filosofia é o "não compreendido" | + | * O objeto da filosofia é o "não compreendido" |
| - | * A inteligibilidade filosófica é apenas compreensão do " | + | * A inteligibilidade filosófica é apenas compreensão do " |
| - | * Isso implica que os problemas filosóficos não estão "desde logo lá," mas devem ser " | + | * Isso implica que os problemas filosóficos não estão "desde logo lá," mas devem ser " |
| - | * Os problemas filosóficos só engendram o que está em questão no seu projeto (*pro-jet*). | + | * Os problemas filosóficos só engendram o que está em questão no seu projeto (//pro-jet//). |
| - | * Não se contentam com os entes presentes, mas questionam além do que constitui a resposta à questão. | + | * Não se contentam com os entes presentes, mas questionam além do que constitui a resposta à questão. |
| - | * Nesse sentido, a explicação intencional é uma " | + | * Nesse sentido, a explicação intencional é uma " |
| - | * Na *VIª Meditação Cartesiana*, Fink aborda a construção através das dimensões da subjetividade que não se dão imediatamente mas que só podem ser determinadas de maneira construtiva (problema da extensão temporal da subjetividade transcendental). | + | * Na //VIª Meditação Cartesiana//, Fink aborda a construção através das dimensões da subjetividade que não se dão imediatamente mas que só podem ser determinadas de maneira construtiva (problema da extensão temporal da subjetividade transcendental). |
| - | * Essa limitação ao problema da "o nascimento" | + | * Essa limitação ao problema da "o nascimento" |
| - | * A construção não se trata apenas de construir o que não pode ser dado (por estar além do domínio fenomenologicamente atestável), | + | * A construção não se trata apenas de construir o que não pode ser dado (por estar além do domínio fenomenologicamente atestável), |
| - | * No *Manuscrito Z-IV*, Fink relaciona a noção de " | + | * No //Manuscrito Z-IV//, Fink relaciona a noção de " |
| - | * A construção não significa o arbítrio de pensamentos vagos, mas está tão ligada à atestação que nesta reside o seu único direito e a possibilidade de rigor. | + | * A construção não significa o arbítrio de pensamentos vagos, mas está tão ligada à atestação que nesta reside o seu único direito e a possibilidade de rigor. |
| - | * Fink afirma: "Toda revelação de sentido é sempre construtiva; | + | * Fink afirma: "Toda revelação de sentido é sempre construtiva; |
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| - | #### A Construção Implícita em Husserl e a Consciência do Tempo | + | === A Construção Implícita em Husserl e a Consciência do Tempo === |
| - | | + | |
| - | * Essas elaborações dizem respeito ao fenômeno (no sentido da fenomenologia husserliana) que não é um puro aparecente, mas que exprime as operações funcionais da subjetividade transcendental (do Eu absoluto). | + | * Essas elaborações dizem respeito ao fenômeno (no sentido da fenomenologia husserliana) que não é um puro aparecente, mas que exprime as operações funcionais da subjetividade transcendental (do Eu absoluto). |
| - | * Essas operações não são " | + | * Essas operações não são " |
| - | * Essas descrições estão desenvolvidas nos célebres " | + | * Essas descrições estão desenvolvidas nos célebres " |
| - | * A noção de " | + | * A noção de " |
| - | * Busca-se dar conta de dois aspectos fundamentais: | + | * Busca-se dar conta de dois aspectos fundamentais: |
| - | * 1. A constituição da temporalidade noética e noemática (modos de escoamento, depois núcleos). | + | * 1. A constituição da temporalidade noética e noemática (modos de escoamento, depois núcleos). |
| - | * 2. A autoaparição do fluxo ultimamente constitutivo e da temporalidade dos " | + | * 2. A autoaparição do fluxo ultimamente constitutivo e da temporalidade dos " |
| - | * Uma fenomenologia radical do tempo não pode permanecer no nível imanente dos atos e das componentes de atos, pois deve dar conta da constituição e da temporalidade dos objetos imanentes e dos atos constitutivos. | + | * Uma fenomenologia radical do tempo não pode permanecer no nível imanente dos atos e das componentes de atos, pois deve dar conta da constituição e da temporalidade dos objetos imanentes e dos atos constitutivos. |
| - | * A descida a uma esfera pré-imanente — na qual intervém a " | + | * A descida a uma esfera pré-imanente — na qual intervém a " |
| - | * Essa descida testemunha a co-originaridade do aparecer e da aparição do processo no fundamento de toda eclosão do tempo, atestada em vividos que não têm o mesmo estatuto que os vividos imanentes (o mesmo se aplica à constituição da intersubjetividade). | + | * Essa descida testemunha a co-originaridade do aparecer e da aparição do processo no fundamento de toda eclosão do tempo, atestada em vividos que não têm o mesmo estatuto que os vividos imanentes (o mesmo se aplica à constituição da intersubjetividade). |
| - | * Essa descida fenomenológica dá lugar à " | + | * Essa descida fenomenológica dá lugar à " |
| - | * Esta " | + | * Esta " |
| - | * O vínculo constitutivo em Husserl está entre a fenomenalidade e uma " | + | * O vínculo constitutivo em Husserl está entre a fenomenalidade e uma " |
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