estudos:figal:figal-200734-35-compreensao-de-ser-e-compreensao-de-si

Differences

This shows you the differences between two versions of the page.

Link to this comparison view

estudos:figal:figal-200734-35-compreensao-de-ser-e-compreensao-de-si [16/01/2026 14:40] – created - external edit 127.0.0.1estudos:figal:figal-200734-35-compreensao-de-ser-e-compreensao-de-si [25/01/2026 19:53] (current) mccastro
Line 1: Line 1:
-===== FIGAL (2007:34-35) – COMPREENSÃO DE SER E COMPREENSÃO DE SI =====+===== COMPREENSÃO DE SER E COMPREENSÃO DE SI (2007:34-35) =====
 (...) De maneira diversa da filosofia prática de Aristóteles, a hermenêutica da facticidade heideggeriana (art180) não depende de nenhuma ontologia porque ela mesma é uma ontologia. “A problemática da filosofia”, assim encontra-se formulado no Relatório-Natorp, diz respeito ao “ser da vida fática” [GA62:364]. Este fato não pode ser compreendido no sentido de uma mera explicitação desse ser. Como é que isso seria possível, se o ente é, em verdade, múltiplo, mas de qualquer modo apresentado “em vista do um” , e se o “sentido de ‘ser’” [GA2:1], segundo o modelo aristotélico , deve ser retido como um e uniforme? Dessa forma, a ontologia da vida fática precisa ser uma “ontologia principial”, de tal modo “que as ontologias regionais mundanas particulares e determinadas recebam, a partir da ontologia da facticidade, o fundamento do problema e o sentido do problema” [GA62:364]. Isso está fundamentado em Ser e tempo com o pensamento de que toda compreensão de algo em seu ser remonta à compreensão de ser originária, na qual o ser-aí compreende a si mesmo [GA2:16]. O ser-aí humano é para Heidegger “a condição de possibilidade de toda ontologia” [GA2:18], e, em verdade, não no sentido trivial de que não haveria nenhuma ontologia sem o homem. O que se tem em vista é muito mais o fato de ser intrínseco a toda ontologia, quer se trate do ser-aí humano ou não, a compreensão de si do ser-aí humano enquanto a possibilidade que a condiciona. Toda ontologia é, então, um entendimento mais ou menos claro do homem em relação a si mesmo. (...) De maneira diversa da filosofia prática de Aristóteles, a hermenêutica da facticidade heideggeriana (art180) não depende de nenhuma ontologia porque ela mesma é uma ontologia. “A problemática da filosofia”, assim encontra-se formulado no Relatório-Natorp, diz respeito ao “ser da vida fática” [GA62:364]. Este fato não pode ser compreendido no sentido de uma mera explicitação desse ser. Como é que isso seria possível, se o ente é, em verdade, múltiplo, mas de qualquer modo apresentado “em vista do um” , e se o “sentido de ‘ser’” [GA2:1], segundo o modelo aristotélico , deve ser retido como um e uniforme? Dessa forma, a ontologia da vida fática precisa ser uma “ontologia principial”, de tal modo “que as ontologias regionais mundanas particulares e determinadas recebam, a partir da ontologia da facticidade, o fundamento do problema e o sentido do problema” [GA62:364]. Isso está fundamentado em Ser e tempo com o pensamento de que toda compreensão de algo em seu ser remonta à compreensão de ser originária, na qual o ser-aí compreende a si mesmo [GA2:16]. O ser-aí humano é para Heidegger “a condição de possibilidade de toda ontologia” [GA2:18], e, em verdade, não no sentido trivial de que não haveria nenhuma ontologia sem o homem. O que se tem em vista é muito mais o fato de ser intrínseco a toda ontologia, quer se trate do ser-aí humano ou não, a compreensão de si do ser-aí humano enquanto a possibilidade que a condiciona. Toda ontologia é, então, um entendimento mais ou menos claro do homem em relação a si mesmo.
  
estudos/figal/figal-200734-35-compreensao-de-ser-e-compreensao-de-si.txt · Last modified: by mccastro