estudos:fedier:max-weber
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| + | ====== MAX WEBER ====== | ||
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| + | LDMH | ||
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| + | * Heidegger reconhece em Max Weber, ao lado de Dilthey e Scheler, um pensador cuja grandeza reside em ter enfrentado, com uma radicalidade que queima as naus atrás de si, aquilo que a época prepara e da qual temos apenas pressentimentos obscuros—uma nova configuração do humano que não se deixa nivelar por um humanismo arcaizante e antiquário. Weber, em especial através das conferências //A Ciência como Vocação// e //A Política como Vocação//, | ||
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| + | * O cerne do diagnóstico weberiano: a ciência moderna, ao estabelecer o princípio de que, em tese, todas as coisas podem ser dominadas pelo cálculo e que não existem poderes misteriosos e imprevisíveis interferindo nos processos naturais e históricos, | ||
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| + | * A transcrição do estudante japonês Seinosuke Yuasa do referido curso revela uma formulação ainda mais radical e positiva da resposta heideggeriana ao diagnóstico weberiano: "A meta da pesquisa científica não reside de modo algum em desencantar o mundo, mas, ao contrário, em deixar-se profundamente encantar pelas coisas mesmas" | ||
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| + | * O mal-entendido e a surdez diante desta proposta, exemplificados na transcrição de Herbert Marcuse que suaviza a formulação, | ||
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| + | * A ligação profunda entre o diagnóstico da época e a tarefa do pensamento: o perigo real não é o desencantamento em si—que traz progressos inegáveis—, | ||
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| + | * Gênese da questão da coisa em Heidegger: embora //Ser e Tempo// se concentre na destruição da ontologia tradicional e na análise da // | ||
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| + | * Amadurecimento do pensamento da coisa em textos posteriores, | ||
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| + | * Conclusão sobre o diálogo crítico com Weber: Heidegger assume o diagnóstico weberiano da modernidade como destino do desencantamento, | ||
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