| * Conceito fundacional de //Lichtung// em //Ser e Tempo// como abertura constituinte do //Dasein//, que não recebe iluminação de uma fonte externa, mas é em sua própria estrutura de ser-no-mundo a clareira na qual os entes podem se manifestar. Este 'é', porém, deve ser compreendido não como produção subjetiva, mas como uma modalidade de recepção passiva que permite o advento do fenômeno, onde a //aletheia// (desvelamento) se identifica com o ser-aberto primordial, antecedendo e fundamentando toda possibilidade de luminosidade intelectual ou sensível. A clareira, portanto, designa o espaço ontológico de jogo, o //Da//, que torna possível qualquer encontro com o que é, sendo condição de possibilidade para a própria luz, e não seu mero efeito ou correlato. | * Conceito fundacional de //Lichtung// em //Ser e Tempo// como abertura constituinte do //Dasein//, que não recebe iluminação de uma fonte externa, mas é em sua própria estrutura de ser-no-mundo a clareira na qual os entes podem se manifestar. Este 'é', porém, deve ser compreendido não como produção subjetiva, mas como uma modalidade de recepção passiva que permite o advento do fenômeno, onde a //aletheia// (desvelamento) se identifica com o ser-aberto primordial, antecedendo e fundamentando toda possibilidade de luminosidade intelectual ou sensível. A clareira, portanto, designa o espaço ontológico de jogo, o //Da//, que torna possível qualquer encontro com o que é, sendo condição de possibilidade para a própria luz, e não seu mero efeito ou correlato. |