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estudos:fedier:fedier-201375-77-wesen

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-===== FÉDIER (2013:75-77) – Wesen =====+===== Wesen (2013:75-77) =====
 Wesen é um desses termos que Heidegger escutou com a maior atenção. O que é importante para nós compreendermos é que “Wesen” é uma palavra cuja ressonância é infinitamente mais rica do que a de um termo técnico. Em primeiro lugar, “Das Wesen” é a substantivação pura e simples do verbo “wesen”, muito utilizado na língua alemã desde a Idade Média até à época clássica. Este verbo caracteriza-se, nomeadamente, pela sua intensa vivacidade. Na língua antiga, era frequentemente combinado com dois outros verbos, “Leben” (= viver) e “wirken” (= estar a trabalhar) — de modo que uma frase como “lebet und weset und wirket” (ele está vivo e a trabalhar) dá imediatamente uma ideia muito clara de como o ouvido alemão entende a palavra “Wesen”. Eu apenas consegui traduzi-la o melhor que pude, combinando os dois verbos que a envolvem: “leben” e “wirken”. Quando evocamos esta plenitude do ser no meio do trabalho, e a imaginamos como se nunca cessasse, não estamos muito longe, penso eu, do que estamos a tentar pensar com a palavra “Wesen”, tal como Heidegger nos convida a entendê-la. Wesen é um desses termos que Heidegger escutou com a maior atenção. O que é importante para nós compreendermos é que “Wesen” é uma palavra cuja ressonância é infinitamente mais rica do que a de um termo técnico. Em primeiro lugar, “Das Wesen” é a substantivação pura e simples do verbo “wesen”, muito utilizado na língua alemã desde a Idade Média até à época clássica. Este verbo caracteriza-se, nomeadamente, pela sua intensa vivacidade. Na língua antiga, era frequentemente combinado com dois outros verbos, “Leben” (= viver) e “wirken” (= estar a trabalhar) — de modo que uma frase como “lebet und weset und wirket” (ele está vivo e a trabalhar) dá imediatamente uma ideia muito clara de como o ouvido alemão entende a palavra “Wesen”. Eu apenas consegui traduzi-la o melhor que pude, combinando os dois verbos que a envolvem: “leben” e “wirken”. Quando evocamos esta plenitude do ser no meio do trabalho, e a imaginamos como se nunca cessasse, não estamos muito longe, penso eu, do que estamos a tentar pensar com a palavra “Wesen”, tal como Heidegger nos convida a entendê-la.
  
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