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estudos:ernildo-stein:pa:dasein-e-antropologia-17-18

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 +====== Dasein e antropologia ======
 +(2003:17-18)
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 +==== Nas Proximidades da Antropologia [PA] ====
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 +=== Introdução ===
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 +//Em Heidegger há mais um nível: o aí-do-ser, o Dasein. Estabelecemos, assim, um novo plano em que se dão ente e ser, no nível do ente privilegiado.//
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 +O ser dá-se a partir da compreensão do Dasein e o Dasein se dá a partir da compreensão do ser. É o ente de caráter superior entre os entes que se constitui pela compreensão do ser. Em Aristóteles temos dois níveis; ser do ente e o ente enquanto ente. Em Heidegger há mais um nível: o aí-do-ser, o Dasein. Estabelecemos, assim, um novo plano em que se dão ente e ser, no nível do ente privilegiado. Neste nível é introduzida a diferença ontológica: aquela diferença que é sustentada pelo Dasein. Assim, está ultrapassado o caráter metafísico objetivista e o espaço fenomenológico-transcendental. Nesse nível a Antropologia Filosófica passa a receber seu estatuto legitimador.
 +
 +A questão da Filosofia reencontra-se com a questão final de Kant: que é o homem? Essa questão do homem passa a exigir um estatuto legitimador que se estabeleça metodicamente acima da problematização dos entes em geral e que somente se dá no espaço da compreensão do Dasein. O ser humano não é um ente entre os entes que simplesmente se dão aí (simplesmente são).
 +
 +Alphons de Waelhens nos coloca o problema da seguinte maneira:
 +
 +Com que direito o homem se aplica a si mesmo um estatuto de existência da qual ele mesmo, justamente, é o instaurador? Dito de outra maneira: se toda a realidade se unifica nisso, no fato de que, ela lhe é dada, como é que sua própria realidade poderia ela ser simplesmente dada, já que é aquilo pelo qual, unicamente, um dar-se a ... é possível (Nature humaine et compréhension de l’être. In: Revue Philosophique de Louvain, 1961, p. 673).
 +
 +[18] Waelhens continua:
 +
 +Em outros termos, o ente que tem por ser a compreensão do ser não pode ser um ente do mesmo tipo que aqueles cujo ser é compreendido pelo outro (o homem), mas não se compreende a si mesmo (p. 673).
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 +----
 +
 +//STEIN, E. Nas proximidades da antropologia. Ensaios e conferências filosóficas. Ijuí: UNIJUÍ, 2003. //
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 +{{tag>"Ernildo Stein"}}