estudos:ernildo-stein:pa:circulo-hermeneutico-e-diferenca-ontologica-30-32
Differences
This shows you the differences between two versions of the page.
| estudos:ernildo-stein:pa:circulo-hermeneutico-e-diferenca-ontologica-30-32 [22/07/2026 20:19] – created - external edit 127.0.0.1 | estudos:ernildo-stein:pa:circulo-hermeneutico-e-diferenca-ontologica-30-32 [10/09/2026 04:00] (current) – external edit 127.0.0.1 | ||
|---|---|---|---|
| Line 1: | Line 1: | ||
| + | ====== Círculo hermenêutico e diferença ontológica ====== | ||
| + | (2003: | ||
| + | |||
| + | |||
| + | |||
| + | |||
| + | ==== Nas Proximidades da Antropologia [PA] ==== | ||
| + | |||
| + | === Dois teoremas da finitude como base para uma antropologia filosófica === | ||
| + | |||
| + | //O círculo hermenêutico e a diferença ontológica são os teoremas que sustentam a teoria heideggeriana da realidade e do conhecimento, | ||
| + | |||
| + | A abordagem da primeira questão nos leva aos dois níveis que desde a metafísica de Aristóteles estão consagrados na ontologia — o nível do ente enquanto ente e o nível do ser do ente. A tradição metafísica aborda esses níveis de maneira objetivística. Ela trata os dois níveis como objetos a serem conhecidos. Os diversos autores, até a Idade Média, dão formas várias ao conhecimento deste objeto, mas sempre se examina o modo como são conhecidos, mas não se pergunta porque eles não são questionados enquanto são condições de possibilidade, | ||
| + | |||
| + | Quando Heidegger introduz um ente privilegiado, | ||
| + | |||
| + | Com esse terceiro nível o filósofo inaugura duas questões centrais na Filosofia — o círculo hermenêutico e a diferença ontológica. A compreensão do ser nos leva a um caminho de duas mãos: o ser é, pela compreensão, | ||
| + | |||
| + | [31] Assim o Dasein, pela compreensão, | ||
| + | |||
| + | Aparentemente isso constitui uma simples afirmação; | ||
| + | |||
| + | O círculo hermenêutico e a diferença ontológica são os teoremas que sustentam a teoria heideggeriana da realidade e do conhecimento, | ||
| + | |||
| + | A ideia de ser de Heidegger, na medida em que é vinculada com a compreensão do ser, caminho para pensar o ente, se revela como uma dimensão operatoria: compreendendo-me no mundo e na relação com os entes compreendo o ser. Naturalmente esta compreensão do ser não é temática e deve ser explicitada. É precisamente essa explicitação a meta buscada pela analítica existencial ou ontologia fundamental, | ||
| + | |||
| + | [32] O ser heideggeriano torna-se o elemento através do qual se dá o acesso aos entes, ele é sua condição de possibilidade. Isto é a diferença ontológica. Como esta condição só opera através da compreensão pelo Dasein, pelo ser humano que se compreende, a fundamentação (condição de possibilidade) sempre se dá pelo círculo hermenêutico. | ||
| + | |||
| + | A relação com o ser e com o modo de ser do Dasein não é uma relação com um objeto ou através de um sujeito, mas é uma relação que possibilita algo, o acesso aos entes. | ||
| + | |||
| + | Na tradição objetivista o ser é ainda pensado como objeto, ou como ente, ainda que o supremo, como na Idade Média. Esse objetivismo, | ||
| + | |||
| + | Heidegger dirá que assim Deus entrou pelos fundos na metafísica, | ||
| + | |||
| + | ---- | ||
| + | |||
| + | //STEIN, E. Nas proximidades da antropologia. Ensaios e conferências filosóficas. Ijuí: UNIJUÍ, 2003. | ||
| + | // | ||
| + | |||
| + | {{tag>" | ||
