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| + | ===== DA REFLEXÃO À COMPREENSÃO (2003:67) ===== | ||
| + | Heidegger substitui elementos centrais da reflexão de Husserl articulados com os conceitos clássicos da reflexão. Volta-se com a própria fenomenologia para a hermenêutica da faticidade e dá origem a uma Filosofia Hermenêutica. Assim, Heidegger substitui a reflexão pela interpretação do sentido do ser do Dasein. Em lugar da questão da validade, é posta a pergunta pelo ser, pelo sentido do ser. A elevação da hermenêutica a uma doutrina filosófica fundamental levou discípulos para além das ideias de Heidegger. Entre eles situa-se Gadamer. | ||
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| + | Enquanto em Heidegger o peso da questão ontológica pelo sentido do ser ainda está inteiramente em sua componente transcendental, | ||
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| + | O tema da reflexão é transformado em compreensão na linguagem e nada mais tem a ver com o lado transcendental — do qual Gadamer explicitamente se afasta — e a linguagem torna-se então o horizonte universal e o meio (medium) da compreensão e da própria comunicação. Assim o conceito de reflexão é “deslocado” do ambiente da consciência no sentido clássico. “Não se vê mais na reflexão a compreensão do saber sobre si mesmo, a compreensão do saber consigo mesmo” (p. 45). Gadamer diz que a linguagem envolve todo o sabido e todo o saber como o verdadeiro centro (Mitte) do ser humano” (1972, p. 100). | ||
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| + | Werner Flach tira a conclusão: “Só podemos considerar esta concepção de reflexão como uma concepção que falha o método da teoria do conhecimento e rebaixa esta à hermenêutica” (Flach, 1994, p. 45). A partir dessas afirmações iremos determinar melhor o que a análise visa. | ||
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| + | (STEIN, Ernildo. Nas proximidades da antropologia : ensaios e conferências filosóficas. Ijuí: Unijuí, 2003) | ||
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