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estudos:dreyfus:dreyfus-oqc-introducao

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estudos:dreyfus:dreyfus-oqc-introducao [15/01/2026 20:13] – created - external edit 127.0.0.1estudos:dreyfus:dreyfus-oqc-introducao [17/01/2026 13:25] (current) mccastro
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 ==== O que os computadores (ainda) não podem fazer ==== ==== O que os computadores (ainda) não podem fazer ====
  
-//{Excelente reflexão sobre as possibilidades concretas da informática, em particular a concretude das promessas da inteligência artificial. Segue um excerto da introdução à primeira edição (MIT), [What Computers Can't Do->http://library.lol/main/F14FA7C0B59466A442726E38E1F7833F].}//+//{Excelente reflexão sobre as possibilidades concretas da informática, em particular a concretude das promessas da inteligência artificial. Segue um excerto da introdução à primeira edição (MIT), What Computers Can't Do.}//
  
 Esta [nova] edição de {What Computers Can't Do} marca não apenas uma mudança de editor e uma ligeira mudança de título; também marca uma mudança de status. O livro agora oferece não uma posição controversa em um debate em andamento, mas uma visão de um período passado da história. Pois agora que o século XX está chegando ao fim, está ficando claro que um dos grandes sonhos do século também está terminando. Quase meio século atrás, o pioneiro da computação Alan Turing sugeriu que um computador digital de alta velocidade, programado com regras e fatos, pode exibir um comportamento inteligente. Assim nasceu o campo mais tarde denominado inteligência artificial (IA). Depois de cinquenta anos de esforço, entretanto, agora está claro para todos, exceto alguns obstinados, que essa tentativa de produzir inteligência genérica falhou. Essa falha não significa que esse tipo de IA seja impossível; ninguém foi capaz de apresentar uma prova tão negativa. Em vez disso, descobriu-se que, pelo menos por enquanto, o programa de pesquisa baseado na suposição de que os seres humanos produzem inteligência usando fatos e regras chegou a um beco sem saída, e não há razão para pensar que possa ter sucesso. De fato, o que John Haugeland chamou de Good Old-Fashioned AI (GOFAI) é um caso paradigmático do que os filósofos da ciência chamam de degenerescente programa de pesquisa. Esta [nova] edição de {What Computers Can't Do} marca não apenas uma mudança de editor e uma ligeira mudança de título; também marca uma mudança de status. O livro agora oferece não uma posição controversa em um debate em andamento, mas uma visão de um período passado da história. Pois agora que o século XX está chegando ao fim, está ficando claro que um dos grandes sonhos do século também está terminando. Quase meio século atrás, o pioneiro da computação Alan Turing sugeriu que um computador digital de alta velocidade, programado com regras e fatos, pode exibir um comportamento inteligente. Assim nasceu o campo mais tarde denominado inteligência artificial (IA). Depois de cinquenta anos de esforço, entretanto, agora está claro para todos, exceto alguns obstinados, que essa tentativa de produzir inteligência genérica falhou. Essa falha não significa que esse tipo de IA seja impossível; ninguém foi capaz de apresentar uma prova tão negativa. Em vez disso, descobriu-se que, pelo menos por enquanto, o programa de pesquisa baseado na suposição de que os seres humanos produzem inteligência usando fatos e regras chegou a um beco sem saída, e não há razão para pensar que possa ter sucesso. De fato, o que John Haugeland chamou de Good Old-Fashioned AI (GOFAI) é um caso paradigmático do que os filósofos da ciência chamam de degenerescente programa de pesquisa.
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