estudos:crowell:sentido
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| + | ===== SENTIDO ===== | ||
| + | //CROWELL, Steven Galt. Normativity and phenomenology in Husserl and Heidegger. Cambridge, UK ; New York: Cambridge University Press, 2013.// | ||
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| + | **1 Tornando o significado temático** | ||
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| + | **1 Introdução: | ||
| + | * " | ||
| + | * O projeto do capítulo -- um exame da relação entre fenomenologia e a virada transcendental inaugurada por Kant -- não se restringe aos aspectos do pensamento de Husserl que dialogam diretamente com a filosofia crítica kantiana, mas investiga se haveria aspectos da fenomenologia transcendental compartilhados por esses pensadores de outra forma muito diferentes entre si. | ||
| + | * A abordagem é um amálgama estratégico do histórico e do sistemático: | ||
| + | * A tematização fenomenológica do significado envolve: rejeitar o representacionalismo kantiano; adotar a ideia neokantiana de que as categorias são normativas; e insistir no caráter de primeira pessoa do método filosófico. | ||
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| + | **2 A fenomenologia no contexto kantiano** | ||
| + | * A motivação prática ou ética por trás do projeto transcendental de Kant -- justificar a "ideia de liberdade" | ||
| + | * A tese da descontinuidade expressa-se na especificação kantiana do que é " | ||
| + | * A questão transcendental kantiana -- como são possíveis juízos sintéticos a priori? -- faz sentido apenas contra o pano de fundo de uma caracterização da situação cognitiva do conhecedor, o que impõe um ônus significativo a qualquer explicação transcendental: | ||
| + | * O problema de Kant surge no coração da Dedução Transcendental das categorias: o " | ||
| + | * A partir dessa objeção, dois caminhos muito diferentes se abrem: um tenta preservar o papel da subjetividade na filosofia transcendental aperfeiçoando a concepção kantiana dela -- levando à fenomenologia e a certas leituras naturalistas e de ciências cognitivas de Kant --, e o outro rejeita qualquer tal papel, indo de Hegel ao neokantismo e ao interesse em argumentos transcendentais. | ||
| + | * A leitura " | ||
| + | * Klaus Hartmann argumenta que tal dificuldade indica uma falha fatal nas teorias transcendentais " | ||
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| + | **3 O objeto intencional e a crítica do representacionalismo** | ||
| + | * Abrir a filosofia transcendental para toda a gama de experiência intencional é, nos termos de Husserl, investigar as condições que tornam possível a " | ||
| + | * A " | ||
| + | * O ato de percepção em que experimento algo como uma árvore envolve referência a condições normativas de satisfação que determinam o que a coisa é suposta ser -- um sentido que estabelece como a experiência atual deve necessariamente se relacionar com experiências (anteriores e) subsequentes se a coisa percebida é de fato o que se dá como sendo; o enigma -- que demanda clarificação transcendental -- é como esse conteúdo normativo da experiência é possível. | ||
| + | * O significado graças ao qual os objetos estão ali para nós como árvores, martelos e obras de arte não é propriedade do objeto, nem pode ser um objeto imanente à consciência -- uma " | ||
| + | * O objeto intencional considerado na reflexão fenomenológica -- chamado " | ||
| + | * A afirmação de que as coisas no mundo são unidades de sentido é uma afirmação transcendental -- " | ||
| + | * A crítica fenomenológica ao representacionalismo é que a epoché distingue nítida e metodicamente a fenomenologia de todas as explicações naturalistas ou metafísicas do significado, | ||
| + | * Os neokantistas Heinrich Rickert e Klaus Hartmann objetam que a fenomenologia assim descrita abandonou a própria questão que a filosofia transcendental deveria responder -- a questio juris: como se passa de descrever reflexivamente reivindicações de verdade a estabelecer que e como tais reivindicações podem produzir verdade; porém a fenomenologia não visa responder ao cético, mas minar os motivos do ceticismo por meio da descrição "sem pressupostos" | ||
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| + | **4 Subjetividade: | ||
| + | * Emil Lask, estudante de Heinrich Rickert, chega ao conceito husserliano de significado (ser no sentido da verdade), mas por uma rota diferente: não parte da intencionalidade, | ||
| + | * Lask destaca o caráter normativo das categorias como base de uma teoria genuinamente transcendental de dois mundos: em vez de dividir a " | ||
| + | * A teoria de Lask abre-se ao problema da intencionalidade ao incluir a cognição pré-científica, | ||
| + | * As relações de fundação noética são também constitutivas de envolvimentos pré-teóricos como a utilidade do arquivo -- ver a mesa bagunçada funda um afeto de repulsa, que funda um ato de desejo de mesa limpa, que funda a divulgação do arquivo como potencialmente satisfatório, | ||
| + | * Em sua crítica a Husserl, Heidegger argumenta que atos de consciência pura são abstrações: | ||
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| + | **5 Existência como transcendência primordial: responsividade ao normativo** | ||
| + | * Uma coisa pode ser experimentada como algo apenas se é tomada como contando como tal coisa -- apenas se experienciada à luz de alguma norma (muitas vezes não inteiramente explícita) do que tal coisa é suposta ser; sem esse momento normativo as coisas careceriam de " | ||
| + | * Heidegger também insiste que o ser, o significado, | ||
| + | * A transcendência primordial -- responsividade ao normativo como normativo -- é a condição última de possibilidade de toda intencionalidade: | ||
| + | * Heidegger denomina essa condição ulterior o " | ||
| + | * A transcendência primordial no sentido " | ||
| + | * Toda fenomenologia é transcendental na medida em que fornece uma explicação da intencionalidade em três estágios: primeiro, reconhece a ubiquidade do significado e a prioridade da questão do significado sobre abordagens metafísicas, | ||
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