estudos:chretien:exegese-de-origenes
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| + | ===== Exegese de Orígenes ===== | ||
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| + | JLChretien2003 | ||
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| + | Os espias que Moisés enviou à Terra Prometida em reconhecimento, | ||
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| + | Este esplendor reside na operação de uma leitura em espírito e em verdade. Ler com seriedade, isto é, respondendo pelo que se lê, e pelo ato de lê-lo, é escrever, ou já falar. Orígenes é um mestre de leitura. Como, em quê e por quê? O que se segue, acompanhando-o em sua escuta da palavra de Jesus sobre o fogo, se esforçará para mostrá-lo. Convém primeiro recordar brevemente os princípios mais gerais desta leitura bíblica, que valem aliás para a maioria dos autores que serão abordados nos capítulos seguintes. | ||
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| + | Para Orígenes, em primeiro lugar, a Bíblia é una, e é preciso sempre lê-la como tal: «todos os livros santos são um livro único», uma única «música de Deus», na qual não há «nenhum sinal que seja vazio da Sabedoria de Deus», e onde «não há um único iota nem um único sinal escrito que não cumpra o que é sua obra para quem sabe usar do poder das letras», portanto para quem sabe ler bem . Muito antes de Schleiermacher, | ||
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| + | O segundo princípio diretor desta leitura é que eu me deixo ler pelo que leio. O leitor é ele mesmo lido para ler em verdade. Assim como o Cristo do Mistério de Jesus de Pascal afirma inesquecivelmente: | ||
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| + | A alegoria não se pratica por si mesma, nem para suavizar os ângulos de uma passagem embaraçosa: | ||
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| + | Enfim, e este terceiro traço da exegese de Orígenes é na verdade o primeiro, isto é, aquele que fundamenta a possibilidade do exercício dos dois precedentes, | ||
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