estudos:casey:mnemosyne
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| + | ====== Deificação de Mnemosyne ====== | ||
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| + | Casey2010 | ||
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| + | A deificação de Mnemosine, e com ela de todo um passado mítico, não conseguiu sobreviver ao surgimento da filosofia em sua forma especificamente platônica no século V a.C. Para Platão, a lembrança (anamnesis) é menos de um passado específico — pessoal ou mítico — do que do conhecimento eidético adquirido anteriormente. A figura altamente personificada de Mnemosine desaparece; não mencionada nos poucos mitos que sobreviveram nos diálogos platônicos — onde os mitos são designados como relatos “de segunda categoria” —, ela é estranha à dialética austera que Platão propõe como o único modo de acesso ao conhecimento filosófico. Uma premissa dessa dialética é que o conhecimento buscado já é possuído pelo indivíduo questionador, | ||
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| + | Platão representa um momento crítico de transição. A exaltação da memória e a atribuição a ela de poderes divinos dão lugar a uma visão dela como um instrumento de investigação dialética — um instrumento indispensável, | ||
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| + | Na geração seguinte, a secularização da memória estava completa, graças ao trabalho diligente de Aristóteles. Essa transformação foi realizada em três etapas. Em primeiro lugar, Aristóteles efetivamente mina os aspectos transcendentais da memória — sejam eles míticos ou metafísicos — simplesmente ignorando-os. Ele distingue duas formas de lembrança, “memória” e “recordação”, | ||
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| + | Imagem, percepção, | ||
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