estudos:caron:totalidade-estrutural-abertura
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| + | ====== Possibilidade de uma totalidade estrutural da abertura (2005:895) ====== | ||
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| + | * A POSSIBILIDADE DE UMA TOTALIDADE ESTRUTURAL DA ABERTURA: O SER-PARA-A-MORTE | ||
| + | * A questão da totalidade estrutural do Dasein | ||
| + | * Heidegger questiona se a análise preparatória do Dasein, que revelou o " | ||
| + | * A abertura do Dasein é sua essência, mas como pensar uma estrutura para um ser que é, em si mesmo, abertura? A solução está na compreensão de que a estrutura do Dasein não é um sistema fechado, mas um movimento de abertura que se mantém até a morte. Mesmo diante da morte, o Dasein não cessa de se projetar para possibilidades, | ||
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| + | * O ser-para-a-morte como mediação entre a angústia e a temporalidade | ||
| + | * O ser-para-a-morte (Sein-zum-Tode) não é um mero relacionamento com um evento futuro (a morte como fim da vida), mas uma relação ontológica com a possibilidade mais própria do Dasein: a possibilidade de sua impossibilidade. A morte não é o morrer empírico, mas a consciência de que o Dasein é sempre um ser-para-a-morte, | ||
| + | * A morte é a possibilidade extrema que revela ao Dasein sua abertura radical. Ela não é um objeto ou um evento, mas um modo de ser: o Dasein " | ||
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| + | * A MORTE COMO POSSIBILIDADE ESTRUTURANTE DA IPSEIDADE | ||
| + | * A morte como revelação do nada e da diferença ontológica | ||
| + | * A morte não é um evento empírico, mas a revelação do nada, do não-ente que possibilita a manifestação do ser. Ela é a "arche do nada", o abrigar-se do ser em sua retirada. A morte revela ao Dasein que ele não é um mero ente, mas um ser que se relaciona com o ser, um ser que transcende a si mesmo em direção ao ser. | ||
| + | * A diferença ontológica, | ||
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| + | * A morte como individualização radical e abertura para o ser | ||
| + | * A morte individualiza o Dasein de maneira radical, pois ninguém pode morrer em seu lugar. Essa individualização não é um isolamento empírico, mas a revelação de que o Dasein é sempre " | ||
| + | * A relação com a morte não é uma relação com um evento futuro, mas uma relação com a possibilidade mais própria do Dasein: a possibilidade de ser um si-mesmo autêntico. Essa relação é uma antecipação (Vorlaufen) que revela ao Dasein sua abertura radical e sua finitude. | ||
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| + | * A morte como possibilidade da possibilidade | ||
| + | * A morte é a possibilidade que possibilita todas as outras possibilidades. Ela não é um objeto de conhecimento, | ||
| + | * A antecipação da morte não é uma meditação obsessiva, mas a compreensão de que a morte é a possibilidade que mantém aberta a estrutura do Dasein. Ela revela ao Dasein que ele é um ser que se relaciona com o ser, um ser que transcende a si mesmo em direção ao ser. | ||
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| + | * A ABERTURA E A ESTRUTURA DO SOI: ERSCHLOSSENHEIT E ENTschlossenheit | ||
| + | * A abertura (Erschlossenheit) como constituição fundamental do Dasein | ||
| + | * O Dasein é sua abertura (Erschlossenheit). Essa abertura não é um estado passivo, mas um movimento ativo de compreensão e projeção. O Dasein é sempre um ser que se compreende como possibilidade, | ||
| + | * A abertura do Dasein é possibilitada pela morte, que revela ao Dasein sua finitude e sua relação com o ser. A morte é a possibilidade que mantém aberta a estrutura do Dasein, revelando-lhe que ele é um ser que se relaciona com o ser. | ||
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| + | * A decisão (Entschlossenheit) como assumir a abertura | ||
| + | * A decisão (Entschlossenheit) é o modo como o Dasein assume sua abertura. Ela não é uma escolha entre possibilidades, | ||
| + | * A decisão revela ao Dasein que ele é um ser que se projeta para possibilidades, | ||
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| + | * A MORTE COMO REVELAÇÃO DA DIFERENÇA ONTOLÓGICA E DA IPSEIDADE | ||
| + | * A morte como revelação do ser e do nada | ||
| + | * A morte revela ao Dasein que ele não é um mero ente, mas um ser que se relaciona com o ser. Ela é a revelação do nada, do não-ente que possibilita a manifestação do ser. A morte é a "arche do nada", o abrigar-se do ser em sua retirada. | ||
| + | * A relação com a morte revela ao Dasein que ele é um ser finito, mas também um ser que se relaciona com o infinito, com o ser que o transcende. Essa relação constitui o Dasein como um ser aberto, um ser que se compreende como possibilidade. | ||
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| + | * A morte como individualização e abertura para o ser | ||
| + | * A morte individualiza o Dasein de maneira radical, pois ninguém pode morrer em seu lugar. Essa individualização não é um isolamento empírico, mas a revelação de que o Dasein é sempre " | ||
| + | * A relação com a morte não é uma relação com um evento futuro, mas uma relação com a possibilidade mais própria do Dasein: a possibilidade de ser um si-mesmo autêntico. Essa relação é uma antecipação que revela ao Dasein sua abertura radical e sua finitude. | ||
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| + | * A morte como possibilidade da possibilidade | ||
| + | * A morte é a possibilidade que possibilita todas as outras possibilidades. Ela não é um objeto de conhecimento, | ||
| + | * A antecipação da morte não é uma meditação obsessiva, mas a compreensão de que a morte é a possibilidade que mantém aberta a estrutura do Dasein. Ela revela ao Dasein que ele é um ser que se relaciona com o ser, um ser que transcende a si mesmo em direção ao ser. | ||
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