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estudos:caron:totalidade-estrutural-abertura

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estudos:caron:totalidade-estrutural-abertura [23/01/2026 15:19] – created mccastroestudos:caron:totalidade-estrutural-abertura [23/01/2026 15:21] (current) mccastro
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 ====== Caron (2005:895) – Possibilidade de uma totalidade estrutural da abertura ====== ====== Caron (2005:895) – Possibilidade de uma totalidade estrutural da abertura ======
  
-  * 1. A ANGÚSTIA COMO REVELAÇÃO DA IPSEIDADE E DA ABERTURA RADICAL +  * A POSSIBILIDADE DE UMA TOTALIDADE ESTRUTURAL DA ABERTURA: O SER-PARA-A-MORTE 
-    * 1.1. A angústia como tonalidade fundamental e seu papel na constituição do Dasein +    * A questão da totalidade estrutural do Dasein
-      * A angústia é apresentada como a Stimmung que isola o Dasein, revelando-lhe sua ipseidade mais própria. Esse isolamento não é um mero afastamento dos outros, mas a revelação de que o Dasein é sempre "meu", em sua autenticidade (Eigentlichkeit) e inautenticidade, como possibilidades de seu ser. +
-      * A angústia não é um estado psicológico passageiro, mas a abertura para o nada, para o vazio que possibilita a manifestação do ser. Ela revela a compenetração entre o vazio e o si-mesmo, expondo a estrutura do Dasein como um ser-aberto, um ser-para-a-morte. +
-      * A referência à poesia de Tzara ("as campanas soam sem razão e nós também / caminhamos para escapar ao formigar das estradas") ilustra a fuga do Dasein diante da angústia, mas também a consciência de que a morte é a única doença que se cultiva, a única possibilidade que não pode ser evitada. +
- +
-    * 1.2. A ipseidade como estrutura aberta e não substancial +
-      * A ipseidade não é uma substância ou uma identidade fechada, mas uma abertura permanente. Heidegger questiona como é possível falar de "estrutura" para um Dasein que é, em sua essência, abertura. A resposta está na compreensão de que a estrutura do Dasein não é estática, mas dinâmica, um movimento constante de abertura e projeção. +
-      * O Dasein é sempre "em projeto", um poder-ser que nunca se fecha em uma identidade fixa. Sua identidade é a de um ser que se compreende como abertura, como possibilidade, e não como uma coisa ou substância. A angústia revela ao Dasein que ele é constituído pelo não-ente e pelo invisível, ou seja, pela possibilidade de não-ser. +
- +
-  * 2. A POSSIBILIDADE DE UMA TOTALIDADE ESTRUTURAL DA ABERTURA: O SER-PARA-A-MORTE +
-    * 2.1. A questão da totalidade estrutural do Dasein+
       * Heidegger questiona se a análise preparatória do Dasein, que revelou o "ser-no-mundo" como sua constituição fundamental, é suficiente para compreender o Dasein como uma totalidade. A resposta é negativa: o cuidado (Sorge) é apenas o "penúltimo fenômeno", e a totalidade estrutural só pode ser alcançada por meio da temporalidade, que será desenvolvida na segunda parte de *Ser e Tempo*.       * Heidegger questiona se a análise preparatória do Dasein, que revelou o "ser-no-mundo" como sua constituição fundamental, é suficiente para compreender o Dasein como uma totalidade. A resposta é negativa: o cuidado (Sorge) é apenas o "penúltimo fenômeno", e a totalidade estrutural só pode ser alcançada por meio da temporalidade, que será desenvolvida na segunda parte de *Ser e Tempo*.
       * A abertura do Dasein é sua essência, mas como pensar uma estrutura para um ser que é, em si mesmo, abertura? A solução está na compreensão de que a estrutura do Dasein não é um sistema fechado, mas um movimento de abertura que se mantém até a morte. Mesmo diante da morte, o Dasein não cessa de se projetar para possibilidades, pois sua essência é ser um poder-ser.       * A abertura do Dasein é sua essência, mas como pensar uma estrutura para um ser que é, em si mesmo, abertura? A solução está na compreensão de que a estrutura do Dasein não é um sistema fechado, mas um movimento de abertura que se mantém até a morte. Mesmo diante da morte, o Dasein não cessa de se projetar para possibilidades, pois sua essência é ser um poder-ser.
  
-    * 2.2. O ser-para-a-morte como mediação entre a angústia e a temporalidade+    * O ser-para-a-morte como mediação entre a angústia e a temporalidade
       * O ser-para-a-morte (Sein-zum-Tode) não é um mero relacionamento com um evento futuro (a morte como fim da vida), mas uma relação ontológica com a possibilidade mais própria do Dasein: a possibilidade de sua impossibilidade. A morte não é o morrer empírico, mas a consciência de que o Dasein é sempre um ser-para-a-morte, ou seja, um ser que se relaciona com sua finitude.       * O ser-para-a-morte (Sein-zum-Tode) não é um mero relacionamento com um evento futuro (a morte como fim da vida), mas uma relação ontológica com a possibilidade mais própria do Dasein: a possibilidade de sua impossibilidade. A morte não é o morrer empírico, mas a consciência de que o Dasein é sempre um ser-para-a-morte, ou seja, um ser que se relaciona com sua finitude.
       * A morte é a possibilidade extrema que revela ao Dasein sua abertura radical. Ela não é um objeto ou um evento, mas um modo de ser: o Dasein "morre" a cada instante, na medida em que se relaciona com a possibilidade de não-ser. Essa relação não é uma obsessão mórbida, mas a compreensão de que a morte é a possibilidade que possibilita todas as outras possibilidades.       * A morte é a possibilidade extrema que revela ao Dasein sua abertura radical. Ela não é um objeto ou um evento, mas um modo de ser: o Dasein "morre" a cada instante, na medida em que se relaciona com a possibilidade de não-ser. Essa relação não é uma obsessão mórbida, mas a compreensão de que a morte é a possibilidade que possibilita todas as outras possibilidades.
  
-  * 3. A MORTE COMO POSSIBILIDADE ESTRUTURANTE DA IPSEIDADE +  * A MORTE COMO POSSIBILIDADE ESTRUTURANTE DA IPSEIDADE 
-    * 3.1. A morte como revelação do nada e da diferença ontológica+    * A morte como revelação do nada e da diferença ontológica
       * A morte não é um evento empírico, mas a revelação do nada, do não-ente que possibilita a manifestação do ser. Ela é a "arche do nada", o abrigar-se do ser em sua retirada. A morte revela ao Dasein que ele não é um mero ente, mas um ser que se relaciona com o ser, um ser que transcende a si mesmo em direção ao ser.       * A morte não é um evento empírico, mas a revelação do nada, do não-ente que possibilita a manifestação do ser. Ela é a "arche do nada", o abrigar-se do ser em sua retirada. A morte revela ao Dasein que ele não é um mero ente, mas um ser que se relaciona com o ser, um ser que transcende a si mesmo em direção ao ser.
       * A diferença ontológica, ou seja, a diferença entre ser e ente, é revelada na relação do Dasein com a morte. O Dasein é o único ente que se relaciona com sua própria possibilidade de não-ser, e essa relação o constitui como um ser aberto, um ser que se compreende como possibilidade.       * A diferença ontológica, ou seja, a diferença entre ser e ente, é revelada na relação do Dasein com a morte. O Dasein é o único ente que se relaciona com sua própria possibilidade de não-ser, e essa relação o constitui como um ser aberto, um ser que se compreende como possibilidade.
  
-    * 3.2. A morte como individualização radical e abertura para o ser+    * A morte como individualização radical e abertura para o ser
       * A morte individualiza o Dasein de maneira radical, pois ninguém pode morrer em seu lugar. Essa individualização não é um isolamento empírico, mas a revelação de que o Dasein é sempre "meu", em sua singularidade. A morte revela ao Dasein que ele é um ser finito, mas também um ser que se relaciona com o infinito, com o ser que o transcende.       * A morte individualiza o Dasein de maneira radical, pois ninguém pode morrer em seu lugar. Essa individualização não é um isolamento empírico, mas a revelação de que o Dasein é sempre "meu", em sua singularidade. A morte revela ao Dasein que ele é um ser finito, mas também um ser que se relaciona com o infinito, com o ser que o transcende.
       * A relação com a morte não é uma relação com um evento futuro, mas uma relação com a possibilidade mais própria do Dasein: a possibilidade de ser um si-mesmo autêntico. Essa relação é uma antecipação (Vorlaufen) que revela ao Dasein sua abertura radical e sua finitude.       * A relação com a morte não é uma relação com um evento futuro, mas uma relação com a possibilidade mais própria do Dasein: a possibilidade de ser um si-mesmo autêntico. Essa relação é uma antecipação (Vorlaufen) que revela ao Dasein sua abertura radical e sua finitude.
  
-    * 3.3. A morte como possibilidade da possibilidade+    * A morte como possibilidade da possibilidade
       * A morte é a possibilidade que possibilita todas as outras possibilidades. Ela não é um objeto de conhecimento, mas a condição de possibilidade do Dasein como ser-aberto. A morte revela ao Dasein que ele é um ser que se projeta para possibilidades, um ser que nunca se fecha em uma identidade fixa.       * A morte é a possibilidade que possibilita todas as outras possibilidades. Ela não é um objeto de conhecimento, mas a condição de possibilidade do Dasein como ser-aberto. A morte revela ao Dasein que ele é um ser que se projeta para possibilidades, um ser que nunca se fecha em uma identidade fixa.
       * A antecipação da morte não é uma meditação obsessiva, mas a compreensão de que a morte é a possibilidade que mantém aberta a estrutura do Dasein. Ela revela ao Dasein que ele é um ser que se relaciona com o ser, um ser que transcende a si mesmo em direção ao ser.       * A antecipação da morte não é uma meditação obsessiva, mas a compreensão de que a morte é a possibilidade que mantém aberta a estrutura do Dasein. Ela revela ao Dasein que ele é um ser que se relaciona com o ser, um ser que transcende a si mesmo em direção ao ser.
  
-  * 4. A ABERTURA E A ESTRUTURA DO SOI: ERSCHLOSSENHEIT E ENTschlossenheit +  * A ABERTURA E A ESTRUTURA DO SOI: ERSCHLOSSENHEIT E ENTschlossenheit 
-    * 4.1. A abertura (Erschlossenheit) como constituição fundamental do Dasein+    * A abertura (Erschlossenheit) como constituição fundamental do Dasein
       * O Dasein é sua abertura (Erschlossenheit). Essa abertura não é um estado passivo, mas um movimento ativo de compreensão e projeção. O Dasein é sempre um ser que se compreende como possibilidade, um ser que se projeta para possibilidades.       * O Dasein é sua abertura (Erschlossenheit). Essa abertura não é um estado passivo, mas um movimento ativo de compreensão e projeção. O Dasein é sempre um ser que se compreende como possibilidade, um ser que se projeta para possibilidades.
       * A abertura do Dasein é possibilitada pela morte, que revela ao Dasein sua finitude e sua relação com o ser. A morte é a possibilidade que mantém aberta a estrutura do Dasein, revelando-lhe que ele é um ser que se relaciona com o ser.       * A abertura do Dasein é possibilitada pela morte, que revela ao Dasein sua finitude e sua relação com o ser. A morte é a possibilidade que mantém aberta a estrutura do Dasein, revelando-lhe que ele é um ser que se relaciona com o ser.
  
-    * 4.2. A decisão (Entschlossenheit) como assumir a abertura+    * A decisão (Entschlossenheit) como assumir a abertura
       * A decisão (Entschlossenheit) é o modo como o Dasein assume sua abertura. Ela não é uma escolha entre possibilidades, mas a compreensão de que o Dasein é sempre um ser-para-a-morte, um ser que se relaciona com sua finitude.       * A decisão (Entschlossenheit) é o modo como o Dasein assume sua abertura. Ela não é uma escolha entre possibilidades, mas a compreensão de que o Dasein é sempre um ser-para-a-morte, um ser que se relaciona com sua finitude.
       * A decisão revela ao Dasein que ele é um ser que se projeta para possibilidades, um ser que nunca se fecha em uma identidade fixa. Ela é a compreensão de que a morte é a possibilidade que possibilita todas as outras possibilidades, e que o Dasein é um ser que se relaciona com o ser.       * A decisão revela ao Dasein que ele é um ser que se projeta para possibilidades, um ser que nunca se fecha em uma identidade fixa. Ela é a compreensão de que a morte é a possibilidade que possibilita todas as outras possibilidades, e que o Dasein é um ser que se relaciona com o ser.
  
-  * 5. A MORTE COMO REVELAÇÃO DA DIFERENÇA ONTOLÓGICA E DA IPSEIDADE +  * A MORTE COMO REVELAÇÃO DA DIFERENÇA ONTOLÓGICA E DA IPSEIDADE 
-    * 5.1. A morte como revelação do ser e do nada+    * A morte como revelação do ser e do nada
       * A morte revela ao Dasein que ele não é um mero ente, mas um ser que se relaciona com o ser. Ela é a revelação do nada, do não-ente que possibilita a manifestação do ser. A morte é a "arche do nada", o abrigar-se do ser em sua retirada.       * A morte revela ao Dasein que ele não é um mero ente, mas um ser que se relaciona com o ser. Ela é a revelação do nada, do não-ente que possibilita a manifestação do ser. A morte é a "arche do nada", o abrigar-se do ser em sua retirada.
       * A relação com a morte revela ao Dasein que ele é um ser finito, mas também um ser que se relaciona com o infinito, com o ser que o transcende. Essa relação constitui o Dasein como um ser aberto, um ser que se compreende como possibilidade.       * A relação com a morte revela ao Dasein que ele é um ser finito, mas também um ser que se relaciona com o infinito, com o ser que o transcende. Essa relação constitui o Dasein como um ser aberto, um ser que se compreende como possibilidade.
  
-    * 5.2. A morte como individualização e abertura para o ser+    * A morte como individualização e abertura para o ser
       * A morte individualiza o Dasein de maneira radical, pois ninguém pode morrer em seu lugar. Essa individualização não é um isolamento empírico, mas a revelação de que o Dasein é sempre "meu", em sua singularidade. A morte revela ao Dasein que ele é um ser que se relaciona com sua própria possibilidade de não-ser.       * A morte individualiza o Dasein de maneira radical, pois ninguém pode morrer em seu lugar. Essa individualização não é um isolamento empírico, mas a revelação de que o Dasein é sempre "meu", em sua singularidade. A morte revela ao Dasein que ele é um ser que se relaciona com sua própria possibilidade de não-ser.
       * A relação com a morte não é uma relação com um evento futuro, mas uma relação com a possibilidade mais própria do Dasein: a possibilidade de ser um si-mesmo autêntico. Essa relação é uma antecipação que revela ao Dasein sua abertura radical e sua finitude.       * A relação com a morte não é uma relação com um evento futuro, mas uma relação com a possibilidade mais própria do Dasein: a possibilidade de ser um si-mesmo autêntico. Essa relação é uma antecipação que revela ao Dasein sua abertura radical e sua finitude.
  
-    * 5.3. A morte como possibilidade da possibilidade+    * A morte como possibilidade da possibilidade
       * A morte é a possibilidade que possibilita todas as outras possibilidades. Ela não é um objeto de conhecimento, mas a condição de possibilidade do Dasein como ser-aberto. A morte revela ao Dasein que ele é um ser que se projeta para possibilidades, um ser que nunca se fecha em uma identidade fixa.       * A morte é a possibilidade que possibilita todas as outras possibilidades. Ela não é um objeto de conhecimento, mas a condição de possibilidade do Dasein como ser-aberto. A morte revela ao Dasein que ele é um ser que se projeta para possibilidades, um ser que nunca se fecha em uma identidade fixa.
       * A antecipação da morte não é uma meditação obsessiva, mas a compreensão de que a morte é a possibilidade que mantém aberta a estrutura do Dasein. Ela revela ao Dasein que ele é um ser que se relaciona com o ser, um ser que transcende a si mesmo em direção ao ser.       * A antecipação da morte não é uma meditação obsessiva, mas a compreensão de que a morte é a possibilidade que mantém aberta a estrutura do Dasein. Ela revela ao Dasein que ele é um ser que se relaciona com o ser, um ser que transcende a si mesmo em direção ao ser.
  
  
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