estudos:caron:olhar-ser-identidade-peos-1561
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| + | ====== o olhar do ser e a identidade (2005:1561) ====== | ||
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| + | * A Essência do Ser como Ereignis e a Significação de Abschied | ||
| + | * O poema de Heidegger esclarece a verdade do ser como Ereignis | ||
| + | * A palavra Abschied, comum na tradução como ' | ||
| + | * Abschied possui significação complexa, indicando simultaneamente separação e proximidade | ||
| + | * Expressa uma separação que afasta enquanto traz para perto (Ab-scheid) | ||
| + | * É a proximidade a um objeto que, em si mesmo, é distante | ||
| + | * O conceito de Abschied capta a experiência do distante que permanece presente | ||
| + | * Exemplo: o desejo impossível no poema de Hölderlin de esquecer o ser distante | ||
| + | * A separação (Abschied) é justamente a posição dessa ausência, a permanência do afastado | ||
| + | * Heidegger interpreta o Abschied como proximidade do distante, fissura e co-pertinência | ||
| + | * Este Abschied é o modo de ser do Austrag, um auto-diferenciar-se inerente ao ser | ||
| + | * O ser como Ereignis se expressa, portanto, como Abschied, como proximidade do si ao distante do ser | ||
| + | * A Tríplice Significação do Ereignis e o Lugar do Abschied | ||
| + | * O poema de Heidegger reúne três significações fundamentais e simultâneas do Ereignis | ||
| + | * O produzir-se de um advento, um acontecer | ||
| + | * O fato deste advento só ser possível como um auto-diferenciar-se interno | ||
| + | * O ser aparece como alteridade do fundamento do ente que ele faz surgir | ||
| + | * O advento é, ao mesmo tempo, vinda ao próprio e a si de cada um | ||
| + | * O todo constitui uma co-apropriação, | ||
| + | * A plenitude de sentido do Ereignis é sustentada pela noção essencial de Abschied | ||
| + | * É uma separação interior, sempre já dominada pelo ser que se expressa como Ereignis | ||
| + | * O Si Mesmo como Resultado do Ato Separador no Coração do Ser | ||
| + | * O Abschied revela a separação do ser em si mesmo | ||
| + | * Manifesta o teor separador e produtor de desproporção ligado a todo ato de apropriação do ser e da essência do homem | ||
| + | * O si é o resultado deste ato separador presente no coração do ser | ||
| + | * O si é o próprio ser aparecendo em seu retraimento e sua impalpabilidade | ||
| + | * Por este ato, o si é isolamento | ||
| + | * Pelo isolamento, o ser se manifesta em sua incomensurabilidade, | ||
| + | * Não se deve confundir este isolamento com uma solidão fundamental do ser | ||
| + | * O isolamento é proximidade à não-mensurabilidade do Imenso | ||
| + | * A solidão do si se enraíza na companhia do ser enquanto ser | ||
| + | * O si se sente isolado no meio do ente, sente-se estranho | ||
| + | * Isto se deve à sua abertura: sempre junto ao ser, o si se sente estranho ao ente | ||
| + | * O ente lhe escapa e o si se recolhe sobre si, sentindo-se ontologicamente isolado | ||
| + | * Explicar este isolamento do si não requer postular uma solidão mais fundamental do ser | ||
| + | * O ser não é simplesmente diferente do ente; ele é a própria Diferença | ||
| + | * O ente não lhe é exterior; está integrado à ordenação do ser e lhe pertence | ||
| + | * O ser põe o ente para se fazer ressaltar como ser através do ente | ||
| + | * O ser é Ereignis, que põe em si um ente para dele se diferenciar | ||
| + | * Ele não é o diferente de todo ente, mas, mais profundamente, | ||
| + | * O ser é o Único no sentido do Simples, mas não é ' | ||
| + | * A solidão concerne apenas à ipseidade, cujo ser é estar exposta ao Imenso | ||
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