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estudos:caron:olhar-ser-identidade-peos-1561

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-====== Caron (2005:1561-1598) – o olhar do ser e a identidade ======+====== Caron (2005:1561) – o olhar do ser e a identidade ======
  
 PEOS PEOS
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       * Ele não é o diferente de todo ente, mas, mais profundamente, o auto-diferenciar-se de todo ente que ele faz ser e deixa ser       * Ele não é o diferente de todo ente, mas, mais profundamente, o auto-diferenciar-se de todo ente que ele faz ser e deixa ser
     * O ser é o Único no sentido do Simples, mas não é 'solitário' como um ente isolado     * O ser é o Único no sentido do Simples, mas não é 'solitário' como um ente isolado
-      * A solidão concerne apenas à ipsidade, cujo ser é estar exposta ao Imenso +      * A solidão concerne apenas à ipseidade, cujo ser é estar exposta ao Imenso 
-  * A Diferença Ontológica como Pli (Dobradiça) e a Natureza não Solitária do Ser +
-    * O ser se faz ser como o diferente do ente, mas este auto-diferenciar pertence ao ser mesmo +
-    * O ente está igualmente nele, e o ser só pode ser visto como isolado se considerado como um dos termos de uma relação +
-    * A verdade do ser é Ereignis, uma co-pertinência onde o conflito originário da Diferença se sustenta num Mesmo +
-    * Considerar o ser como estruturalmente isolado é um contra-senso sobre sua natureza +
-    * O isolamento do ser só é pensável na perspectiva de uma diferença ontológica que permanece impensada em si mesma +
-      * Isto ocorre quando a Mesmidade (Mesmidade) é abandonada em favor de uma abstração +
-    * A Mesmidade é a viabilidade atestada pela existência do si +
-  * A Metafísica e a Compreensão Lógico-Morfa da Diferença +
-    * A frase dos Beiträge [GA65] sobre o ser como 'o mais só e estranho' reflete um estado momentâneo do pensamento +
-    * Este estado é uma etapa na compreensão da verdade do ser, uma pensamento ainda junto ao ente +
-    * Este pensamento logicomorfo não atinge a pensamento da Diferença como Pli +
-      * Mantém ser e ente em completa estranheza, sem pensar o auto-diferenciar próprio ao ser +
-      * Faz de cada termo a causa da solidão do outro +
-    * Para este pensamento pré-salto, o ser é o diferente de todo ente, pensado sempre em referência ao ente +
-    * A pensamento da diferença é ainda uma pensamento ôntica do ser +
-      * Ela só advirá em sua verdade através da pensamento da Diferença como Pli +
-    * Fazer do ser um isolado seria fazê-lo um si, uma consequência absurda +
-      * O si é o que é pelo Ereignis, no qual o ser produz seu próprio eco em um si +
-    * Dizer que o ser é o Singular só tem sentido na economia da diferença ontológica, de modo polêmico +
-      * Serve para preservar sua diferença contra um pensamento de dominante ôntica +
-  * A Palavra como Monólogo e a Solidão como Partilha +
-    * A Palavra é o Monólogo desdobrado no coração do Mesmo +
-      * Sua solidão não é um isolamento que fecharia sua essência +
-      * O retraimento do ser é o desdobramento do si, não um bloco de obscuridade que recusa +
-    * O ser manifesta sua singularidade pelo desdobramento, em seu coração, da diferença ontológica +
-      * Isto não implica isolamento, mas a presença auxiliadora da ipsidade +
-      * A relação é de co-pertinência, não de recusa de si +
-    * A Palavra, livre em sua propriedade, pode cuidar apenas de si mesma +
-      * Isto não é um solipsismo egoísta, mas um voltar-se do ser para manifestar sua não-onticidade +
-    * O aspecto de recusa que parece caracterizar o ser é o correlato de todo ato de doação +
-      * A doação quer ser partilhada e revelar sua não-onticidade, dando-a a um si +
-    * A essência desdobrante da Palavra é monstração apropriadora +
-      * Ela desvia o olhar de si mesma para libertar o mostrado em sua própria aparição +
-  * A Singularidade como Aparecer e a Solidão como Mono-logue +
-    * A singularidade só existe no aparecer da singularidade como tal +
-      * Este aparecer só pode existir se um olhar está lá para lhe dar asilo +
-    * A singularidade do ser que se dá na relação de transmissão a um si afirma a partilha da singularidade +
-      * Isto ocorre dentro de uma Mesmidade que o ser também é como Palavra +
-    * O ser é o conjunto da relação que o liga à ipsidade para afirmar sua singularidade +
-      * É a Palavra que, com seu necessário interlocutor (o si), pronuncia sua singularidade doadora +
-    * A Palavra é Monólogo: só ela fala propriamente, e fala solitariamente +
-      * Mas só pode ser solitário o que não está só, isolado, sem relação +
-      * 'Solitário' significa: si mesmo, na unificação do entre-pertinência +
-    * A solidão do ser é partilha, difusão de si, aparecer de sua verdade +
-      * Esta solidão partilhada é Mono-logue, dizer de si mesmo no Mesmo +
-      * Ela compreende necessariamente o desdobramento do si +
-    * O Único não é só; é o Simples em que se joga o jogo do mundo +
-      * É o coro que ele produz em seu coração +
-    * A Palavra-dita (Sage) é o modo em que fala o Ereignis +
-      * Modo entendido como melos, o canto que diz que canta enquanto canta +
-  * A Não-Solidão do Ser e a Natureza do Simples +
-    * Todo isolamento só tem possibilidade de permanecer no seio de uma prévia co-apropriação +
-    * Esta co-apropriação é o ser como Ereignis, situado além das noções de solidão ou ser-com +
-    * O ser volta-se e desvia-se ao mesmo tempo +
-      * Isto causa o isolamento do si e a irredutibilidade do ser à noção de isolamento +
-    * O ser é um auto-desviar-se +
-      * Se nos detemos aí, podemos concebê-lo impropriamente como uma solidão +
-      * Mas este ato de desvio só é possível com base num prévio auto-voltar-se +
-    * O ser não é uma entidade simples que bastaria opor ao ente para proclamar sua solidão +
-      * Opô-lo ao ente é precisamente torná-lo um ente +
-    * A interpretação que afirma a solidão do ser se volta contra si mesma +
-      * Dizer "o ser não é nada de ente, logo é só" torna o ser, enquanto só, um ente +
-    * A essência do Simples é dizer-se em vários sentidos, infundir cada parcela de ser +
-      * O próprio do Simples é estar em todo lugar e ser irredutível a nenhum +
-  * O Ser como Zerklüftung (Fissura) e a Experiência do Si +
-    * O ser é aquele que se isola, mas, considerado em seu ato total, não está isolado +
-      * Ele se diferencia, e como ato de diferenciação, é um todo: o do Austrag +
-    * O ser é em si mesmo a Zerklüftung (fissura, fendilhamento) +
-      * Produção em si mesmo de um afastamento de si a si +
-      * Este afastamento é a Mesmidade (Selbigkeit) e a Si-mesmidade (Selbstheit) é seu suporte +
-    * A Zerklüftung é o desabrochar que permanece em si mesmo, a Mesmidade prepotente sem exterioridade +
-    * Esta Zerklüftung se manifesta como um si que experimenta a simultaneidade de um retraimento que se recusa e de um retraimento que nos concerne (Verweigerung e Umweigerung) +
-      * O que se recusa a nós, por este recuso, vem a nós e nos concerne +
-    * O recusa é o olhar próprio ao não-ente; é a tonalidade (Stimmung) em que o si reage ao não-ente que 'é' o ser +
-    * Meditar este recusa faz aparecer como aquilo pelo que o ser se concede como ser ao pensamento +
-  * A Clareira (Lichtung) e a Pensamento como Er-denken +
-    * A claridade do Lá, onde reina o sem-apoio e o sem-recurso, não é o vazio +
-      * Considerá-la como vazio é ainda olhar para o ente e a entidade +
-    * O ser-homem deve penetrar nesta origem noturna, viver a co-pertinência em que ele é quem é +
-    * Esta penetração do si no sem-fundo do ser é o que Besinnung chama de Er-denken +
-      * Etmologicamente, início da pensamento, sua verdadeira postura em marcha, sua aurora +
-    * O Er-denken é consciência do teor doador do recusa e da estrutura de partilha que o faz voltar-se ao si +
-      * É a instantaneidade apropriada na claridade do trans-porte (Austrag) entre o ser aniquilante (doador) e o si ek-sistente (olhante) +
-    * A pensamento que entra no Er-denken assume seu acordo estrutural prévio com o retraimento +
-      * Compreende seu vínculo com o 'recusa' próprio ao não-ente como proveniente do ser mesmo +
-  * O Si no Er-denken e a Compreensão do Ser como Ereignis +
-    * O si que entra no Er-denken se atinge como o Lá onde o ser manifesta a favos de seu retraimento +
-    * Ele só pode aparecer como tal em um si que, na tonalidade do isolamento, faz aparecer o retraimento +
-    * O si compreende então este isolamento como intimidade ao ser, e o ser primeiro como Austrag +
-    * Finalmente, o si compreende a si mesmo como algo necessário ao desdobramento do ser +
-      * Compreende o ser como Ereignis, o processo que vai do abismo à verdade co-apropriante do ser +
-  * O Círculo do Compreender: do Si ao Ser e do Ser ao Si +
-    * O si é o ente posto pelo ser para pensar o ser na verdade de sua essência desdobrante (Wesung) +
-    * A compreensão de ser no si deve ser conduzida historicamente pelo próprio ser até a compreensão de si do si como compreensão de ser +
-    * O ser produz no si seu próprio interlocutor e correlato de manifestação +
-      * Dá um olhar para ser olhado, e para ser olhado precisamente como aquele que dá um olhar +
-    * Através da pensamento do Ereignis, chega-se a uma co-respondência entre o si e o ser +
-      * Não é equivalência, mas dissimetria necessária à aparição do ser como prepotência reservada +
-    * O ser quer aparecer em sua desmedida velada, manifestar-se como a gratuidade incommensurável do dom +
-  * A Desmedida do Ser e a Experiência do Mistério +
-    * A desmedida do ser é o mistério de sua doação; o ser permanece doação se permanece em retraimento +
-    * A confrontação com o mistério oprime o si até que ele compreenda este isolamento como pertencente ao modo como o ser se dirige a ele +
-    * A resistência no abismo abre para o Ereignis, para o intercâmbio benevolente entre si e ser +
-    * Para que a prova do mistério se transforme em pensamento do dom, o si deve suportar sua própria estrutura +
-      * Deve compreender o nada como aniquilar e o aniquilar como doação +
-    * O si se compreende como o outro do ser, mas este outro permanece no ser e do ser +
-      * Isto mostra que o ser é em si mesmo o outro de si mesmo, como Austrag e Abschied +
-  * O Ser como Jogo de Espelho e a Necessidade do Olhar +
-    * O ser é em si mesmo este jogo de espelho; precisa de um olhar para aparecer +
-    * O Austrag que quer se manifestar a si mesmo requer a ipsidade e se mostra assim como Ereignis +
-    * No si, o ser aparece; ele se dá como Ereignis apenas no fim da metafísica +
-    * Este Ereignis permanece ainda velado, como atesta a era tecnológica +
-      * A co-apropriação ainda se vê recusada, somos incapazes de ouvir as vozes do destino em sua unidade +
-    * É necessário meditar sobre o traço deste recusa da pertença infinita +
-  * A Época Contemporânea: Revelação e Cegueira +
-    * Vivemos uma época onde o Ereignis aparece e a origem se mostra +
-      * Mas é também a época do afã mais frenético que a história já conheceu +
-    * Há um fosso considerável entre o que o ser dá e o que o homem faz +
-    * O silêncio remanescente do ser deve ser meditado como tal +
-    * O homem busca união ao mundo, mas negligencia sua pertença imemorial ao ser +
-      * Nossa agitação para conquistar a felicidade prova que permanecemos surdos à Voz que nos chama +
-    * A voz silenciosa se destina mais claramente hoje, pois é hoje que o Ereignis vem ao pensamento +
-    * O acolhimento desdobrado pelo Ereignis no Quadriparti permanece silencioso +
-      * O silêncio quer permanecer silêncio, mas hoje sua voz se destinou como tal +
-    * A voz do silêncio não deve romper o silêncio inautêntico no qual o homem a relega +
-  * Pensar o Ereignis: Concluir e Habitar o Acontecimento Apropriador +
-    * Pensar o Ereignis não é prestar-lhe homenagem do exterior, mas concluí-lo, estar no Ereignis +
-    * O Ereignis concede o si e o ser; é o ser advindo em seu próprio nesta ipsidade humana +
-    * O Ereignis sempre já concedeu o ser-homem à sonoridade própria ao silêncio sobre-essencial do ser +
-    * Quando o si chega pensativamente à pensamento do ser como Ereignis, ele é retomado no desdobramento abissal do Ereignis +
-    * O 'es gibt' dá o dom mesmo +
-  * A Primazia do 'Es Gibt' e a Estrutura do Si no Ereignis +
-    * A primazia do 'es gibt' ('há', 'dá-se') não é especificidade do último Heidegger +
-      * Já em 1919, ele notava a oni-determinação de toda presença por este 'há' +
-    * O 'há' é o que nenhum ente pode incarnar e escapa ao pensamento fixado na esfera do ente +
-    * A questão radical "Gibt es das 'es gibt'?" deixa o ouvinte numa estupefação que é a mais bela apoditicidade +
-    * Quando o Ereignis é pronunciado, o teor do dom chega à luz +
-    * O si está no Ereignis como em sua estrutura; desde sempre o Ereignis concedeu o si e o ser +
-    * A pré-compreensão torna-se consciente quando o si apreende a origem de sua estrutura como o ser mesmo +
-    * O ser é Eignis enquanto faz advir ao próprio seu retraimento a partir do desdobramento do si +
-    * A estrutura do si depende deste vínculo transcendental que é o Eignis, deste 'há' que sempre já tudo ligou +
-  * O Ser como Eco e a Mesmidade como Elemento de Ressonância +
-    * O ser faz surgir um si que lhe devolve seu próprio excesso; o si é a ressonância do abismo +
-    * O abismo é acordo não-subjetivo de si a si através de uma ipsidade, é ressonância infinita +
-    * O ser se dá a si mesmo um eco; a Mesmidade é eco, parte do próprio ser e o revela como Ereignis +
-    * O ser é vínculo perpétuo de si a si, mas não é sujeito nem ipsidade +
-    * Toda ipsidade é abertura ao ser, manifestação do ser como tal no seio de um ente que compreende o ser +
-    * O fato de ser si, de fechar-se sobre si, só é possível pela abertura ao ser, condicionada pelo Eignis +
-    * O Eignis não é redutível à identidade (coincidência imediata) nem à ipsidade (ser a si mesmo o mesmo) +
-      * É propriamente Mesmidade, uma forma de 'identidade' que apropria a ipsidade ao ser +
-    * A co-pertinência da ipsidade e do ser na Mesmidade é a misteriosa pertença em obra no desdobramento da Palavra +
-  * A Linguagem como Morada e a Tarefa do Pensamento +
-    * A linguagem é a pulsação mais delicada e frágil, mas também a que tudo sustém, na construção da Apropriação +
-    * Habitamos no Ereignis na medida em que nosso ser próprio está na dependência da linguagem +
-    * A Mesmidade possibilita a forma de 'identidade' em obra no si, aquela que recolhemos na linguagem +
-    * Quando o Ereignis vem ao pensamento, ser e si são retomados no elemento que os concede +
-    * Pela manifestação desta pertença co-apropriante, ser e si perdem suas determinações metafísicas +
-  * O Elemento da Co-pertinência e a Refundação da Linguagem do Pensamento +
-    * A Mesmidade ilumina de um novo dia os membros que desdobra +
-    * No 'Eignis' se diz o desdobramento do si, que rigorosamente não precisa mais ser chamado assim +
-    * A pensamento precisa de seu tempo para operar o retorno à origem essencial da identidade +
-    * Ainda não chegamos à co-pertinência, por isso as denominações tradicionais permanecem +
-    * O Geviert e o desprendimento do 'eignen' são uma primeira etapa para a refundação da língua da pensamento +
-    * A metafísica representou a identidade como traço do ser; agora, ser e pensamento encontram seu lugar na identidade do Mesmo, no elemento do Eignis +
-  * O Enigma da Mesmidade e a Tarefa de Pensar a Doação +
-    * Como pensar precisamente este vínculo de mêmeté inerente à Palavra que, como Eignis, se dá em si mesma um interlocutor? +
-    * Como pensar esta 'identidade' de forma inédita que apropria o si e o ser? +
-    * A pensamento deve se contentar com o que a doação histórica lhe concede, manter-se na Origem (Ur-Sprung) +
-    * Enfrentamos o enigma de uma doação sem fundo que deseja dar e aparecer, dando-se para isso um si +
-    * A pensamento deve se fazer acolhimento do mistério do dom, à escuta do silêncio espaçoso da doação +
-  * O Ser como Acordo e a Interpenetração no Eignis +
-    * Para o ser, produzir é conceder, nos dois sentidos: para fazer advir (conceder), o ser deve ser previamente acordo (estar afinado) +
-    * A presença do si é fundamental para que o ser seja e seja o aparecer que é +
-    * Isto revela a simultaneidade e a precedência da apropriação do si e do ser para que a doação tenha lugar em verdade +
-    * O Ereignis é o Acordo +
-    * O ser é ao mesmo tempo a luz e o que se subtrai, desvelamento e retraimento +
-    * O si é retomado no ser: é o auxiliar do desdobramento do Eignis, o Da do 'eignen' +
-    * Não há mais si-e-ser, há o Eignis onde a interpenetração e a pertença mútua se tornam prioritárias +
-  * O Elemento do Eignis e a Experiência da Não-Mensurabilidade +
-    * O Eignis é o elemento percorrendo tudo, o espaço mesmo, cuja pulsação co-apropriante é temporalidade +
-    * Este elemento é a pulsação da doação nua, o incognoscível que quer ser pensado +
-    * A impotência diante da sobre-potência da nudez não é defeito, mas contrapartida do dom puro +
-    * No domínio de acordo do Ereignis, o ser-homem é convocado para medir a não-mensurabilidade do que não é ente +
-    * Pela proximidade do ser ao pensamento, o ente em totalidade aparece como o que abriga o segredo de sua vinda à presença +
-  * A Tarefa de Pensar o Simples: do Ereignis ao Augen (Olhar) +
-    * O objetivo é pensar em um Mesmo o ser e o si; este Mesmo é o Ereignis ou Eignis +
-    * A tarefa de clarificação da origem não está acabada enquanto o Ereignis não for visto sob o ângulo do puro dar +
-    * A relação de Eignis nasceu da meditação sobre a Palavra (Sage) como Ent-sprechung (correspondência) +
-    * O desprendimento da Ent-sprechung permitiu entrar na tarefa de clarificação da Mesmidade desdobrante: a Selbigkeit +
-    * A tarefa leva agora do Ereignis ao 'augen' (olhar): pensar a simplicidade do Simples onde ser e si se atingem +
-  * A Essência Originária do Olho (Oculus, Ocs) como Aparecer +
-    * No jogo de olhar entre si e ser, é a pulsação de um mesmo elemento, o 'augen', que permite o olhar +
-    * A essência de todo Olhar é prender-se a um olhar; todo olhar está mergulhado no 'augen' como em sua possibilidade +
-    * Etimologicamente, 'olho' (oculus) não significa originariamente o órgão, mas o processo, a atividade +
-      * O órgão é sempre derivado de um agir mais originário, um 'Olho' mais essencial +
-    * Originariamente, o olho não é localizado; é um elemento de fenomenalização, o aparecer como tal +
-      * É o meio onde algo adquire seu aspecto e vem ao olhar +
-    * Nosso olho é apenas o complemento ou diminutivo (o-culus) de uma doação inaugural +
-    * Podemos ver porque nosso olho é composto deste elemento, o 'augen', possibilitação de toda visão +
-    * O 'augen' do Augnis é o Olho do ser +
-  * A Co-apropriação do Olho do Ser e do Olho do Si +
-    * O olho do si, tecido pelo Olho do ser como Augnis, não se opõe ao ser +
-    * No vis-a-vis do ser e do si, não há choque de duas coisas exteriores, mas o desdobramento de um Mesmo +
-    * Nosso olhar se sustenta no que dá abertura ao Aberto, no distante do abismo +
-    * Nosso próprio lance de olhar é resposta ao lance do ser +
-    * O Augnis (Eignis) é o único fluxo de manifestação que traz em si a necessidade de seu próprio aparecer e de pôr um si +
-  * O Augnis como Elemento da Manifestação e Sentido da Doação +
-    * O Augnis é Eignis: concede na mesma dimensão o si e o ser +
-    * O Ereignis nomeia o ser que faz eclodir, e mais profundamente, o ser como elemento onde se abre a possibilidade da co-apropriação +
-    * A meditação do Eignis como Augnis ensina que nosso olho é a maneira de um único Lance de olhar +
-    * Não há dois olhares opostos, mas um mesmo dom de aparecer onde se sustentam o si e a possibilidade do vis-a-vis +
-    * O Ereignis como 'augen' é o elemento do cruzamento dos olhares, e este cruzamento é um único Olhar +
-    * A doação é, no mesmo ato, domínio de apropriação onde os lugares sagrados do Quadriparti correspondem-se +
-    * A dimensão co-apropriante condiciona a doação; só há doação a partir da possibilidade da apropriação recíproca +
-    * O Eignis é o sentido de toda doação; a co-apropriação é o sentido de toda doação como puro advento +
-    * Heidegger privilegia o Eignis sobre o Ereignis como eventus, pois o fundo do eclodir é um domínio de co-apropriação +
-      * Sem o si, o ser não se desdobra como ser +
-  * Habituar o Pensamento ao Elemento do Augen +
-    * Devemos habituar o pensamento a pensar o olho como pertencente ao elemento misterioso do 'augen' +
-    * O olho é tomado no coração do aparecer; é o que o ser se associa para ser +
-    * A estrutura do si é o Eignis; o si está no Eignis como maneira do Eignis cujo ser é precisamente o 'augen' +
-    * O Eignis faz aparecer, concede, e este acordo é porque é previamente acordo vinculante +
-    * É no elemento da co-apropriação que a doação dá +
-    * A advertência de Heidegger sobre a primazia do Eignis é significativa +
-      * A co-pertinência é a dimensão em que a doação se sustenta e para a qual ela é possível +
-  * A Gênese do Pensamento do Ereignis: da Er-eignung ao Eignis +
-    * Na origem do pensamento do Ereignis (Beiträge [GA65]), Heidegger usa frequentemente 'Er-eignung' +
-      * O sufixo '-ung' expressa o ato mesmo de co-apropriação como dimensão de toda doação +
-    * O uso de Er-eignung prefigura a primazia deste Eignis que Heidegger destacou no final da vida +
-    * Dizer que o Eignis domina no Ereignis não minimiza a dimensão de desocultação do ser, mas a conclui +
-      * É na co-pertinência que a doação pode se realizar como doação plena +
-    * O si não é só consequência da desocultação, mas seu auxiliar +
-  * O Eignis e o Processo do Advento +
-    * O Eignis estabelece a co-pertinência do si ao ser +
-    * Como Eignis, o ser é este aparecer cujo aparecer é necessariamente acompanhado de um si +
-    * Todo advento se acompanha de um ipse, de um olhar necessário ao aparecer +
-    * É no olhar que o ser se manifesta como ser +
-    * O olhar vive de e no aparecer cujo desdobramento ele acompanha e realiza +
-  * Resumo do Processo do Advento +
-    * O ser faz advir, e neste advento ele mesmo aparece +
-    * Para isso, um si é necessário +
-    * A essência do si é o olhar +
-    * Este olhar é possibilitado por sua estrutura essencial que é o aparecer +
-    * O aparecer é compreendido como 'augen' +
-    * O 'augen' é o elemento vinculante e pulsante no qual ser e si são um, no Uno ou Simples +
-    * Este 'augen' co-apropria ser e si no Er-Eignis +
-    * O ser é Eignis, o que permite o advento, que depende da co-pertinência do ser e do si +
-  * A Parentesco entre Sein (Ser) e o Si (Seine) e a Ratio do Ereignis +
-    * O si atesta o ser como Ereignis (sua ratio cognoscendi) +
-    * O Er-Eignis compreende e fundamenta o desdobramento do si (sua ratio essendi) +
-    * A parentesco homofônica em alemão entre 'Sein' (ser) e a esfera do si ('Seine', o 'seu') é retomada no vínculo mais profundo estabelecido pelo Er-Eignis +
-  * O Ereignis como Fundamento da Relação Ser-Dasein +
-    * Como Ereignis, o ser pode fazer advir algo; o evento depende do 'eignen' do Ereignis +
-    * Só há evento para um Dasein histórico, enviado-enviante, que recebe seu ser-desvelador do ser +
-    * O ser concede tal Dasein porque é em seu fundo Er-Eignis +
-    * O Eignis diz a pertença originária do Sein e do Da-sein +
-    * É a pertença mútua da verdade aparecente e projetiva do ser, e da projeção de ser do Dasein +
-    * Pela ação de co-apropriação do ser (Er-eignung), o projeto do Dasein é lançado no processo de desdobramento do ser +
-    * O Ereignis é o fundamento do comportamento do ser, de sua verdade que produz em seu seio um projeto que o faz aparecer +
-  * O Si como Instrumento de Manifestação do Ser +
-    * No Da-sein, o aparecer se desdobra; faz aparecer e se faz aparecer +
-    * No Ereignis, o en-face é o Mesmo, é prolongamento +
-    * O si está face ao ser, mas o ser revelando-se como Olhar comporta em si este en-face +
-    * Todo face-a-face é do ser mesmo, está no ser mesmo, pois o ser é Er-eignung +
-    * É da essência do ser desdobrar-se; por isso ele se faz aparecer fazendo aparecer +
-    * O Ereignis traz em si a co-apropriação de um si, auxiliar fundamental de sua manifestação +
-  * Fundar no Deixar-Ser do Fundo e a Conquista da Propriedade +
-    * O si é posto como o que deixa o fundo se pôr; neste deixar ser do fundo, o si deixa descobrir sua própria essência +
-    * A Eigentlichkeit (autenticidade) se produz enquanto o 'eigen' é deixado aparecer +
-    * Fundar tem lugar no deixar ser do fundo; então o Eignis se desenha, o si encontra seu solo +
-    * Voltando ao ser (deixando ser o prepotente), o si é retomado por ele, o ser que desdobra um si aparecendo como Eignis +
-    * Uma vez que o elemento do Eignis chegou ao pensamento, o pensamento chegou ao que o concede, o si atingiu seu próprio +
-  * A Circularidade do Desdobramento: da Doação à Ipsidade +
-    * O si funda ao deixar ser o fundo; encontra seu fundamento ao deixar ser o que deixa ser +
-    * Abre-se assim ao Ereignis, e o Ereignis se abre a si mesmo em um si +
-    * Do abismo da doação ao abismo da ipsidade que dela participa, estabelece-se a circularidade do desdobramento +
-  * O Aparecer como Realidade Complexa que Precisa Aparecer +
-    * O aparecer, a pura manifestação, para ser, precisa aparecer e ser aparecer, aparecer como aparecer +
-    * A manifestação quer se manifestar como tal; assim, requer sempre seu en-face +
-    * Como ela o mantém em sua essência desdobrante, o en-face é igualmente ela mesma +
-    * Tudo se sustenta numa Mesmidade de co-apropriação de que a doação é inteiramente constituída +
-  * A Riqueza da Tautologia: "O Aparecer Aparece" +
-    * A frase "O aparecer aparece" parece tautológica, mas contém riqueza de sentido impensada +
-    * Assim como a Palavra requer um eco, uma resposta, um si que fale, o aparecer requer a ipsidade +
-    * "O aparecer aparece" significa duas coisas: primeiro, que ele aparece; segundo, que este aparecer aparece +
-    * Sem ipsidade, o presente não teria realmente aparecido, entrado em presença +
-    * Se o aparecer é, então ele só pode ser aparecendo +
-    * A tautologia revela a profundidade de um vazio significativo, não de um vazio negativo +
-    * Nela, o ato diz a integralidade de seu agir; estamos na dimensão do Mesmo onde o ato do permanecer se torna possível +
-    * A tauto-logia nomeia o desdobramento do Mesmo +
-  * O Aparecer como Ad-paraitre (Aparecer-diante-de) +
-    * A suposta platitude da frase "O aparecer aparece" abre um campo para o pensamento +
-    * Ela diz o redobramento interior ao aparecer, que é o aparecer como tal que aparece +
-    * O aparecer puro é a ação de que é fonte; nele está inscrita a maneira do fazer-se-aparecer +
-    * Etimologicamente, aparecer (ad-paraitre) significa aparecer na vista de, para +
-      * O aparecer compreende em si o olhar, põe em si a vista de si, a temporalidade do si +
-    * Põe, com seu desdobramento, o olhar para quem o aparecer aparece como aparecer +
-    * Não estamos habituados a pensar plenamente a essência do aparecer +
-    * A tautologia, quando nomeia um agir ontológico, é o próprio oco onde toda abertura encontra sua dimensão +
-  * A Estrutura do Si é o Ser como Eräugen ou Ereignis +
-    * O ser é aparecer, e o aparecer é aparição de um 'Ele' no coração do aparecer, de um si que leva a aparecer o aparecer +
-    * Aparecer é, portanto, aparecer para um olhar; o olhar não é exterior ao aparecer, mas é o aparecer mesmo +
-    * A estrutura do si é o ser, pois o ser é Eräugen ou Ereignis +
-    * O ser como aparecer é um lance de olhar que traz em si seu próprio aparecer, produzindo a temporalidade ecstático-horizontal da ipsidade +
-  * O Ereignis como Eignis e Augnis: Estrutura do Si +
-    * O Ereignis, fundamentalmente Eignis e Augnis, é a estrutura do si +
-    * É o 'eignen' do Ereignis que dá ao si seu ipse +
-    * A presença do ipse depende da função supra-pessoal de 'eignen', que confere ao homem sua estrutura ecstática +
-    * O ser se dá um en-face, para quem ele é; este en-face não é o outro do ser, mas o ser mesmo revelando sua essência +
-    * O ser chama a si mesmo do olhar dentro de sua própria Mesmidade para ad-paraitre +
-  * A Innigkeit do Ser: Pré-nome do Ereignis +
-    * Heidegger nomeou em 1934-1935 a Innigkeit (intimidade) do ser, pré-nome do Ereignis +
-    * A Innigkeit diz a Mesmidade onde o segredo se dá à manifestação como segredo +
-    * É a produção da confrontação no ser entre o abismo do ser e sua recondução na estrutura do si +
-    * O segredo é a Innigkeit, e esta é o ser mesmo, a intimidade das potências em diferendo +
-    * Na Innigkeit, há olhar recíproco de dois olhares separados, cuja separação é a possibilidade de uma ipsidade +
-  * O Si como Abertura ao Ser e Prolongamento Consciente +
-    * O si é aberto ao ser pelo ser mesmo, e tal verdade é possível porque o ser é Ereignis +
-    * Ao tomar em guarda o ser, o si se põe face ao ser como prolongamento do ser +
-    * Pensando-se em propriedade, o si pensa o ser do qual é pré-compreensão e prolongamento impensado, depois prolongamento consciente +
-    * O si é consequência de uma 'identidade' complexa, posição no coração do ser de sua própria desmedida +
-  * A Mesmidade de Co-apropriação como Lugar de Toda Doação +
-    * No seio desta Mesmidade de co-apropriação toma lugar toda doação, consequentemente toda ipsidade e identidade +
-    * Enfrentamos o enigma desta doação cujo fundo é Eignis, deste Acordo onde tudo é dado +
-    * A doação tem lugar na co-pertinência do ser e do si +
-    * Esta mêmeté, quase impalpável, está presente antes de tudo como seu Acordo transcendental +
-    * Esta apropriação universal é o mistério do próprio 'há' (Es gibt) +
-  * A Orientação Final: Zeit und Sein e o Mistério do Es Gibt +
-    * É para o mistério desta doação concedente que Zeit und Sein vai dirigir o pensamento +
-    * A meditação de Zeit und Sein mostrará como o Ereignis repousa em si como dom, como dar e co-apropriar são indissociáveis +
-    * O mistério não é apagado, mas manifestado em toda sua dimensão, fundado para ser assumido pelo si +
-    * O pensamento medita sobre o 'Es' do 'Es gibt', toma a cargo a indeterminação determinante deste 'Isso' que dá no Acordo +
-    * Buscando o 'Es gibt', o pensamento se dá a possibilidade de viver a serenidade doadora do retraimento +
-    * O 'Es gibt' desdobra a temporalidade do si e o ser-temporal do ser no mesmo Ereignis +
-    * Tudo se resolve no Acordo deste 'Es', cujo enigma é sentido como a bondade que se dá a pensar como Segen (Bênção) +
-    * O si apreende então definitivamente a interpenetração de sua vida e da Morte, onde o Mistério se destina, a angústia dando lugar à gratidão do pensamento+
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