estudos:caron:o-es-peos-ii-3-2
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| + | ====== Es de Es-gibt (2005:1599) ====== | ||
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| + | PEOS | ||
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| + | * Sabemos que o Es mantém-se ao mesmo tempo em profundidade e inteiramente lançado fora. | ||
| + | * Ele é o mistério do puro jorramento que concede, que dá um mundo unificado e um Quadro de co-respondências entre as regiões do Geviert. | ||
| + | * Ele mantém-se em reserva no mesmo momento em que dá algo. | ||
| + | * Esse Es concede: ele dá ligando, pois naquilo que concede, cada elemento é concedido ao outro. | ||
| + | * O Es é produtor de um espaço de jogo no qual, do mesmo modo que os entes no seio da clareira pertencem à mesma luz, cada coisa é concedida à outra. | ||
| + | * O Es, dando tempo, concede no duplo sentido simultâneo do termo. | ||
| + | * Essa profundidade da palavra " | ||
| + | * O Es dá um Zeit-Spiel-Raum, | ||
| + | * É um espaço-tempo de jogo, um mesmo universo no qual tudo con-spira e tudo co-responde. | ||
| + | * O Es é fonte da extensão temporal, fonte do espaço no qual todo ente advém e tem seu lugar. | ||
| + | * Isso é o universo heideggeriano: | ||
| + | * Esse si-mesmo compreende a luz da noite, fazendo assim aparecer em sua ipseidade a noite e o que ela produz. | ||
| + | * Isto é, não apenas a noite, mas também a noite em sua verdade como Ereignis. | ||
| + | * Como aquilo que produz preservando um olhar para se produzir. | ||
| + | * Como aquilo que se manifesta velando-se para se manifestar e ser pensado ao mesmo tempo como mistério e como mistério que dá preservando. | ||
| + | * O si-mesmo chegando ao pensamento do Ereignis é a testemunha do dom e da preveniência do ser. | ||
| + | * Seja como for, como temporalidade ekstático-horizontal, | ||
| + | * O si-mesmo é o Lá desse acordo que é o ser-temporal. | ||
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| + | * No domínio aberto pela essência do homem desdobra-se o Acordo de todas as coisas num mesmo espaço de doação. | ||
| + | * O ser-temporal desdobra seu próprio espaço de eclosão. | ||
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| + | * O Es doador apareceu como destinação de ser, um ser idêntico ao tempo como apresentação esclarecedora. | ||
| + | * Essa apresentação reúne todas as coisas nela no ato de seu Reichen. | ||
| + | * Assim, "no destinar do reunião de toda destinação de ser, no dar inerente ao tempo, mostra-se uma apropriação, | ||
| + | * " | ||
| + | * A clarificação da doação do ser como tempo, e a de sua identidade no seio do mesmo dom, fez aparecer a noção de Zeit-Spiel-Raum. | ||
| + | * Nele, a presença do ser e o espaço desdobrado pelo tempo encontram sua unidade doadora. | ||
| + | * O tempo e o ser advêm em sua identidade e, em sua pulsão doadora, desdobram um mesmo espaço de jogo: o Acordo, o Ereignis. | ||
| + | * A horizontalidade do acordo, da unidade, provém da verticalidade de um mesmo dom. | ||
| + | * E a verticalidade só advém em vista da horizontalidade de um mesmo Zeit-Spiel-Raum. | ||
| + | * No Es, que é o dom puro, mantém-se a simultaneidade do vertical e do horizontal, isto é, uma única doação concedente. | ||
| + | * Que se torna então esse " | ||
| + | * Esse Es aparece como a unidade do tempo e do espaço, como o fundo do Zeit-Spiel-Raum. | ||
| + | * Mas ele não é ele mesmo tempo ou espaço. | ||
| + | * Esse Es nomeia de maneira enigmática o mistério da iluminação pelo qual a apresentação dá ao presente seu lugar no espaço ôntico. | ||
| + | * É na Lichtung que tempo e espaço encontram o impulso da eclosão que os porta eles mesmos a dar lugar ou a em-penhorar um ente. | ||
| + | * Mas sua co-pertença, | ||
| + | * "É somente a partir da Lichtung que o que é próprio, e ao espaço, e ao tempo, e seu rapport com a presença ela mesma enquanto tal, pode ser determinado." | ||
| + | * "O espaço faz espaço. Ele maneja espaço. Ele dá livre campo: proximidade e longínquo, exiguidade e amplitude, lugares e distâncias. No espaço fazendo espaço joga a Lichtung." | ||
| + | * "O tempo faz tempo. Ele libera no campo livre da unidade do ekstático, formado por ter-sido, futuro e presente. No tempo fazendo tempo joga a Lichtung." | ||
| + | * "E a unidade do espaço e do tempo? A co-pertença dos dois não é da ordem do espaço, nem da ordem do tempo. Mas em sua pertença deve bem reinar a Lichtung." | ||
| + | * A Lichtung repousa na indeterminação do Es, isto é, na gratuidade que dá a doação mesma. | ||
| + | * O Es reina. | ||
| + | * Heidegger temia que se fizesse entrar arbitrariamente em jogo a seu respeito alguma potência indeterminada de tipo substancial. | ||
| + | * Ser e tempo dependeriam dessa potência, aquém da qual, idênticos e constituindo a origem, é impossível encontrar um mais originário. | ||
| + | * Mas ele notava que esse perigo é evitado " | ||
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| + | * Manter-se no dar, longe de fazer aparecer um eventual caráter substancial do Es, revelou ao contrário o caráter não-substancial e transversal desse Es. | ||
| + | * O Es atravessa ser e tempo, e nele assentou-se o caráter predominante do dar sob a figura do Acordo, do Ereignis. | ||
| + | * O Ereignis desdobra uma mesma doação. | ||
| + | * Ele mantém em si a unidade do ser e do tempo no seio do mesmo ato de dom. | ||
| + | * O Ereignis "não vem se acrescentar a posteriori como um rapport colado sobre o ser e sobre o tempo" | ||
| + | * Ser e tempo mostraram-se idênticos à transversalidade de um mesmo dom no qual toma voo o espaço concedido de um Zeit-Spiel-Raum. | ||
| + | * Isso é um aprofundamento do Anwesen, no qual ser e tempo aparecem como um mesmo ser-temporal ou um mesmo tempo-desdobrante. | ||
| + | * A identidade do ser e do tempo, do reunião da destinação (o ser) e da apresentação esclarecedora (o tempo), é o desdobramento concedente do Es. | ||
| + | * "Em consequência de que o « Es » que dá no « Es gibt Sein », « Es gibt Zeit » – esse « Es » atesta-se como o Ereignis." | ||
| + | * O destinar do ser e o presentificar do tempo (o Reichen que dá um presente nos dois sentidos da palavra) são os dois modos compenetrados que desenham a essência do dom que é o Ereignis. | ||
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