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estudos:caron:gegenwart-peos-ii-3-2

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estudos:caron:gegenwart-peos-ii-3-2 [23/01/2026 08:37] – created mccastroestudos:caron:gegenwart-peos-ii-3-2 [23/01/2026 08:39] (current) mccastro
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   * Enquanto o pensamento permanece capaz de se dirigir para além de alguma realidade para interrogar sua proveniência, é que o si-mesmo não está retomado em sua estrutura.   * Enquanto o pensamento permanece capaz de se dirigir para além de alguma realidade para interrogar sua proveniência, é que o si-mesmo não está retomado em sua estrutura.
     * É que o si-mesmo não está ainda pronto para construir sobre sua terra natal.     * É que o si-mesmo não está ainda pronto para construir sobre sua terra natal.
-    * Assim, enquanto o si-mesmo não está no ecstático puro, ele não está em casa. +    * Assim, enquanto o si-mesmo não está no ekstático puro, ele não está em casa. 
-    * E ele não está no ecstático puro enquanto pode questionar para algo que não é pensado como ecstático puro. +    * E ele não está no ekstático puro enquanto pode questionar para algo que não é pensado como ekstático puro. 
-    * Até o momento em que, questionando para o ecstático enquanto tal, ele pertence a esse ecstático ele mesmo, ao mesmo tempo que o leva à questão e pelo próprio fato de que o leva à questão.+    * Até o momento em que, questionando para o ekstático enquanto tal, ele pertence a esse ekstático ele mesmo, ao mesmo tempo que o leva à questão e pelo próprio fato de que o leva à questão.
     * Por enquanto, o pensamento pode questionar para o Es que dá tempo e que dá ser.     * Por enquanto, o pensamento pode questionar para o Es que dá tempo e que dá ser.
     * Esse Es não está ainda pensado em sua verdade, o que prova que permanece ainda um alhures cujo agir não foi fixado no tempo nem no ser.     * Esse Es não está ainda pensado em sua verdade, o que prova que permanece ainda um alhures cujo agir não foi fixado no tempo nem no ser.
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     * A clareira tem "esse caráter de se abrir em clareira, e, no coração dessa clareira, do presente pode advir como presente".     * A clareira tem "esse caráter de se abrir em clareira, e, no coração dessa clareira, do presente pode advir como presente".
  
-  * Bem longe de pensar o presente na direção do recorte infinito e indefinido ao qual ele pode dar prise, Heidegger o pensa na direção da unidade viva ou da Mêmeté que ele encarna.+  * Bem longe de pensar o presente na direção do recorte infinito e indefinido ao qual ele pode dar prise, Heidegger o pensa na direção da unidade viva ou da Mesmidade que ele encarna.
     * Se a presença surge, é, da mesma maneira que a clareira toma lugar no meio da floresta sombria, a partir da ausência.     * Se a presença surge, é, da mesma maneira que a clareira toma lugar no meio da floresta sombria, a partir da ausência.
     * É aqui que a possibilidade da transcendência do si-mesmo dá a medida.     * É aqui que a possibilidade da transcendência do si-mesmo dá a medida.
     * Se a presença é compreendida como desdobramento de uma estadia à qual o homem pode relacionar-se, então isso significa que a ausência possibiliza em retiro uma tal estadia.     * Se a presença é compreendida como desdobramento de uma estadia à qual o homem pode relacionar-se, então isso significa que a ausência possibiliza em retiro uma tal estadia.
     * No ser-tempo, presente, passado e futuro são co-originários.     * No ser-tempo, presente, passado e futuro são co-originários.
-    * Todo surgimento tem lugar na coesão de seus três princípios ecstáticos.+    * Todo surgimento tem lugar na coesão de seus três princípios ekstáticos.
     * Todo ente presente toma lugar e pode ser presentificado por aquilo que, tendo-sido, constitui seu horizonte.     * Todo ente presente toma lugar e pode ser presentificado por aquilo que, tendo-sido, constitui seu horizonte.
     * O par do futuro e do passado é a lethe que cerca todo presente – o vazio de onde ele surge e para onde retorna.     * O par do futuro e do passado é a lethe que cerca todo presente – o vazio de onde ele surge e para onde retorna.
Line 52: Line 52:
   * Quando o tempo é dividido em três partes distintas, estas mostram-se irredutíveis uma à outra.   * Quando o tempo é dividido em três partes distintas, estas mostram-se irredutíveis uma à outra.
     * O presente é outra coisa que o passado, ele mesmo diferente do futuro, etc.     * O presente é outra coisa que o passado, ele mesmo diferente do futuro, etc.
-    * Permanece impossível, numa tal concepção, pensar a unidade das três ecstases.+    * Permanece impossível, numa tal concepção, pensar a unidade das três ekstases.
     * Mas vimos como o pensamento heideggeriano da temporalidade reverte esse esquema.     * Mas vimos como o pensamento heideggeriano da temporalidade reverte esse esquema.
     * O presente só advém no meio da lethe, portado pela "energia" ontológica que provém da reserva do ser (passado).     * O presente só advém no meio da lethe, portado pela "energia" ontológica que provém da reserva do ser (passado).
Line 60: Line 60:
     * "Contudo, falar do ser que se desdobra avançando-se (Anwesen), isso exige que ouçamos no Wahren, no manere compreendido como Anwahren (vir, avançar na permanência) – que nele ouçamos o Weilen e Verweilen, ter quietude, ter estadia."     * "Contudo, falar do ser que se desdobra avançando-se (Anwesen), isso exige que ouçamos no Wahren, no manere compreendido como Anwahren (vir, avançar na permanência) – que nele ouçamos o Weilen e Verweilen, ter quietude, ter estadia."
     * "O avanço do desdobramento do ser avança vindo a nós (esse vir-a-nós sendo aquilo que nos importa, aquilo que nos olha); presença (Gegenwart), isso significa: vir estadear ao nosso encontro – a nós, os homens."     * "O avanço do desdobramento do ser avança vindo a nós (esse vir-a-nós sendo aquilo que nos importa, aquilo que nos olha); presença (Gegenwart), isso significa: vir estadear ao nosso encontro – a nós, os homens."
-    * A presença é bem a comunhão das três ecstases temporais.+    * A presença é bem a comunhão das três ekstases temporais.
     * A presença presentifica, ela é a temporalidade do ser como An-Wesen, desdobramento em tal lugar, desdobramento do Wesen em tal Gegenwart.     * A presença presentifica, ela é a temporalidade do ser como An-Wesen, desdobramento em tal lugar, desdobramento do Wesen em tal Gegenwart.
     * O tempo é An-Wesen, um único processo de diferenciação que é a presença ela mesma enquanto ser-temporal.     * O tempo é An-Wesen, um único processo de diferenciação que é a presença ela mesma enquanto ser-temporal.
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 +  * A presença é a reserva do ser que permanece a salvo para poder continuar a emergir como presença através do presente.
 +    * Ela preserva – equilibrando e adaptando a luz de seus dons – o olhar do homem em quem ela se faz aparecer.
 +    * A presença é a reserva sustentada pela dobra do ser e do ente, portada pela essência do homem.
 +    * A estrutura temporal do ser se diz na Mesmidade.
 +    * A Mesmidade porta em si a manifestação de si mesma pela produção do ente.
 +    * O ente manifesta aquilo de onde provém, de onde depende e para onde retorna, no olhar de um si-mesmo constituindo o Lá da própria manifestação.
 +    * Em última instância, o si-mesmo, chegando ao pensamento do Ereignis, faz aparecer a manifestação como querendo precisamente manifestar-se num si-mesmo.
 +    * Assim, ela aparece como toda-bondade doadora e protetora, à qual está necessariamente associada uma ipsidade.
 +    * Toda-bondade deve ser partilhada na medida do que pode receber aquele que ela escolhe para comensal.
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