estudos:carneiro-leao:nietzsche
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| + | ====== Nietzsche ====== | ||
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| + | //Excertos de " | ||
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| + | "Na Froehliche Wissenschaft, | ||
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| + | Isso, todavia, não quer dizer que todos os homens se tenham dedicado sempre em todos os tempos ao cultivo explícito e temático da filosofia. De maneira alguma! Comparado à extensão dada aos negócios e afazeres, aos sonhos, paixões e desejos, o pensamento filosófico ocupa sempre um espaço insignificante de história. São apenas uns poucos, somente alguns marginais sobem a montanha solitária das geleiras para se consagrarem ao ócio inútil da filosofia. E todos se banham na mesma luz trágica, em que Sócrates apareceu aos atenienses; sentindo-se muito embora investido do destino messiânico de resguardar e promover a verdade do homem, sempre se viu marginalizado por Atenas, para, acusado de subversão da juventude, ser condenado a beber cicuta em nome das tradições democráticas e religiosas do povo ateniense. O poeta Hölderlin exprime o destino de todos os filósofos, quando diz que Sócrates foi condenado por ter um olho demais. Para **Nietzsche**, | ||
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| + | Na existência o vigor desse apelo mora num pressentimento do próprio Ser, cuja originariedade, | ||
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| + | A colocação de hoje nos propõe pensar num discurso o sentido do encontro, já sempre dado, entre filosofia e psicanálise. No curso deste discurso espera-se que nos advenha o inesperado: a gratuidade do silêncio que convocou **Nietzsche** às palavras pensadas: "É preciso a angústia de ser um caos para se gerar uma estrela" | ||
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| + | Assim a aceitação da ciência e a espera do sentido se completam e, completando-se, | ||
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| + | As Opiniões dos Físicos de Teofrasto se tornaram a fonte principal dos manuais de história da filosofia e dos compêndios de textos que, saindo de Alexandria, proliferaram no período helenista. Era à base de bioi, epitomai, historiai, strõmateís que se nutria a formação filosófica. Foi destes compêndios e manuais que posteriormente se desenvolveu a tradição doxográfica da filosofia. Deles se recebiam os princípios e o horizonte para a interpretação dos escritos originais ainda existentes. Não é, pois, de admirar que não só o conteúdo mas também o estilo de toda esta tradição tenha determinado decisivamente a posição e atitude dos filósofos posteriores até **Nietzsche** exclusive, frente à História do Pensamento Ocidental. O predomínio da filosofia sobre o pensamento, que se instalara e consolidara com Sócrates, Platão e Aristóteles, | ||
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| + | A reflexão sobre a situação de nossa existência revela a consciência de uma unidade e de uma interrupção histórica. Sentimo-nos viandantes de um único Dia Histórico, que se estende do sol nascente na aurora grega de Homero ao sol poente na era atômica. Temos uma consciência nítida de nossa ruptura com a tradição e da diferença entre a manhã e a tarde da História Ocidental. Assim qualquer investigação se insere hoje necessariamente na época da técnica e da ciência. Época da ciência não é, para dizer com Kant, uma generatio aequivoca. Não nasceu por geração espontânea ex nihilo sui et subiecti, como diriam os aristotélicos latinos. Pertence a uma tradição milenária, da qual é uma transformação histórica. Quem hoje se empenha num problema filosófico, | ||
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| + | É outra simples aparência. Não se trata de um renascimento da filosofia pré-socrática. Na famosa Einleitung (Introdução), | ||
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| + | Todo esse processo de desfiguração não foi um acaso, nem se trata de um processo, que poderia ter sido sustado. É o vigor do próprio esquecimento do Ser que se destina historicamente durante toda a época da metafísica. Nesse sentido o retorno às origens da metafísica não é um esforço para fazer renascer o pensamento pré-socrático, | ||
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| + | 4. Se não nos deixarmos desviar desta aparência, a própria suspeita de insensatez nos possibilita encontrar nas diferenças entre Heidegger e Wittgenstein uma identidade de pensamento. Não apenas Wittgenstein, | ||
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| + | Como todo pensador, Heidegger é um pensamento tão originário que não se deixa classificar. Pertence aos marginais de uma história de crescente conformismo e progressiva imposição de estereótipos. Ao lado de **Nietzsche** é o mais socrático e trágico dos pensadores modernos. Sua obra de pensamento é a operação da crise de identidade que abre às possibilidades de futuro da existência presente uma promessa de caminho para a liberdade. Aprendendo a pensar I: A Morte do Pensador | ||
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| + | Como o Zarathustra de **Nietzsche**, | ||
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| + | **Nietzsche**, | ||
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| + | Com a morte de Deus o mundo se ressente de seus gonzos: Stürzen wir nicht fortwährend? | ||
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