estudos:carneiro-leao:humanismo
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| + | ====== humanismo ====== | ||
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| + | //Excertos do livro " | ||
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| + | Será que poderemos aceitar simplesmente alguma dessas caracterizações em que se exprimiu a experiência do homem com a filosofia no fim da antiguidade? | ||
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| + | A consciência de poesia, de mito, de política, de educação e culto que reinava no século VI AC, prende-se a este sentido humano da tragédia. O pensamento dos primeiros pensadores gregos questiona-lhe o **humanismo **, buscando restituir o mistério da tragédia originária. Trágico é o jogo de Dionísio na identidade universal das diferenças. A tragédia não é uma condição simplesmente humana. É o ser da própria realidade. A totalidade do real, o espaço-tempo de todas as coisas, não é apenas o reino aberto das diferenças, | ||
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| + | //Sobre o Humanismo// (GA9) é de uma composição muito bem estudada. Das questões propostas por Beaufret escolhe Heidegger, para tema de sua resposta, a mais fundamental, | ||
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| + | A discussão de seus pressupostos abre toda uma outra dimensão de pensamento: a dimensão do Pensamento Essencial, que, reconduzindo a vigência histórica do **humanismo ** às suas raízes na metafísica, | ||
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| + | Todo **humanismo **, em suas diversas modalidades — desde o **humanismo ** romano, passando pelo **humanismo ** cristão e renascentista até o **humanismo ** socialista e existencialista — se funda sempre na interpretação metafísica do homem. Articulado no binômio de essência e existência, | ||
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| + | Daí a tese do Sein und Zeit de que, edificando-se num esquecimento do Ser, a metafísica exige ser re-pensada no fundamento de sua possibilidade e assim superada em seu esquecimento. O primeiro esforço nesse sentido é procurar arrancar o ser do homem à interpretação metafísica, | ||
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| + | Para responder às novas urgências desta inesperada viragem, já não servem as categorias de semântica e ideologia vigentes nos discursos tanto do **humanismo ** liberal como da luta de classes. Mesmo as mais recentes preocupações ecológicas não atingem o sentido da revolta da vida contra a opressão que lhe movem as sociedades industrializadas, | ||
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| + | As mesmas cadeias lógicas, que unem a estrutura di-mórfica da metafísica ao **humanismo **, ligam-na também ao monoteísmo. E assim como o **humanismo ** masca e mascara a experiência originária do homem com o Ser, assim também o monoteísmo metafísico diverte e perverte a experiência originária do homem com o Divino. Ora, o Divino constitui o horizonte pluridimensional da deidade, o elemento misterioso onde poderá haver uma cor-respondência com Deus e os Deuses. Por isso o Pensamento Essencial procura sua Verdade fora da dualidade metafísica do teísmo e ateísmo. O ateísmo moderno não passa de uma conseqüência do cristianismo. É o cristianismo perfeitamente humanizado, isto é, no fundo totalmente descristianizado. Aprendendo a pensar I: Cristo e a Re-volução do Pensamento | ||
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| + | Esforçando-se por retirar o enorme entulho da metafísica, | ||
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| + | 10. No tocante à diferença entre autoridade e poder, esta provocação nos chega hoje na virulência da funcionalidade de tudo e de todos. Em seu processo de elaboração, | ||
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| + | A perspectiva de diferença do presente diálogo é constituida pelo Pensamento Essencial (das wesentliche Denken) de Martin Heidegger. Em seu processo de elaboração, | ||
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| + | Esta de-cisão metafísica não é um presente para sempre passado nem se reduz a simples fato de um passado encoberto pela poeira de dois mil e quatrocentos anos. É mais do que objeto de curiosidade historiográfica. Mais do que uma relíquia no museu do Ocidente. É um passado tão vigente que constitui a fonte donde vivemos hoje, a tradição, que nos sustenta. Seu vigor Histórico promoveu as transformações, | ||
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| + | Juntamente com uma interpretação da Alegoria da Caverna de Platão, o opúsculo Sobre o Humanismo foi publicado em 1947 na Suíça pela editora Francke. Apresenta o texto reelaborado de uma carta de 1946, em que Martin Heidegger responde a umas perguntas de Jean Beaufret. Ainda em 1947, apareceu na Alemanha uma outra edição de Vittorio Klostermann em que se troca o texto final do quarto último parágrafo. Aprendendo a pensar I: Sobre o Humanismo | ||
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| + | No itinerário do pensamento heideggeriano, | ||
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| + | 1. Sobre o Humanismo e a Essência do Homem. Ao preparar o questionamento do problema sobre o Sentido do Ser, Sein und Zeit se propõe, por motivos inerentes à própria tarefa, re-pensar a Essência do homem a partir da " | ||
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| + | Sobre o Humanismo vem remediar essa incompreensão, | ||
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| + | 2. Sobre o Humanismo e a Essência da História: Dentro da originalidade de um Pensamento Essencial o homem não é um sujeito cuja " | ||
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| + | 3. Sobre o Humanismo e os Pensadores Essenciais: o homem é o lugar de que necessita e, por conseguinte, | ||
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| + | É essa a-patridade essencial que opera no vigor de planetarização do mundo moderno. Heidegger vê nela as raizes históricas da experiência da alienação feita no pensamento de Marx. O que Marx quis pensar na alienação era o destinar-se do Ser na a-patridade, | ||
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| + | Em abrir a dimensão originária, | ||
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| + | Antes de responder e para poder simplesmente perguntar, o pensamento tem de pensar primeiro e sobretudo o que há com este " | ||
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