estudos:boutot:boutot-199338-39-ser-para-a-morte
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| + | ===== SER-PARA-A-MORTE (1993: | ||
| + | Uma interpretação ontológica do ser-aí só pode ser originária se assentar sobre a totalidade desse ente. O ser-aí deve então ser acessível como uma totalidade. Ora, esta empresa parece votada ao fracasso, pois que o ser-aí, enquanto cuidado, está perpetuamente face a ele próprio, e está, portanto, em constante falta de acabamento. Heidegger mostra entretanto que o ser-aí pode tornar-se total, sem deixar, por isso, de ser o ser-aí que ele é, na «antecipação» Vorlaufen) da morte. Esta antecipação não é, certamente, uma precipitação da hora da morte, nem uma especulação sobre o momento e a maneira da sua vinda. Na antecipação da morte, o ser-aí discerne a morte pelo que ela é, quer dizer, enquanto possibilidade. A antecipação da morte é uma possibilitação da possibilidade da morte. | ||
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| + | A morte não é, contudo, uma possibilidade entre outras, mas representa a possibilidade extrema do ser-aí. Ela é a possibilidade da impossibilidade da existência e a este propósito diz Heidegger: «A possibilidade mais própria, absoluta, certa e como tal indeterminada, | ||
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| + | Com o ser-para-a-morte, | ||
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