estudos:beneval-de-oliveira:uma-nova-teoria-do-ser
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| + | ====== Beneval de Oliveira: Uma nova teoria do ser ====== | ||
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| + | ==== A Questão do Método na Filosofia Heideggeriana segundo Ernildo Stein ==== | ||
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| + | //Resenha da obra de Ernildo Stein: ‘A questão do método na Filosofia. Um estudo do modelo Heideggeriano’// | ||
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| + | Ernildo Stein termina seu livro ((Ibid, p. 161)), assinalando que a fenomenologia transcendental de Edmund Husserl abriu o caminho para a progressiva constituição de uma nova ontologia a partir da filosofia moderna. A ontologia clássica não alcançou grande maturidade no questionamento da questão do ser. Este era considerado como algo evidente e universal, sempre subsumido na interrogação pelo ente finito, permanecendo de certo modo inefável e indefinível. Assim, a ontologia da tradição carecia de radicalidade, | ||
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| + | Abandonando, | ||
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| + | 1) O modo como se dão aos entes intramundanos não é a esfera do simplesmente objetivo; | ||
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| + | 2) O modo como se dá aquele que constitui e seu ser não podem ser pressupostos como objetivos; | ||
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| + | 3) Não basta perguntar pelos diversos modos como se dá o ente; o importante é perguntar como é possível o próprio dar-se. Como é possível que algo esteja descoberto? perguntará Heidegger. O fato de algo estar descoberto; manifesto e de poder ser encontrado se dá porque tudo o que encontramos é experimentado enquanto ente. Deste modo, a pergunta pelo sentido do ser e a pergunta pela abertura do Ser-aí coincidem. O sentido do Ser e a facticidade do ser-ai tornam-se questões inseparáveis. A questão do Ser residirá, então, para Heidegger na abertura do Ser-aí e na revelação do ente" ((Ibid, p. 162)). | ||
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| + | Observa, ainda, Stein, que a obra de Heidegger em Ser e Tempo mesmo inacabada, como o próprio filósofo afirma, foi o primeiro passo necessário para o projeto de superação da subjetividade pela radicalização e adentramento na metafísica ocidental. A continuação desta mesma tarefa constitui os elementos modais da obra do segundo Heidegger. A interpretação das obras posteriores que não levasse em conta os resultados da analítica existencial só levaria a equívocos. Até os últimos trabalhos a questão do sentido do ser se impõe como determinante e a estrutura binária do método fenomenológico-hermenêutico comanda todas as análises" | ||
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| + | Diz, ainda, Stein : "Um dos últimos textos em que o filósofo expõe de maneira coerente e global sua visão do fim da filosofia e da tarefa que resta para o pensamento é apresentado de maneira reveladora: "O texto que segue faz parte de um contexto maior. E a tentativa sempre repetida desde 1930, de dar uma forma mais radical ao questionamento de Ser e Tempo. Isto significa submeter o ponto de partida da questão em Ser e Tempo a uma crítica imanente. Através disto deve esclarecer-se em que medida a questão crítica que pergunta pela questão do pensamento pertence necessariamente e constantemente ao pensamento. Em consequência disto se modificarão o título da tarefa Ser e Tempo. E no fim da análise Heidegger pergunta: Seria a expressão para a tarefa do pensamento em vez de Ser e Tempo Clareira e Presença? (Sein und Zeit: Lichtung und Anwesenheit). | ||
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| + | A nova teoria do ser, conclui Stein, que no segundo Heidegger conduz à própria supressão do termo " | ||
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| + | HEIDEGGER, Martin - L’être et le Temps - Paris - Gallimard - 1964. Estudo da primeira obra de Martin Heidegger em que são expostos os princípios básicos da sua filosofia do Sentido do Ser. Tradução do alemão por Rudolph Böhms e Alphonse de Waelhens. 327 pp. | ||
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| + | HUSSERL, Edmund - Méditations Cartésiennes - Paris - Libraire Philosophique J. Vrin. 1969. Traduzido do alemão por Afile.- Gabrielle Peiffer e M. Emmanuel Levinas - 136 pp. | ||
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| + | HUSSERL, Edmund - Ideas - General Introduction to pure phenomenology London - 1969 - Traslated by W. R. Boyce Gibson - George Allen Unwin. 466 pp. | ||
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| + | LÉVINAS, Emmanuel - Paris - En découvrant l’existence avec Husserl et Heidegger - Librairie Philosophique J. Vrin. 237 pp. | ||
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| + | LÉVINAS, Emmanuel - Théorie de l’intuition dans la phénomenologie de Husserl - 1970, Paris - J. Vrin. 234 pp. | ||
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| + | RICOEUR, Paul - O Conflito das Interpretações. 1978 - Imago - Rio de Janeiro. Traduzido do francês por Hilton Japiassu. 419 pp. | ||
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| + | STEIN, Ermildo - A questão do método na Filosofia. Um estudo do modelo Heideggeriano, | ||
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| + | STEIN, Ermildo - Em busca de uma Ontologia da Finitude, 1969 - Revista Brasileira de Filosofia, São Paulo.// | ||
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