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estudos:beneval-de-oliveira:em-busca-da-verdade-do-ser

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 +====== Beneval de Oliveira: Em busca da verdade do Ser ======
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 +==== A Fenomenologia no Brasil ====
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 +=== Temática do Existencialismo Brasileiro ===
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 +//A Fenomenologia no Brasil, Beneval de Oliveira, Pallas, 1983
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 +O presente trabalho tem como objetivo enfocar a temática do existencialismo brasileiro. Neste sentido, procuramos pesquisar as origens dessa temática, a partir de uma reinterpretação da filosofia grega, dando ênfase, sobretudo, à ontologia de Martin Heidegger, justamente por ter esse filósofo despertado maior atenção que os demais filósofos existencialistas entre os nossos estudiosos da matéria.
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 +De outro lado, procuramos analisar a frio, o pensamento de nossos pesquisadores, sem nos deixar levar por inclinações de ordem preferencial.
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 +Como reinterpretação da filosofia existencial na antiga filosofia grega não vemos como dissociada do sentido de finitude e temporalidade, na revelação da physis (ser), não só na poesia pindárica, como nos fragmentos anaximândrico, parmenídicos e heraclitianos. Estes discursos estão sempre contidos na temática do velho professor de Freiburg, o Ser, o Vir-a-ser, o Ser e a aparência, bem como o Ser e pensar inspirado no platonismo e o Ser e Dever Ser inspirado na filosofia moderna.
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 +Antes de mais nada é preciso explicitar, embora em rápidos traços, o pensamento desvelante, apofântico do “Ser-Ai” heideggeriano.
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 +No “Ser e Tempo”, Heidegger inicia o seu discurso, assinalando que a questão do ser caiu no esquecimento, ainda que em nossa época tenha por um progresso aceitar de novo a metafísica.
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 +Mas assinalamos, uma metafísica de pura entificação, que a partir de Platão e Aristóteles vai achar supérflua a questão de se encontrar o sentido do ser. Assim, ela pensa o ente enquanto ente, diz Heidegger “pois em toda parte, onde se pergunta o que é o ente, tem-se em mira o ente enquanto tal. A representação metafísica deve esta visão à luz do ser. A luz, isto é, aquilo que tal pensamento experimenta como luz, não e em si mesmo objeto de análise; pois este pensamento analisa e representa continuamente e apenas o ente sob o ponto de vista do ente”. ((NA: Heidegger, m. - O que é Metafísica, Duas Cidades, pp. 61/62. Tradução de Ernildo Stein.))
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 +Por sua vez, na “Introdução à Metafísica ((NA: Introdução à Metafísica. Tradução de E. Carneiro Leão. T. B. p. 33.)) Heidegger começa esta pergunta, “Porque há simplesmente o ente e não antes o Nada? Eis a questão. Certamente não se trata de uma questão qualquer, essa é evidentemente a primeira de todas as questões. A primeira, sem dúvida, não na ordem da sequência cronológica das questões. Em sua caminhada histórica através do tempo o homem e os povos investigam muito. Pesquisam, procuram e examinam muitas coisas antes de se depararem com a questão, “Porque há simplesmente o ente e não antes o Nada”. Muitos nunca a . encontram, não no sentido de a lerem e ouvirem formulada, mas no sentido de investigarem a questão, isto é, de a levantarem, de a colocarem, de se porem no estado de questão. E não obstante todos são atingidos uma vez por outra, talvez mesmo de quando em vez, por sua força secreta, sem saberem ao certo o que lhes acontece. Assim, num grande desespero, quando todo peso parece desaparecer das coisas e se obscurece todo sentido, surge a questão. Talvez apenas insinuada, como uma badalada surda, que ecoa na existência e aos poucos de novo se esboroa”.
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 +Respondendo à questão, Heidegger ele mesmo assegura que “no sentido correto de sua investigação, devemos eliminar a preferência de qualquer ente em particular, inclusive a referência ao homem. ((NA: Ibid. p. 35.))
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 +Sim, porque até agora, a metafísica entificava o ser. Ela não levava o ser mesmo a falar, porque não considerava o ser em sua verdade e a verdade como o seu desvelamento. A essência da verdade para a metafísica clássica sempre apareceu apenas na forma derivada da verdade do conhecimento. Jamais respondeu a verdade do ser porque nem a suscitou como questão, ela não o problematizou, porque sempre pensou que o ser representava o ente enquanto ente. Isto é o que nos diz, muito bem, Heidegger no seu Que é metafísica, na p. 66.
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 +Mas já é tempo de se perguntar o que é o Ser, como se diferencia do ente? Preferimos aqui dar a palavra a Emmanuel Lévinas, quando no seu “En decouvrant L’existence avec Husserl et Heidegger”, escreve : “Heidegger distingue inicialmente entre isto que é l’étant (das Seiende) et “l’être de l’étant” (das Sein des Seienden). Isto que é o ente recobre todos os objetos, todas as pessoas em um certo sentido, Deus ele mesmo. O ser do ente é o fato que todos estes objetos são. Ele não se identifica com nenhum destes entes, nem mesmo com a ideia do ente em geral. Em certo sentido ele não é; se fosse seria ente a seu turno, ainda que ele seja de qualquer maneira o acontecimento mesmo do ser de todos os entes. A originalidade de Heidegger, prossegue Lévinas, consiste precisamente a manter com uma nitidez precisa esta distinção. O ser do ente é objeto da ontologia. Ao passo que os entes representam o domínio da investigação das ciências ônticas”. ((NA: Lévinas, Emmanuel - En découvrant l’existence avec Husserl e Heidegger. Vrin Paris, p. 56.))
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 +Já Carneiro Leão em capítulo de seu livro já referido, ((NA: Carneiro Leão, Em. op. cit. p. 114.)) observava, “O Ser nunca é diretamente acessível. Como diferença ontológica, inclui sempre uma irredutibilidade ao ente. Nunca poderá ser objetivado. Nunca poderá ser encontrado nem como ente, nem cone o ente, nem dentro do ente. Nunca poderá ser constatado a modo de um dado, fato ou valor objetivo. O Ser só se dá obliquamente, enquanto, retraindo-se e escondendo-se em si mesmo, ilumina o ente, seguindo determinada figura de sua Verdade. Esse jogo híbrido de retraimento e mesmo manifestação, de luz e sombra, de velar e re-velar, de ocultar e desocultar constitui a essencialização de sua Verdade, tal como os gregos a pensaram originariamente na a-létheia. Dessa dinâmica surge a constituição dos períodos de sua fulguração, como épocas de Vontade do Ser.
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 +Mas deixemos os comentadores e passemos diretamente ao autor de “Sein und Zeit”, que explica a constituição do Ser do Ser Aí, isto que quer dizer a seu turno : “O Ser aí” se compreende sempre de qualquer maneira e mais ou menos explicitamente em seu ser. Ele é característico deste ente que com seu ser e por seu ser lhe seja revelado. A compreensão do ser é ele mesmo uma determinação de ser do -”ser ai”. O caráter ôntico próprio ao “ser aí” assegura isto é que o “ser aí” é ontológico.
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 +Chamamos existência o ser mesmo a respeito do qual o ser se comporta de tal ou de tal maneira e sempre de qualquer maneira. Compreende-se, portanto, a partir de sua existência, isto é, a partir de sua possibilidade de ser ele mesmo ou não. A questão da existência não pode ser resolvida senão no existir. ((NA: Heidegger, M. - L’Être et le Temps. p. 28. Gallimard. Paris - Tradução de Rudolf Boehms e Alphonse de Walhens.)) Ela, a existência é posta no mundo, “como condição de possibilidade ou de inautenticidade, ligada à condição de ser aí existente. Mas estas determinações do “Ser aí” devem ser compreendidas a priori sobre a base da constituição do ser que designamos sob o título de “Ser no mundo”. In-der-Welt-Sein. ((NA: Op. Cit. P. 88.)) O ser da humani­dade se caracteriza pelo feito de que sua essência ’é absolutamente inseparável de sua existência, sua essência é existir.
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 +Após assinalar, em várias considerações o problema da ambigüidade da palavra “mundo” do qual o “Ser Aí” é inseparável em vista da pluralidade de entes, e da condição do ente ser um “Ser com Outro” Mitsein, Heidegger observa o seguinte no Ser e Tempo, na página 88:
 +-* 1) O mundo pode ser tomado como um conceito ôntico. Ele significa então a totalidade dos entes que podem subsistir no interior do mundo;
 +-* 2) O mundo pode fazer função do termo ontológico. Ele significa, neste caso, o ser dos entes visados. O “mundo” pode ser então o título de uma região englobando uma pluralidade de entes. É o sentido visado pela expressão : o “mundo” do matemático, que designa a região dos objetos possíveis de matemática;
 +-* 3) O mundo pode ser ainda uma vez, tomado em um sentido ôntico. Ele não designa mais, ao presente, o ente que o “Ser Aí” não é essencialmente visto em que vive um “Ser aí” existente de fato. O mundo tem aqui. uma significação existencial e pré-ontológica. Esta última significação comporta novamente diversas possibilidades que ela designa o mundo onde vivemos, seja que designa um mundo privado e imediato, um mundo ambiente.
 +-* 4) O mundo designa, enfim, o conceito ontológico e existencial da mundanidade, sendo que este pode se diversificar segundo as estruturas de conjunto dos mundos particulares, mas cada um destes implicando a priori a mundanidade em geral.
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 +Prosseguindo, Heidegger observa quanto ao adjetivo mundano, que ele visa um modo de ser do “ser-aí” e não apenas um modo de ser do ente subsistente no mundo. Chamamos este último ente “inerente ao mundo”, passa-se necessariamente à parte do fenômeno da mundanidade. Em seu lugar, procura-se interpretar o mundo desde o ser do ente que subsiste no interior do mundo, sem que seja o ente também e que é descoberto primeiramente desde a natureza. ((NA: Ibid. p. 88/89.))
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 +Vejamos, agora, os resultados das análises existenciais de Heidegger que vão mostrar a existência humana como uma existência finita, limitada e humilhada. A preocupação, Sorge, é uma marca irrecusável da existência humana, esta se mostra como uma existência abandonada no mundo como “dereliction”, isto é, a existência em abandono, largada ao desamparo, manifestando-se como angústia Angst.
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 +O sentimento de situação tão bem conhecida como Befindlichkeit, embora de conotação afetiva, tem uma visão universal, esquivando-se de toda concepção psicologista.
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 +Resumindo, a analítica fenomenológica da existência humana começa por uma descrição da existência cotidiana ((NA: Gurvitch, Georges - Las Tendencias actuales de la Filosofia Alemana - pp. 20/21 - Aguilar, Editor – Madrid, 1932)) Alltag, donde reina “todo o mundo”. O homem existe no mundo In der Welt Sein. Encontra-se nele, observa Georges Gurvitch, antes de conhecê-lo; percebe o ser sem ter uma noção dele. Este mundo se oferece a ele, não diretamente como uma presença Vorhandenes que pode contemplar de uma maneira passiva, senão como uma matéria de preocupação Zuhandenes que o inquieta. Toda presença se insere nesta preocupação. Enfim, tudo o que o mundo sugere, tudo o que o mundo apresenta de inesperado, de imprevisível, de oscilante, de incerto, de ambiguidade redunda na preocupação, que Gurvitch acentua como caráter essencial da existência.
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 +Gurvitch um dos primeiros filósofos que comentaram Heidegger e os demais filósofos alemães de seu tempo, como Husserl, Scheler, Lask, Hartman, distingue na preocupação dois aspectos diferentes, 1) na existência banal se identifica com a preocupação de todo o mundo e este procura acalmá-la e tranquilizá-la, transformando-a numa moléstia cotidiana e niveladora; 2) na existência que se encontra a si mesma, a preocupação resulta numa angústia ante o abismo que a rodeia por toda a parte a humanidade desamparada, Geworfenheit; a consciência moral, a visão da morte e a resolução resignada levam da moléstia à angústia.
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 +O sentimento de situação ainda que a despeito da compreensão não escapa à visão perdida do mundo, que a anuncia como uma existência degradada Verfallen, não há nesta concepção heideggeriana nenhum pressuposto de que o homem começa a degradar-se pelo pecado, ela é simplesmente compreensível pela tomada de consciência de que o homem é um “ser para a morte”, isto é, um ser finito, destinado a perecer, ir remediavelmente.
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 +A morte é assim encarada como característica essencial da existência” que é a existência, como assinala Heidegger, em si mesma, que chega à sua totalidade pela morte e por isso mesmo se suprime. Assim ser para a morte Sein zum Tode é um elemento insuperável da existência.
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 +Passando-se da finitude para a temporalidade Zeitlichkeit vê-se que, em Heidegger, uma e continuação da outra, já que o ser da existência humana é essencialmente histórico.
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 +A posição do homem no mundo é a de temporalizar-se como resultado de seus ex-tases e de sua condição de “ser no mundo”.
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 +O ser da existência humana é essencialmente histórico, mas a história não é um objeto da ciência histórica formado por um método particular, pois a história é um setor do ser mesmo e esse setor é idêntico à existência humana.
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 +Nas Questões I, Heidegger salienta que “o desvelamento -inicial do ente em sua totalidade, a interrogação sobre o ente como tal, e o começo da história ocidental, são uma só e mesmo coisa, elas se efetuam ao mesmo “tempo”, mas este tempo ele mesmo não mensurável abre a possibilidade de toda medida”. ((NA: Heidegger, M. - Questions I - Gallimard -- Paris p. 178.))
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 +Em Holzwege, ao cuidar do problema estético, Heidegger salienta que o desvelamento do ser, a desocultação do ente ao temporalizar-se, encaminha-se para as soluções da verdade, já que o que brota do ser do ente inspira-se e formaliza-se na obra. Esta desocultação é o que se abre, é o “aberto”, que fundamenta os valores autênticos da Arte.
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 +//BIBLIOGRAFIA
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 +-* 01) BINSWANGER, Ludwig - Discours, parcours, et Freud - Éditións Gallimard - Paris - 1970. Ensaios que entrelaçam uma série de discursos acerca da aplicação do Da-sein heideggeriano na Psicanálise.
 +-* 02) BINSWANGER, Ludwig - Introduction a L’Analyse Existencielle - Les Éditions de Minuit - Paris - 1971. Novos ensaios do autor da Daseinanalyse, estudando as relações existentes entre sonho e vigília, delírio e razão, afecções psicossomáticas e modos de ação psiquiátricas e psicoterapêuticas.
 +-* 03) BORNHEIM, Gerd A. - Dialética, Teoria, Praxis - Editora Globo - Editora da Universidade de São Paulo - Ensaio crítico da fundamentação ontológica da dialética. O autor faz uma crítica do problema da finitude em Heidegger, sobretudo, na questão da praxis.
 +-* 04) CARNEIRO Leão, Emanuel - Aprendendo a pensar - Vozes - Coletânea de artigos tendo como base o sentido existencial da vida.
 +-* 05) DUFRENNE, Mikel - Estética e Filosofia. Persepctiva - São Paulo. Estudo da estética fenomenológica com um capítulo destinado ao estudo do poeta grego Pindaro, através do livro de Jacqueline Duchemin Pindare poeta et prophète.
 +-* 06) DILTHEY, W. - Escritos Reunidos - E. Weniger, 1944 Leipzig - Embora sendo considerado um filósofo da vida, Dilthey pode figurar como um historiador da existência humana. Sua posição de filósofo histórico está bem definida neste trabalho.
 +-* 07) FERREIRA DA SILVA, Vicente - Obras Completas vol. 1. Edição da R.B.F. São Paulo, Coletânea de artigos de filosofia, dentre os quais se destacam os que estudam a filosofia existencial de M. Heidegger.
 +-* 08) GURWITCH, Georges - Las Tendências Atuales de La Filosofia Alemana - Aguilar Editores - Madrid. 1928. Estudos filosóficos em torno de Husserl, Sheler, Lask, Hartman e Heidegger, fazendo clara exposição dos temas da filosofia contemporânea.
 +-* 09) HEIDEGGER, Martin - L’Étre et le Temps - Gallimard - 1964 - Estudo da primeira obra de Martin Heidegger em que são expostos os principies básicos da sua filosofia do sentido do ser.
 +-* 10) HEIDEGGER, Martin - Chemins qui ne ménent nulle pari - alemão Holswege - Gallimard, Paris. Estudo de vários temas de filosofia existencial de Heidegger, incluindo “A origem da obra de arte” e a Palavra de Anaximandro.
 +-* 11) HEIDEGGER, Martin - Que é Metafísica. Duas Cidades. São Paulo, 1969. Textos de Heidegger desenvolvendo temas relacionados com a ontologia do prof. de Friburg.
 +-* 12) HEIDEGGER, Martin - Introdução à Metafísica. Tempo Brasileiro. Tradução de Emanuel Carneiro Leão. Livro básico para a compreensão do problema do esquecimento do Ser. Porque o ser e não apenas, o Nada?
 +-* 13) HEIDEGGER, Martin - Ensaios I. II e III Gallimard - Novos Artigos em torno da temática heideggeriana sobre finitude, temporalidade, a caverna de Platão, etc.
 +-* 14) LÉVINAS, Eminanuel - En Découvrant L’Existence avec Husserl et Heidegger - Vrin - Paris, 1974 - Conferências e Estudos em torno da fenomenologia de Husserl e Heidegger.
 +-* 15) RICOEUR, Paul - O Conflito das Interpretações Imago Editora, 1978 - Seu objetivo central consiste em enfrentar os grandes desafios do pensamento contemporâneo. Trata-se de assumir filosoficamente a tensão dos conflitos que nos envolvem no plano do pensamento.
 +-* 16) STEIN, Ernildo - Em busca de uma ontologia da Finitude. Este trabalho é parte de um Curso de Metafísica instituído pelo autor na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. 1969. Pub. na Revista Brasileira de Filosofia.//
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