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| + | ====== Beneval de Oliveira: A Hermenêutica e a Linguagem ====== | ||
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| + | ==== A Questão do Método na Filosofia Heideggeriana segundo Ernildo Stein ==== | ||
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| + | //Resenha da obra de Ernildo Stein: ‘A questão do método na Filosofia. Um estudo do modelo Heideggeriano’// | ||
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| + | A expressão hermenêutica se deriva, diz Heidegger, do verbo hermenéun. Este se liga ao substantivo hermenéus. Através de um jogo sutil que mais se impõe que o rigor da ciência, o substantivo pode ser ligado ao nome do deus Hermes. Hermes é o mensageiro dos Deuses. Cabe a ele trazer a mensagem do destino; HERME NEOEIN é aquela exposição que comunica à medida em que tem possibilidades de escutar uma mensagem. Tal exposição se torna explicação daquilo que já vem dito pelos poetas os quais segundo a palavra de Sócrates, no diálogo de Platão ION são mensageiros dos deuses hermenes eisen tôn theon. | ||
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| + | Assim, através do que foi dito se torna claro que o hermenêutico não é primeiramente a explicação, | ||
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| + | Heidegger diz que usou a palavra hermenêutico neste sentido mais originário para caracterizar, | ||
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| + | Eis aí uma fenomenologia que se insere numa ontologia da finitude, o homem, como já assinalamos acima, "está desvelando-se e se ocultando no próprio ser. | ||
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| + | Stein afirma que Heidegger " | ||
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| + | o próprio ser do Ser aí. O " | ||
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| + | A pág. 94 de seu livro já citado, Stein mostra que a Filosofia não se esgota na fenomenologia hermenêutica e se formos procurar outros aspectos da fenomenologia hermenêutica podem trazer nova luz sobre as análises feitas em Ser e Tempo. Os textos a que se alude mostram todos eles que a fenomenologia só alcança seu pleno desenvolvimento com a ontologia hermenêutica, | ||
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| + | Sobre a linguagem, o filósofo assevera que o que determina a vinculação hermenêutica do homem com o acontecimento do ser, enquanto fenômeno é exatamente esta. | ||
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| + | Salienta Stein naquela locução que a linguagem é "a morada do ser", "não viso o ser do ente metafisicamente representado, | ||
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| + | Prosseguindo, | ||
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| + | HEIDEGGER, Martin - L’être et le Temps - Paris - Gallimard - 1964. Estudo da primeira obra de Martin Heidegger em que são expostos os princípios básicos da sua filosofia do Sentido do Ser. Tradução do alemão por Rudolph Böhms e Alphonse de Waelhens. 327 pp. | ||
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| + | HUSSERL, Edmund - Méditations Cartésiennes - Paris - Libraire Philosophique J. Vrin. 1969. Traduzido do alemão por Afile.- Gabrielle Peiffer e M. Emmanuel Levinas - 136 pp. | ||
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| + | HUSSERL, Edmund - Ideas - General Introduction to pure phenomenology London - 1969 - Traslated by W. R. Boyce Gibson - George Allen Unwin. 466 pp. | ||
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| + | LÉVINAS, Emmanuel - Paris - En découvrant l’existence avec Husserl et Heidegger - Librairie Philosophique J. Vrin. 237 pp. | ||
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| + | LÉVINAS, Emmanuel - Théorie de l’intuition dans la phénomenologie de Husserl - 1970, Paris - J. Vrin. 234 pp. | ||
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| + | RICOEUR, Paul - O Conflito das Interpretações. 1978 - Imago - Rio de Janeiro. Traduzido do francês por Hilton Japiassu. 419 pp. | ||
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| + | STEIN, Ermildo - A questão do método na Filosofia. Um estudo do modelo Heideggeriano, | ||
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| + | STEIN, Ermildo - Em busca de uma Ontologia da Finitude, 1969 - Revista Brasileira de Filosofia, São Paulo.// | ||
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