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| + | ====== Conversações ====== | ||
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| + | **Frédéric de Towarnicki** | ||
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| + | * A obra de Heidegger constitui um questionamento radical sobre o destino dos Tempos modernos e da era da técnica, questionamento cujo encontro entre Jean Beaufret e Heidegger em 1946 em Todtnauberg situa como convergência de todo o caminho iniciado com Sein und Zeit em 1927 rumo à interrogação sobre a técnica | ||
| + | * O propósito heideggeriano não é sociológico, | ||
| + | * A natureza da técnica permanece enigmática e impensada quando reduzida à visão instrumental de simples aplicação da ciência, sendo atitude ingênua atacá-la, já que o trabalho fenomenológico heideggeriano busca compreender seu desdobramento planetário para um dia permitir uma relação mais livre com ela | ||
| + | * O livro Der Arbeiter de Ernst Jünger, publicado em 1932, anunciava a linguagem universal da técnica e a mobilização total do mundo sob a figura do Trabalhador, | ||
| + | * Para sondar o enigma da época, Heidegger remonta à fonte grega da filosofia, buscando a significação pré-técnica do pensamento ocidental já presente no Poema de Parmênides | ||
| + | * Interroga-se a mutação pela qual o homem contemporâneo vê o mundo, e a si mesmo, como engrenagem ou matéria-prima, | ||
| + | * A dimensão do ser, jamais explicitamente posta em linguagem, é evocada na afirmação de que em parte alguma a questão do ser foi colocada de modo desamarrado, | ||
| + | * Jean Beaufret, no seminário da Maison des Lettres do inverno de 1976-1977, recorda que a verdade do ser como Lichtung significa que o ser difere do ente retirando-se enquanto se desvela nele, o que Heidegger chama Ereignis | ||
| + | * Em conversa preparatória para os Chemins de la Connaissance em maio de 1981, Jean Beaufret distingue a metafísica tradicional, | ||
| + | * O salto heideggeriano não configura nova concepção de mundo nem sistema filosófico, | ||
| + | * Jean Beaufret adverte contra a leveza e a presunção de pretender pensar fora da metafísica, | ||
| + | * Na epígrafe da edição conjunta de seus livros e cursos, Heidegger inscreveu a fórmula Wege — nicht Werke, caminhos e não obras, recusando que em um pensamento rigoroso os resultados prevaleçam sobre o caminhar | ||
