estudos:barbaras:vida:start
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| + | ====== Fenomenologia da Vida ====== | ||
| + | //Luís António Umbelino, " | ||
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| + | **Ontologia da morte, antropologia privativa e visibilização do mundo** | ||
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| + | * A primeira parte da obra é dedicada à análise crítica de tentativas fenomenológicas que buscaram entender o sujeito da correlação como viver, estudando as contribuições de M. Henry, M. Heidegger, M. Merleau-Ponty e J. Patočka, com o duplo objetivo de provar condições fenomenológicas para uma compreensão positiva e de reconhecer os limites dessas abordagens. | ||
| + | * Barbaras identifica a raiz comum desses limites na " | ||
| + | * A definição do sujeito como viver impõe uma via contrária a todos os dualismos, afirmando que viver é simultaneamente o modo de ser da pertença e do fazer aparecer, o que implica redefinir a vida e a consciência, | ||
| + | * A segunda parte da obra analisa as propostas de Bergson, Ruyer e Jonas, que se aproximam mais do desiderato de neutralizar a ontologia da morte, submetendo-as a uma análise crítica que, ao reconhecer suas virtudes, expõe seus limites e indica a zona de impensado que encerram. | ||
| + | * Barbaras propõe inverter os termos da questão da vida para pensar o viver a partir de sua unidade, elucidando que estar vivo e experimentá-lo não se distinguem como próprio e metafórico, | ||
| + | * Barbaras reflete sobre a oposição entre o homem e o animal na oitava Elegia de Duino de Rilke, entendendo a vida como propensão a um Aberto, uma dimensão originária de fluidez, e a consciência como uma forma de presença a si que é um retrocesso, uma involução ou autolimitação da vida em relação à chamada do Aberto, surgindo de uma negatividade. | ||
| + | * A correlação essencial da consciência e do mundo " | ||
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| + | **Fenomenologia da Vida: a vi(d)a do Desejo** | ||
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| + | * A fenomenologia da vida aborda a vida como condição do pensar, e o filosofar se constitui como a interrogação sobre a própria possibilidade da interrogação, | ||
| + | * Essa experiência negativa, que ocasiona a insatisfação, | ||
| + | * A insatisfação não é uma vivencia psicológica, | ||
| + | * O movimento do viver pertence a esse enredo que o define como essencial inacabamento, | ||
| + | * O desejo une à ausência do que se dá como falta, designando a insatisfação que nenhuma presença completa e a vocação de uma ausência buscada, situando diante de algo que nunca é um objeto, mas que é lagunar e sustenta a percepção, | ||
| + | * A correlação não é o encontro entre entes já dados, mas os faz nascer continuamente um do outro, e o desejo é a modalidade afetiva dessa correlação, | ||
| + | * A originalidade da proposta de Barbaras em relação às teorias de Husserl e Merleau-Ponty se encontra no nível de um verdadeiro encontro crítico com essas propostas maiores. | ||
