estudos:barbaras:barbaras-1991-a-critica-simetrica-do-intelectualismo-e-do-realismo
Differences
This shows you the differences between two versions of the page.
| Both sides previous revisionPrevious revision | |||
| estudos:barbaras:barbaras-1991-a-critica-simetrica-do-intelectualismo-e-do-realismo [24/01/2026 18:54] – mccastro | estudos:barbaras:barbaras-1991-a-critica-simetrica-do-intelectualismo-e-do-realismo [11/02/2026 03:42] (current) – external edit 127.0.0.1 | ||
|---|---|---|---|
| Line 1: | Line 1: | ||
| + | ====== A crítica simétrica do intelectualismo e do realismo (1991) ====== | ||
| + | |||
| + | //Data: 2025-10-31 06:24// | ||
| + | |||
| + | ==== Do ser do fenômeno ==== | ||
| + | |||
| + | === O dualismo da Fenomenologia da Percepção === | ||
| + | |||
| + | * O propósito fundamental de Merleau-Ponty, | ||
| + | * A psicologia, ao tentar conceber esta relação, encontra-se numa situação marcada pela justaposição de uma filosofia criticista que estabelece a natureza como uma unidade objetiva constituída diante da consciência, | ||
| + | * Abordar diretamente a questão da relação entre consciência e natureza, sem recorrer aos resultados da ciência, arrisca-se ao intelectualismo e mantém-se aprisionado à mencionada alternativa filosófico-científica. | ||
| + | * Torna-se imperativo, portanto, abordar o problema " | ||
| + | * Merleau-Ponty assume a postura de não prejulgar, declarando: "Não querendo nada prejulgar, tomaremos ao pé da letra o pensamento objetivo e não lhe faremos perguntas que ele próprio não faz. Se formos levados a reencontrar a experiência por detrás dele, essa passagem só será motivada pelos seus próprios embaraços." | ||
| + | * O processo que conduz ao reencontro com a experiência desdobra-se em dois momentos: a análise da psicologia da forma questiona a ontologia naturalista, | ||
| + | * O organismo não reage ao estímulo por suas propriedades objetivas, mas sim em função do valor que este adquire no contexto dos a priori vitais do animal. | ||
| + | * O papel da filosofia consiste em levar o movimento de superação da hipótese causal às suas últimas consequências, | ||
| + | * Desde que a transição da ordem física para a ordem fenomenal se revele motivada, a subordinação de uma à outra deve ser total, pois não é possível afirmar que o mundo se apresenta ao animal como um meio significante em vez de um conjunto de indivíduos físico-químicos e, simultaneamente, | ||
| + | * Em suma, o "mundo geográfico" | ||
| + | * O desvio pela psicologia da forma, embora crucial para a crítica ao naturalismo, | ||
| + | * Caso se tratasse apenas de demonstrar que o "mundo do comportamento" | ||
| + | * A certeza de princípio, veiculada pelo //cogito//, seria: "O //cogito// não nos ensina de uma vez por todas que não teríamos o conhecimento de coisa alguma se não tivéssemos primeiro o da nossa própria consciência e que até mesmo a fuga para o mundo e a decisão de ignorar a interioridade ou de não abandonar as coisas, que é o essencial do behaviorismo, | ||
| + | * No entanto, ao trilhar essa "via curta", | ||
| + | * Por isso, Merleau-Ponty deve, num movimento descendente, | ||
| + | * A relação significante entre o organismo e o seu meio continua a ser uma relação com uma realidade, uma transcendência, | ||
| + | * A análise do comportamento revela o que Merleau-Ponty já designa como existência, | ||
| + | * O filósofo resume a conclusão de //A estrutura do comportamento//: | ||
| + | * Esta nova acepção da consciência transcendental, | ||
| + | * Enquanto //A estrutura do comportamento// | ||
| + | * O estudo da consciência vivida confirma, no plano humano, a exterioridade a si e a obscuridade que a análise do comportamento animal revelava. | ||
| + | * A primeira obra, ao adotar um ponto de vista externo, observando o comportamento como objeto no mundo, visava a denúncia do realismo; a segunda, ao adotar o ponto de vista interno da experiência perceptiva, libertado pela psicologia da forma, dirige a sua crítica principalmente contra o intelectualismo. | ||
| + | |||
| + | ---- | ||
| + | |||
| + | //BARBARAS, Renaud. De l’être du phénomène. Grenoble: Jérôme Millon, 1991// | ||
| + | |||
| + | {{tag> | ||
estudos/barbaras/barbaras-1991-a-critica-simetrica-do-intelectualismo-e-do-realismo.txt · Last modified: by 127.0.0.1
