estudos:agamben:damascio
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| + | ====== DAMÁSCIO ====== | ||
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| + | //AGAMBEN, Giorgio. Ideia da prosa. Tr. João Barrento. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2012, p. 21-26// | ||
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| + | * No ano 529 da nossa era, o imperador Justiniano, instigado por fanáticos conselheiros do partido anti-helênico, | ||
| + | * édito imperial e partido anti-helênico | ||
| + | * Damáscio como escolarca e último diádoco | ||
| + | * confiscação dos bens e exílio na Pérsia | ||
| + | * tradição helênica preservada fora do mundo grego | ||
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| + | * Já idoso, em Ctesifonte, o diádoco afastou-se das histórias maravilhosas e das aparições de espíritos, confiou a Prisciano e Simplício a tarefa de satisfazer a curiosidade filosófica do soberano com comentários e edições críticas, e recolheu-se com um escriba grego e uma criada síria para consagrar os últimos anos à redação de Aporias e soluções em torno dos princípios primeiros | ||
| + | * abandono das ocupações juvenis | ||
| + | * delegação a Prisciano e Simplício | ||
| + | * isolamento na parte norte da cidade | ||
| + | * decisão de escrever sobre os princípios primeiros | ||
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| + | * A interrogação sobre a Coisa primeira, evocando Platão e a carta considerada importante até pelos cristãos, impõe-se como causa de todos os males e dor semelhante à do parto da alma, exigindo formulação rigorosa do problema do princípio único e supremo do Todo, da relação entre princípio e Todo, e da impossibilidade de admitir algo fora do Todo absoluto sem comprometer sua inteireza | ||
| + | * referência a Platão e à carta | ||
| + | * sofrimento como condição para encontrar a verdade | ||
| + | * alternativa entre princípio além do Todo ou parte do Todo | ||
| + | * tensão entre princípio, Todo e Todo absoluto | ||
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| + | * Durante trezentos dias e noites de exílio em Ctesifonte, Damáscio alternou trabalho e crises diante da vanidade da empresa, reconhecendo a impossibilidade de tematizar o incompreensível ou dizer o incognoscível, | ||
| + | * consciência de não chegar a conclusões | ||
| + | * impossibilidade de compreender o princípio do pensamento | ||
| + | * crítica ao recurso ao spiritus asper | ||
| + | * imagem do lugar do lugar e memória da eira | ||
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| + | * A palavra ἅλως, unindo eira e superfície da Lua ou do Sol, oferece expressão para o absolutamente inefável que não pode sequer ser afirmado como inefável, para o Uno que se furta a nome, discurso e distinção entre cognoscível e cognoscente, | ||
| + | * ligação entre eira e linguagem astronômica | ||
| + | * recusa de qualquer composição de nome e discurso | ||
| + | * Uno como Todo-Uno | ||
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| + | * Diante da tabuinha sobre a qual nada está escrito, evocando a comparação do livro sobre a alma entre intelecto em potência e tabuinha vazia, impõe-se a compreensão de que o limite último não é ser, lugar ou coisa, mas potência absoluta da representação, | ||
| + | * intelecto em potência como tabuinha | ||
| + | * Uno como potência do pensamento | ||
| + | * escrita como imagem do não escrito | ||
| + | * máxima sobre incognoscibilidade e conhecimento de si | ||
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