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RAZÃO E MUNDO DA VIDA (II)
MARX, Werner. Reason and World: Between Tradition and Another Beginning. Dordrecht: Springer Netherlands, 1971.
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Na tarefa de uma doutrina pura das essências do mundo-da-vida, Husserl estabelece como primeira etapa a explicitação das estruturas gerais desse mundo mediante uma tipologia de suas essências e da essência formal a priori de qualquer mundo possível, tornando visível o estilo invariável da vida cotidiana pré-científica, social e prática, bem como as regras estruturantes do mundo ambiente empiricamente percebido e o caráter de fundamento universal de crença no mundo que precede toda práxis e cognição.
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Elaboração das estruturas gerais do mundo-da-vida.
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Tipologia das essências e essência formal a priori.
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Estilo invariável da vida cotidiana e da doxa.
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Regras estruturantes do mundo ambiente comunitário.
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Mundo-da-vida como fundamento universal de crença.
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Referência a Ideen II e à atitude personalista.
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Na Krisis, é explicitado o estilo causal universal do ambiente perceptivo, segundo o qual o mundo está imediatamente presente em sua totalidade fluente, os corpos sensíveis são regulados e vinculados à experiência em sua mutabilidade essencial e se articulam tipicamente quanto a localização espaço-temporal, forma e intensidade, constituindo, como horizonte universal antecipado a priori, o estatuto originário de existência reconhecida próprio da atitude natural.
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Estilo causal universal do ambiente.
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Totalidade fluente do mundo imediatamente dado.
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Mutabilidade essencial dos corpos sensíveis.
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Dependência típica entre os entes quanto a forma e espaço-tempo.
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Horizonte universal antecipado a priori.
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Atitude natural como vida simplesmente vivida.
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O sentido explícito de primordial em Husserl designa aquilo que constitui fundamento originário de outra coisa, identificado na experiência sensível imediata e na percepção dóxica subjetivo-relativa da vida pré-científica, cuja função é servir de base última para todo conhecimento mediante a crítica da idealização científico-matemática e a recondução do mundo idealizado ao mundo-da-vida como fonte de significado e justificação.
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Primordial como fundamento originário.
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Experiência sensível imediata e percepção dóxica.
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Vida pré-científica como primeiro princípio real.
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Crítica da idealização matemático-física.
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Mundo-da-vida como base de toda evidência científica.
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Fonte de significado e justificação da ciência.
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Na caracterização desse fundamento primordial, emerge um possível subentendido em que o primordial adquire tonalidade valorativa distinta, visível em descrições da terra como pátria originária e na atribuição de dignidade superior às evidências do mundo-da-vida, convertendo a doxa em âmbito de verdades práticas situacionais e sugerindo uma valorização do a priori universal do mundo-da-vida acima do a priori objetivo científico.
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Pathos do primordial em sentido existencial.
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Terra como morada originária.
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Evidência do mundo-da-vida como Urevidenz.
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Doxa como domínio de verdades práticas.
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Suposta superioridade do a priori do mundo-da-vida.
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Tentativa de reivindicar a doxa para o logos.
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A questão acerca do caráter salutar do mundo-da-vida em Husserl decorre da designação da atitude própria da experiência cotidiana como normal e da teórica como modificação, o que suscita a indagação sobre se o mundo-da-vida não racional é concebido como instância curativa da crise contemporânea ou se a ciência do mundo-da-vida, enquanto razão, desempenha essa função, exigindo esclarecimento quanto ao modo de sua eficácia.
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Atitude natural como normal.
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Atitude teórica como modificação.
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Possível legitimação do mundo-da-vida contemporâneo.
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Mundo-da-vida como eventual instância curativa.
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Alternativa entre vida não racional e ciência fenomenológica.
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Problema da eficácia racional na superação da crise.
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