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HEIDEGGER E O PRINCÍPIO DA RAZÃO
VOLPI, Franco; GNOLI, Antonio. La selvaggia chiarezza: scritti su Heidegger. Milano: Adelphi, 2011.
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Nada é sem razão, e essa verdade normativa que governa o pensar em sua evidência é sancionada pelo que se chama em filosofia princípio de razão suficiente, o qual ordena pensar que toda coisa e todo ente, tudo o que de algum modo é, possui uma razão, um fundamento e um porquê, sendo atribuída por uma tradição historiográfica iniciada por Christian Wolff a primeira formulação explícita do princípio a Leibniz.
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A norma é apresentada como evidência que rege o pensamento.
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O princípio exige razão, fundamento e porquê para todo ente.
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Christian Wolff é mencionado como origem de uma tradição historiográfica.
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Leibniz é indicado como autor da primeira formulação explícita.
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Um contemporâneo de Leibniz, Johannes Scheffler, sob o nome Angelo Silesio, oferece o exemplum in contrarium que parece comprometer a validade do princípio, por meio do dístico 289 do primeiro livro do Peregrino querubínico, lembrado e comentado, segundo o qual a rosa é sem porquê, floresce porque floresce, não se importa consigo e não pede para ser vista.
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Johannes Scheffler e Angelo Silesio são identificados como a mesma pessoa.
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A proximidade temporal com Leibniz é salientada.
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O dístico 289 do Peregrino querubínico é citado como contraponto.
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A rosa é caracterizada como sem porquê e indiferente a ser vista.
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O acoplamento direto entre o princípio de Leibniz e o verso de Angelo Silesio, com a aporia que evoca, resume de modo plástico o problema com que se lida, o problema do fundamento, tratado já de modo específico em Da essência do fundamento, publicado em 1929 e depois incluído em Caminhos de floresta, reencontrado e explorado ao longo do percurso posterior e retomado em grande estilo no volume presente, atravessando de ponta a ponta o pensamento e conectando-se estritamente à questão do ser no confronto com a metafísica e na despedida dela.
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O problema é nomeado como problema do fundamento.
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Da essência do fundamento é indicado como tratado anterior (1929).
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Caminhos de floresta é mencionado como repositório posterior.
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Atravessamento do pensamento inteiro é afirmado.
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Conexão com a questão do ser é indicada.
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Confronto com a metafísica e afastamento dela são apontados.
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A via seguida para enfrentar o problema do fundamento é a análise do princípio de razão suficiente, razão do título Der Satz vom Grund, expressão do alemão filosófico desde Wolff para o que em latim se chama principium rationis, mas já aí surge o problema, pois a denominação alemã não é tradução literal da latina, mesmo no caso de se dizer Grundsatz vom Grund, dado que Grund não traduz literalmente ratio (raison) e Grundsatz não traduz literalmente principium.
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Der Satz vom Grund é apresentado como título e designação alemã.
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Wolff é citado como marco do uso filosófico em alemão.
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A não literalidade da tradução é afirmada.
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Grund e ratio são diferenciados.
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Grundsatz e principium são diferenciados.
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Pergunta-se então o que é o Satz vom Grund e por que não pode ser tido como tradução exata de principium rationis, indicando-se que a expressão alemã difere já na letra e torna tangível o vínculo com o problema do fundamento, pois Grund significa fundamento e traz “na testa” a exigência metafísica de que para todo ente se dê fundamento, e ao mesmo tempo sinaliza que não indica apenas o princípio de razão, mas remete a algo mais amplo e mais profundo, para o qual o princípio de razão funciona como trampolim.
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A diferença literal é ligada ao vínculo com fundamento.
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Grund é explicitado como “fundamento”.
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A exigência metafísica de fundamentação de todo ente é destacada.
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O princípio é caracterizado como trampolim para um problema mais profundo.
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A expressão alemã oferece motivo de reflexão sobre o caráter metafísico do princípio de razão devido aos múltiplos sentidos de Satz, pois em alemão filosófico Satz significa princípio, como em Satz der Identität e Satz vom Widerspruch, mas também significa proposição, o que impõe perguntar por que e em que sentido o princípio de razão tem caráter de proposição, chegando-se à determinação de que o Satz vom Grund é a proposição das proposições, fundamento de toda proposição ao qual toda proposição deve conformar-se, porque na metafísica é posto e se impõe como tal.
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Satz der Identität e Satz vom Widerspruch são mencionados como paralelos.
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Satz como “proposição” introduz a questão do estatuto proposicional.
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“Proposição das proposições” define a função fundante.
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Conformidade de toda proposição é indicada.
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A imposição metafísica por “posição” é ressaltada.
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Satz vom Grund é também tese no sentido do grego θέσις, isto é, posição, sendo Satz resultado de uma Setzung, de modo que antes de princípio de razão é literalmente tese do fundamento, na qual ocorre a posição do fundamento como caráter fundamental do ser de tudo o que é, como o que necessariamente acompanha todo ente para que seja tal e não não seja, e isso já desde sempre, antes da formulação leibniziana como principium rationis.
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θέσις é indicado como “posição”.
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Setzung é nomeada como ato de pôr.
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“Tese do fundamento” é apresentada como literalidade decisiva.
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Fundamento é posto como caráter do ser de todo ente.
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“Já desde sempre” antecede Leibniz.
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A tradução literal de Satz vom Grund como tese do fundamento, e não como princípio de razão, permite dar conta da amplitude do horizonte em que se enquadra o problema e dos efeitos e passagens da argumentação, pois o leitor tende inicialmente a identificar o título com o princípio de razão tradicional, mas desde o início fica indicado que antes de tornar-se princípio de razão da metafísica moderna o Satz vom Grund foi uma posição, a tese do fundamento, que lentamente, após longa incubação, tornou-se tese fundamental por ser posta como fundamento de todas as teses e, assim, com Leibniz, um princípio propriamente dito.
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Tradução literal é ligada à amplitude do horizonte.
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Efeito inicial no leitor é a identificação tradicional.
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“Posição” e “tese do fundamento” são apresentadas como anterioridade.
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Incubação longa e progressiva é mencionada.
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Grundsatz é apresentado como tese fundamental.
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Prinzip é apresentado como passo final em Leibniz.
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Assim entendida, a expressão alemã remete implicitamente ao fundamento do princípio de razão ao convidar a retroceder na história até raízes metafísicas remotas e compreender a gênese da passagem de tese a princípio em Leibniz, e além disso oferece o impulso para sondar em que direção a compreensão metafísica do fundamento pode ser ultrapassada, recorrendo-se de novo à polissemia de Satz, que também significa salto ou balzo, como em mit einem Satz, permitindo mostrar que o princípio de razão é não só tese do fundamento sobre o ente e seu ser-fundado, mas também tese do ser, capaz de tornar-se salto no ser.
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Retorno histórico às raízes metafísicas é indicado.
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Transformação de tese em princípio é fixada em Leibniz.
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“Salto” é extraído da acepção comum de Satz.
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Satz vom Sein e Satz in das Sein são introduzidos.
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Ultrapassamento da compreensão metafísica do fundamento é proposto.
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A tese do fundamento é ao mesmo tempo, de um lado, a estrutura portante da metafísica moderna cujo mundo moderno experimenta o desdobramento histórico-essencial na essência da técnica, e de outro lado torna-se o ponto de onde lançar o salto para fora do fundamento, para fora do ente e para além do princípio de razão, isto é, para fora e além da metafísica em direção ao ser mesmo, de tal modo que Satz pode ser ouvido como salto e a tese do fundamento se converte em ocasião de uma experiência transmetafísica.
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Estrutura portante da metafísica moderna é afirmada.
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Essência da técnica é mencionada como inveramento histórico-essencial.
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Salto para fora do fundamento e do ente é enunciado.
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Para além do princípio de razão é indicado como para além da metafísica.
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Experiência transmetafísica é nomeada.
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O salto transporta para o problema do ser tratado em relação ao fundamento, pois na tese do fundamento como princípio moderno consolida-se a estrutura metafísica que conduz à plena esquecimento do ser e ao esquecimento desse esquecimento na essência da técnica, em que o ser, em sua retração, se destina ao homem velando sua proveniência essencial sob o espesso véu do fundamento racional e das causas e suas formas, e contudo no retraimento do ser também se torna possível perceber seu dar-se.
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Relação ser-fundamento é indicada como alvo do salto.
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Esquecimento do ser e esquecimento do esquecimento são mencionados.
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Essência da técnica é apresentada como consumação epocal.
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Retração do ser é descrita como destino ao homem.
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Véu do fundamento racional e das causas é mencionado.
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Dar-se do ser é indicado como perceptível no retraimento.
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A tese do fundamento mantém aberta a via de um pensamento ruminante capaz de escutar o apelo encorajador do ser, reevocar a proveniência essencial e suportar a pretensão vinculante do princípio de razão com o destino inevitável da técnica que ela reflete, sem equivaler a uma negação romântica nem a um recuso ingênuo do princípio e de seu desdobramento na ciência e na técnica modernas.
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Pensamento ruminante é caracterizado por escuta do apelo do ser.
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Proveniência essencial é mencionada como algo a reevocar.
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Pretensão vinculante do princípio é posta como algo a suportar.
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Destino inevitável da técnica é indicado.
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Negação romântica e recuso ingênuo são excluídos.
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É compartilhada a convicção do jovem Nietzsche, no capítulo quinze de O nascimento da tragédia, de que o princípio de causalidade e de razão é uma sublime ilusão metafísica, mas permanece a convicção de que tal ilusão, mesmo reconhecida, não pode ser evitada, assim como o olho não evita a ilusão óptica da fata morgana, impondo-se a dupla exigência de obedecer à potência do princípio de todo representar e de meditar sobre a grande potência da palavra que fala do ser.
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Nietzsche e O nascimento da tragédia (cap. 15) são mencionados.
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“Ilusão metafísica” é atribuída ao princípio de causalidade e razão.
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Fata morgana é evocada como analogia de inevitabilidade.
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Obediência ao princípio do representar é indicada.
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Meditação sobre a palavra do ser é indicada.
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Pergunta-se como é possível a meditação e como pode ocorrer o salto da tese do fundamento como tese do ente para a tese do fundamento como tese do ser, e a resposta é calibrada pelo motivo recorrente do escutar, um saber escutar que permite sentir no conhecido o desconhecido, no fácil o difícil e no próximo o distante, pois tudo depende de escutar a prosódia da tese, distinguindo na entonação comum duas tonalidades e provocando a mudança de tonalidade que permite saltar de uma para outra.
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Escuta é posta como condição do salto.
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Reconhecimento do desconhecido no conhecido é destacado.
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Prosódia e tonalidade são introduzidas como chaves.
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Mudança de tonalidade é descrita como operação decisiva.
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Distingue-se a tonalidade ôntica, que acentua “nada é sem fundamento” como asserção sobre o ente enquanto algo que tem fundamento, e a tonalidade ontológica, que acentua o “é” e o “fundamento” em “nada é sem fundamento”, aludindo à co-pertença entre ser e fundamento, de modo que o deslocamento do habitual ao inabitual e do ôntico ao ontológico prepara a passagem do metafísico ao pós-metafísico.
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Tonalidade ôntica é definida como leitura sobre o ente fundamentado.
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Tonalidade ontológica é definida como acento no “é” e no “fundamento”.
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Co-pertença ser-fundamento é indicada.
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Passagem ao pós-metafísico é apresentada como preparada pelo deslocamento.
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Um quarto sentido de Satz é ouvido como tempo musical, pois a tese do fundamento deve ser escutada em sua entonação como se escuta música, e não apenas porque o reconhecimento da mudança de tonalidade abre outra prosódia e outro sentido, mas também porque no escutar há adequação e submissão ao tempo da música, sendo lembradas a citação de Bettina von Arnim e a presença de Mozart como indícios da centralidade do motivo do escutar.
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Satz como tempo musical é explicitado.
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Escuta é comparada ao ouvir musical.
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Bettina von Arnim é mencionada.
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Mozart é mencionado como elemento não ocasional.
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Centralidade do motivo do escutar é afirmada.
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O motivo do escutar ganha importância crescente no último Heidegger em função do esforço de delinear um pensamento que não pratica formas e técnicas da filosofia tradicional e busca vias alternativas para avvertire e sentire o que à metafísica permanece vedado, chegando a ser tomado por alguns como disposição quase metodológica que substituiria o interrogar radical, e sendo inclusive vista em Unterwegs zur Sprache (1959) uma precedência do escutar sobre o perguntar, interpretada como quase retratação da tese de Die Frage nach der Technik (1953) de que o perguntar é a piedade do pensar, razão para atentar à presença difusa e às variações do escutar no curso de 1955-1956.
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Último Heidegger é indicado como contexto do motivo.
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Avvertire e sentire são citados como alvos.
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Unterwegs zur Sprache (1959) é mencionado.
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Die Frage nach der Technik (1953) é mencionado.
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A tese “o perguntar é a piedade do pensar” é mencionada como referência.
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Curso de 1955-1956 é indicado como arco de recorrência.
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O discurso sobre a tese do fundamento como estrutura portante da metafísica moderna desemboca na percepção de uma segunda tonalidade que faz ressoar a co-pertença entre ser e fundamento, em que o ser é experimentado como coevo e cooriginário ao fundamento e radicalmente diferente do ente fundado por ser fundante, e essa co-pertença é dada pela Mesmidade em que também se dá a co-pertença entre ser e pensamento, conectando-se assim à problemática de Identität und Differenz do mesmo período, na qual se tenta pensar a co-pertença de ser e pensamento a partir do princípio de identidade.
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Dupla tonalidade é retomada como chave do desfecho.
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Ser é dito coevo e cooriginário ao fundamento.
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Diferença entre fundante e fundado é afirmada.
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Mesmidade é nomeada como âmbito da co-pertença.
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Identität und Differenz é mencionado.
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Princípio de identidade é indicado como ponto de partida.
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No horizonte do fundamento, toca-se a diferença radical entre ente e ser, pois na metafísica o ente é pensado como o que é-presente e o ser como presença constante (Anwesen), relação de ultrapassagem (Überstieg) na qual o ser, por ser ontologicamente diferente do ente, torna-se fundamento do ente-presente, mas essa possibilidade de manter e pensar a diferença ontológica e os vínculos ser-pensamento e ser-fundamento-fundado é precludida pela estrutura onto-teológica da metafísica, na qual o ser é pensado como ente supremo, Deus, produtor ou criador do ente, ou como essência estável e o ente como existente sujeito a corrupção e mudança.
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Ente como presença é indicado.
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Anwesen é citado como presença constante.
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Überstieg é citado como ultrapassagem.
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Ser como fundamento do ente-presente é indicado.
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Estrutura onto-teológica é apontada como obstáculo.
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Deus como ente supremo e criação são mencionados.
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Essência estável e existente corruptível são mencionados.
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O arranjo onto-teológico é funcional à vontade de dominar e tornar disponível ao ente humano tanto o ser quanto o fundamento, e com isso se oculta a diferença entre ser e ente e se cumpre o esquecimento do ser numa conexão destinal unitária que conduz à essência da técnica moderna, na qual nada resta diante do homem além de si mesmo, sendo a onto-teologia a primeira forma de técnica e a técnica a última forma de onto-teologia, o que impede pensar a co-pertença e a unidade na diferença de ser e ente, de ser como fundamento e ente como fundado.
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Dominação e disponibilidade ao ente humano são indicadas.
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Esquecimento do ser é ligado a uma conexão destinal unitária.
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Essência da técnica moderna é descrita como culminação epocal.
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Fórmula “nada além de si mesmo” é mencionada como efeito.
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Relação recíproca onto-teologia/técnica é enunciada.
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Unidade na diferença é indicada como impedida.
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No princípio de razão e na tese metafísica do fundamento, aparece primeiro uma doutrina-pilar cuja potência de apelo deve operar, e depois, por meio de escuta sutil, reconhece-se uma tonalidade que permite saltar no ser, pois se nada é sem fundamento e todo ente tem fundamento, então o ser do ente tem a ver com fundamento e o ser mesmo é fundamento, e o salto conduz a compreender que o ser é do gênero do fundamento e é em si essencialmente fundamento.
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Doutrina-pilar é indicada como primeiro aspecto.
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Escuta sutil é indicada como condição do segundo aspecto.
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Inferência do fundamento do ente ao ser como fundamento é enunciada.
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Grundartig e grundhaft são aludidos como caráter do ser.
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O ser é afirmado como fundamento em si.
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A interrogação prossegue além da co-pertença ser-fundamento, pois ao pensar o ser como fundamento do ente surge a tentação de exigir um fundamento do próprio ser, mas isso reduziria o ser a ente, de modo que o ser é fundamento e ao mesmo tempo sem fundamento, grundlos, completando-se a estrutura do fundamento quando se reverte no reconhecimento de assentar-se numa ausência de fundamento, o que recoloca a questão de como pensar adequadamente o ser como ausência de fundamento.
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Tentação de fundamentar o ser é apresentada.
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Redução do ser a ente é indicada como risco.
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Grundlos é indicado como sem fundamento.
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Reversão do fundamento em ausência de fundamento é afirmada.
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Problema do pensar adequado é recolocado.
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Em outros lugares explora-se a etimologia de Grund e derivados como Abgrund e Ungrund com referência à mística alemã de Meister Eckhart e Jacob Böhme e sobretudo a Schelling, mas aqui escolhe-se a força de uma imagem ao evocar o ser sem fundamento como jogo, o jogo do fanciullo de Heráclito, o mesmo jogo cósmico que joga também o Deus de Leibniz, sugerindo traduzir cum Deus calculat, fit mundus como “quando Deus joga, gera-se o mundo”, e assim ler na frase associada ao matematismo do mundo moderno a indicação de um caminho para fora e além dele, de modo que o princípio destinado a impedir o mundo real de se dissolver em fantasia e jogo aparece ele próprio como desde sempre confiado a um jogo.
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Abgrund e Ungrund são mencionados como derivados de Grund.
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Meister Eckhart, Jacob Böhme e Schelling são mencionados.
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Heráclito e o jogo do fanciullo são mencionados.
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Deus de Leibniz é mencionado em paralelo ao jogo.
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Cum Deus calculat, fit mundus é retraduzido como “quando Deus joga”.
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Matematismo é apontado como aparência dominante da frase.
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O princípio é apresentado como confiado a um jogo desde sempre.
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