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Filosofia

LusoSofia. Tradução Artur Morão.

Da essência da filosofia e da condição moral do conhecer filosófico (tópicos)

1. A determinação da essência da filosofia enfrenta uma dificuldade constitutiva porque não pode recorrer a conceitos previamente esclarecidos por outra disciplina nem tomar uma doutrina particular como medida de si mesma, enquanto a história da filosofia apenas pode confirmar e exemplificar um autoconhecimento cuja validade não se origina da simples reunião de obras chamadas filosóficas.

2. A exigência de conhecimento tão livre quanto possível de pressupostos impede admitir antecipadamente como verdadeiros os resultados da história, das ciências, da revelação ou do entendimento cotidiano, distinguindo a filosofia autônoma do tradicionalismo, do cientificismo, do fideísmo e do dogmatismo do senso comum.

1. A autonomia da filosofia

1. O reconhecimento de um verdadeiro filósofo pode ser mais seguro do que a delimitação antecipada do objeto da filosofia, pois essa identificação se orienta por uma ideia ainda não inteiramente explicitada de atitude espiritual, apreendida na personalidade de seus representantes antes de assumir a forma de um conceito definido.

2. A investigação de um domínio a partir da atitude pessoal que lhe corresponde somente é adequada a regiões autônomas do ser e do valor, cuja unidade não depende de conjuntos empíricos de objetos nem da satisfação de necessidades humanas previamente existentes, razão pela qual esse procedimento não se aplica indistintamente às ciências particulares.

3. A descoberta da atitude filosófica não reduz necessariamente a filosofia a um ponto de vista subjetivo sobre objetos já conhecidos, pois essa atitude pode constituir a condição de acesso a um mundo próprio de fatos que existe independentemente dela, assim como um instrumento possibilita perceber algo cuja existência não produz.

4. O objeto peculiar da filosofia não pode consistir em classes empiricamente delimitadas por gênero e espécie, mas em um domínio integral cuja apreensão depende essencialmente de determinados atos e de uma atitude espiritual correspondente.

5. A compreensão da natureza desse domínio e dos atos capazes de torná-lo acessível exige explicitar a atitude filosófica que já orienta, ainda de maneira obscura, o reconhecimento de alguém como filósofo.

2. A atitude espiritual filosófica — ou a ideia do filósofo

1. A filosofia antiga reconheceu que o acesso ao seu domínio do ser depende de um ato da personalidade inteira, de natureza moral sem ser exclusivamente voluntária, cuja finalidade consiste em remover uma inibição inerente à visão natural do mundo e tornar possível a manifestação do ser antes encoberto.

2. O impulso platônico para o essencial envolve o núcleo da pessoa e encontra no amor sua força propulsora, mas sua identificação com uma luta contra o corpo e com um morrer permanente depende de pressupostos racionalistas e ascéticos que não podem ser incorporados sem exame à determinação geral da essência da filosofia.

3. A contribuição decisiva de Platão reside no reconhecimento de que o conhecimento filosófico exige um ato integral da pessoa, ausente da atitude natural, e de que esse movimento se funda essencialmente em uma forma específica de amor.

4. A atitude filosófica pode ser definida como participação amorosamente orientada do núcleo de uma pessoa humana finita no essencial de todas as coisas possíveis, sendo filósofo aquele que efetivamente assume essa posição diante do mundo.

5. A filosofia permanece necessariamente conhecimento, mesmo quando seus resultados indiquem que a participação mais profunda na essência originária depende de outra atividade, como amar, cumprir um dever ou acompanhar a vida, pois a eventual descoberta dos limites do conhecer não autoriza transformar o próprio filosofar em algo diverso de conhecimento.

6. O caráter cognoscitivo da filosofia não permite concluir antecipadamente que todo ser seja objetivável ou que a participação última no essencial tenha de ocorrer pelo conhecimento, podendo a própria investigação exigir uma autolimitação livre diante de uma forma mais adequada de participação, sem que isso represente submissão imposta de fora.

7. A concepção antiga da essência originária como realidade acessível ao conhecimento permitiu atribuir ao sábio a forma mais elevada da existência humana, tornando coerente a ausência de uma limitação final da filosofia e a representação do divino como conhecimento infinito.

8. A compreensão cristã do princípio originário como ato infinito de amor criador altera a modalidade de participação adequada, pois um ser cuja natureza é ato exige uma realização compartilhada desse ato, fazendo do amor e da fé uma participação mais imediata do que o conhecimento objetivante.

9. O reconhecimento filosófico de uma essência originária amorosa implica considerar o conhecimento como preparação para outra forma de participação e reconhecer no santo uma realização superior à do sábio, assim como outras concepções do princípio originário podem deslocar essa precedência para diferentes formas de existência.

10. A subordinação livre à fé pode coexistir com a autonomia da filosofia diante das ciências, pois uma autolimitação exigida pelo conteúdo conhecido não equivale a restrição externa nem a renúncia ao conhecimento metafísico, constituindo antes uma consequência extrema da fidelidade ao próprio princípio filosófico.

11. A filosofia moderna inverte progressivamente essa posição ao pretender substituir a fé e servir às ciências, seja reunindo seus resultados em uma visão de mundo, seja limitando sua tarefa ao controle dos pressupostos e métodos científicos.

12. A inversão das relações entre filosofia, fé e ciência integra uma desordem mais ampla da hierarquia de valores, na qual utilidade, interesses econômicos e formas inferiores de organização passam a dominar bens espirituais, solidariedade e valores de salvação.

13. A autonomia da razão diante das tendências inferiores depende de uma relação livre e humilde com uma ordem superior, de maneira que a pretensão de dominar a fé termina por sujeitar a filosofia às ciências particulares e aos critérios que anteriormente deveria esclarecer e orientar.

14. A distinção entre filosofia e ciências exige reservar à primeira uma posição autônoma, sem incluí-la como espécie de uma categoria científica mais ampla, embora essa escolha terminológica precise ser esclarecida diante da proximidade com a concepção husserliana de filosofia rigorosa.

15. A diferença em relação a Husserl é sobretudo terminológica quando se reconhece a oposição entre conhecimento evidente de essências e conhecimento provável da realidade, pois a filosofia possui rigor próprio e não precisa adotar o ideal de exatidão das ciências, cuja denominação moderna já não corresponde à antiga oposição entre episteme e doxa.

16. As cosmovisões constituem formas historicamente desenvolvidas de organizar dados intuitivos e valorativos, presentes em línguas, religiões e ethos, enquanto sua investigação filosófica deve distinguir-se da fabricação de metafísicas com resultados científicos, reconhecendo ainda que as estruturas das próprias ciências dependem de horizontes culturais mais duradouros.

17. A condição moral do conhecimento filosófico não equivale ao primado moderno da razão prática, pois a tradição antiga exige uma transformação moral como acesso à contemplação, enquanto Kant e Fichte atribuem à prática uma precedência objetiva que não reconhece do mesmo modo a necessidade de uma forma de vida para conhecer determinados objetos.

18. A apreensão dos valores pode ser prejudicada por hábitos de querer e agir que rebaixam a percepção axiológica, tornando necessária uma educação inicialmente orientada pela autoridade para remover essas distorções e possibilitar que a conduta objetivamente boa se torne também ação esclarecida pelo reconhecimento do bem.

19. A extensão dessa condição moral ao conhecimento do ser depende da prioridade dos dados de valor na ordem da manifestação, pois nada se torna originariamente objeto de percepção ou pensamento sem alguma qualidade axiológica previamente dada, sendo a neutralidade valorativa resultado de uma abstração que pode tornar-se habitual.

20. As formas coletivas de compreender o mundo e os grandes desenvolvimentos históricos do conhecimento revelam que o interesse afetivo antecede a análise neutra, fazendo o amor ou o ódio abrir regiões de investigação antes que seus objetos sejam examinados por procedimentos científicos especializados.

21. A prioridade dos valores na ordem do conhecimento não implica sua precedência ontológica sobre o ser, pois aquilo que se apresenta primeiro para o sujeito pode depender, em si mesmo, de uma realidade subsistente à qual as qualidades axiológicas correspondem.

22. A dependência moral da apreensão dos valores, combinada com sua anterioridade na manifestação do ser, permite compreender que também o acesso ao absoluto esteja indiretamente condicionado por uma determinada disposição moral.

23. A boa conduta exige objetivamente o reconhecimento do valor, mas esse reconhecimento depende subjetivamente da formação prática que remove cegueiras, enquanto sua prioridade perante o conhecimento do ser faz dos atos emocionais, especialmente amor e ódio, a raiz comum da atividade prática e teórica.

24. A unidade fundamental da vida espiritual não reside no primado do entendimento nem no da vontade, mas no amor e no ódio, que antecedem representar, julgar e querer e não podem ser reduzidos a variações dessas atividades.

3. Análise do impulso moral

1. A investigação do impulso pelo qual a pessoa busca participar do essencial deve distinguir os fatores que o compõem e esclarecer a atitude cognoscitiva alcançada, o princípio segundo o qual nela se conhece e o domínio de objetos que substitui o dado da visão natural do mundo.

2. A compreensão dessas condições permite desenvolver as disciplinas filosóficas e determinar a relação da filosofia com formas não filosóficas de experiência e conhecimento, incluindo a visão natural do mundo, a ciência, a arte, a religião e o mito.

A. O ato do impulso como ato pessoal do homem inteiro

1. A filosofia exige a atuação integrada das faculdades espirituais superiores, diferentemente das ciências particulares, que mobilizam funções e formas de intuição especializadas, permitindo ao filósofo reconhecer e delimitar os diversos modos de manifestação do ser e do valor sem permanecer restrito a um deles.

2. A exigência de participação do homem inteiro possui fundamento no próprio objeto filosófico e não autoriza converter a filosofia em expressão de particularidades psicofísicas ou de caráter, pois a disposição moral condiciona a abertura e a energia do acesso ao ser, sem determinar arbitrariamente o conteúdo verdadeiro encontrado.

3. O ato conclusivo da filosofia permanece cognoscitivo mesmo quando os dados sobre os quais trabalha procedem de funções não cognitivas, tornando necessário distinguir a origem do material oferecido à investigação de sua elaboração objetiva e evitando confundir filosofia com vivência contingente.

4. A redução das formas emocionais de apreensão de valores a acontecimentos psicológicos ocasionais impede compreender que a disponibilidade do material filosófico depende de uma abertura integral da pessoa, não bastando a habilidade formal de julgar e inferir corretamente.

5. A participação no essencial procura transformar o próprio centro pessoal em correlato de todas as essencialidades acessíveis, implicando uma tentativa renovada de transcender sua vinculação psicofísica e de aproximar-se de um centro universal de atos correspondente à ideia de Deus.

6. A possibilidade efetiva e o alcance dessa participação constituem problemas do conteúdo da filosofia, distintos da determinação da atitude espiritual e da intenção que orientam essencialmente o impulso filosófico.

B. Ponto de partida e elementos do impulso

1. A visão natural do mundo constitui o ponto de partida comum das atividades espirituais superiores, mas sua superação requer compreender tanto a estrutura dessa atitude quanto os atos que possibilitam uma orientação objetiva para valores supravitais, distinguindo adequadamente os modos natural, filosófico e científico de conhecer.

2. A atitude natural identifica o mundo circundante com o mundo em geral, organizando seres, acontecimentos, espaço, tempo e linguagem segundo estruturas que variam em conteúdo entre indivíduos e coletividades, mas conservam uma configuração própria que precisa ser investigada separadamente das categorias científicas e filosóficas.

3. O mundo circundante permanece relativo à organização biológica humana, tanto em suas essências quanto em suas formas de existência, e a ciência, ao eliminar particularidades individuais e culturais em busca de validade universal, não suprime necessariamente a seleção do ser segundo sua relevância para a vida e para os sistemas sensoriais e instintivos.

4. O conhecimento filosófico não busca apenas ampliar ou universalizar o ambiente humano, mas alcançar o ser para além de sua relatividade vital, exigindo atos morais capazes de desfazer os vínculos que restringem a manifestação dos objetos à organização psicofísica e aos interesses da conservação da vida.

5. O acesso ao limiar do objeto filosófico depende da cooperação entre um ato fundamental positivo e dois movimentos de orientação negativa, cuja unidade permite superar as limitações próprias da atitude natural.

6. O amor da pessoa espiritual inteira dirige-se ao valor absoluto e ao ser absoluto, orientando o conhecimento para além daquilo que possui significado apenas em relação à existência particular do sujeito.

7. A humildade diante do próprio eu e do si natural combate a tendência de converter a posição contingente do sujeito em medida privilegiada da realidade.

8. O autodomínio torna possível objetivar os impulsos instintivos que condicionam a percepção sensorial, reduzindo sua interferência na apreensão do conteúdo oferecido ao conhecimento.

9. A ação ordenada dessas disposições permite ultrapassar a esfera ambiental e suas relatividades, dissolvendo o egocentrismo, o vitalismo e o antropomorfismo que caracterizam a visão natural do mundo.

10. O amor ao valor absoluto e ao ser absoluto rompe a referência exclusiva do mundo às necessidades e à posição do sujeito, abrindo uma orientação que não se esgota na utilidade vital.

11. A humildade enfraquece o orgulho natural e permite suspender tanto a primazia dos modos contingentes de existência quanto a inserção do ato cognoscitivo na economia de um organismo, condições reciprocamente relacionadas que encobrem o acesso às essências.

12. O autodomínio limita a concupiscência e a interferência dos impulsos, constituindo uma condição moral para aumentar a adequação do conhecimento à plenitude do conteúdo que se manifesta.

13. A avaliação do conhecimento envolve dimensões distintas e independentes que precisam ser discriminadas para compreender a função específica de cada atitude moral.

14. O tipo e o grau de relatividade do objeto constituem uma primeira dimensão, referente à dependência de seu ser em relação à posição e à organização do sujeito.

15. A distinção entre conhecimento evidente de essência e conhecimento indutivo de existência constitui uma segunda dimensão, relativa ao modo de acesso e ao fundamento de validade do que se conhece.

16. A adequação constitui uma terceira dimensão, referente à correspondência e à plenitude com que o conhecimento alcança seu objeto.

17. Os atos morais fundamentais correspondem a essas dimensões como condições específicas da realização cognoscitiva, sem se confundirem entre si nem exercerem uma função uniforme.

18. O amor orienta a investigação para o absoluto e ultrapassa os objetos cuja existência se define apenas por sua referência ao próprio sujeito.

19. A humildade permite deslocar a atenção da existência contingente e de suas configurações categoriais para o conteúdo essencial das coisas.

20. O autodomínio favorece a passagem de uma apreensão inadequada ou meramente simbólica para a maior plenitude possível do conhecimento intuitivo.

21. A relação entre disposições morais e possibilidades de conhecimento é essencial, e não uma associação psicológica ocasional, pois a humildade remove sistematicamente fatores que privilegiam o existir contingente e obscurecem a manifestação pura da essência.

22. O autodomínio também constitui uma condição da ciência, mas esta permanece orientada para o ser contingente e para objetos submetidos à possível ação de uma vontade racional voltada à vida, não realizando como finalidade própria a abertura amorosa ao absoluto e a humildade diante do conteúdo essencial.

23. O ethos científico organiza-se pelo autodomínio em função do conhecimento que possibilita ordenar e dominar a natureza, enquanto o filósofo utiliza essa disciplina como preparação para suspender a primazia da vontade e entregar-se contemplativamente ao que o objeto é.

4. O objeto da filosofia e a atitude filosófica cognoscitiva

1. A determinação da filosofia depende da ordem das evidências fundamentais, pois a escolha do discernimento mais originário orienta toda a investigação e explica a diferença entre a prioridade antiga e medieval do ser e a precedência moderna atribuída ao conhecimento.

2. A evidência mais originária consiste em reconhecer que algo existe e que o nada absoluto não é, discernimento pressuposto por qualquer dúvida e anterior à afirmação do pensamento, da consciência ou da verdade, cuja profundidade somente se manifesta plenamente quando a humildade rompe a aparência cotidiana de obviedade da existência.

3. A prioridade dessa evidência exige uma fundamentação específica diante das filosofias que atribuem precedência ao conhecimento, à verdade, à validade ou ao valor, sendo necessário mostrar que tais posições já pressupõem o reconhecimento mais fundamental de que algo é.

4. A distinção entre dependência e independência permite conceber o ente absoluto como aquele cujo ser não depende de outro, sem antecipar sua determinação pelas demais categorias e sem confundir os diversos modos pelos quais pode ser relacionado ao conhecimento, ao juízo ou à causalidade.

5. A existência de algo, em vez do nada, permite discernir intuitivamente um ente absoluto como fundamento do ser relativo, pois dependências e negações determinadas podem explicar relações entre entes, mas não eliminar a positividade do ser que também qualquer tentativa de negação pressupõe.

6. A clareza do reconhecimento do absoluto exige perceber tanto o ser quanto o não ser relativo das coisas, evitando identificar uma realidade dependente com o fundamento incondicionado, pois o relativismo nasce justamente da absolutização de algo relativo.

7. A distinção entre valor relativo e valor absoluto depende de humildade e amor orientado ao bem supremo, enquanto o orgulho e a autovalorização instintiva encobrem a contingência, a morte e os períodos de nossa inexistência, impedindo o assombro necessário diante do fato de existirmos.

8. Todo ente possível possui essência e existência, mas o conhecimento dessas dimensões apresenta alcance e evidência diferentes, pois as determinações essenciais valem necessariamente para todos os objetos possíveis da mesma essência, enquanto propriedades observadas em existentes particulares não podem ser transferidas automaticamente ao conteúdo essencial.

9. A intuição plena de uma essência possui evidência rigorosa e validade anterior à experiência de novos casos, ao passo que o conhecimento de existências contingentes permanece revisável e condicionado por experiências e inferências adicionais, fazendo de toda aprioridade autêntica uma aprioridade essencial.

10. A apreensão de essências pode ocorrer em objetos imaginados ou ilusórios tão legitimamente quanto em existentes reais, mas o absoluto constitui um caso singular porque sua independência exclui uma existência contingente, fazendo essência e existência coincidirem nele, ainda que possam ser distinguidas pelo sujeito que conhece.

11. A filosofia consiste em conhecimento rigorosamente evidente das essencialidades e de suas conexões, acessíveis por exemplos e válidas para todo existente contingente correspondente, segundo a ordem e a hierarquia de suas relações com o ser absoluto.

12. A orientação simultânea ao absoluto e às essências distingue a filosofia das ciências, que trabalham com formas de ser relativo, seja em construções ideais sustentadas por axiomas, seja na investigação da existência contingente e de suas relações.

13. A determinação do objeto filosófico exige ainda esclarecer o próprio ser do conhecimento, sem começar pela consciência ou pelo pensamento como fundamentos prévios, demonstrando positivamente sua natureza para sustentar a ordem das evidências e enfrentar a prioridade gnoseológica estabelecida pela filosofia moderna.

14. A investigação sistemática do conhecimento ultrapassa a delimitação da essência da filosofia e de suas condições morais, exigindo um desenvolvimento próprio dedicado às relações entre o mundo e seu conhecimento.

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