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estudos:polt:primazia-do-pertencimento-2006

PRIMAZIA DO PERTENCIMENTO (2006:31-33)

POLT, Richard F. H. The emergency of being: on Heidegger’s contributions to philosophy. Ithaca, NY: Cornell Univ. Press, 2006.

  • A distinção entre o pensamento teórico e o fenômeno do pertencimento reside na tendência da teoria de buscar o universal e o idêntico, descontextualizando os particulares para submetê-los a formas atemporais ou à mensuração matemática.
    • Contraste com o evento de apropriação heideggeriano.
    • Visão dos particulares sub specie aeterni.
    • Transformação dos entes em dados ou fatos fabricados (facta).
    • Convergência entre verdade e produção na modernidade (Vico e Heidegger).
  • A abordagem teórica, seja antiga ou moderna, marginaliza os campos pré-teóricos da adequação e inadequação, descartando sentimentos, tradições e hábitos como elementos subjetivos irrelevantes para a verdade.
    • Redução dos entes a instâncias de universais.
    • Desdém pelo “próprio” (das Eigene).
    • Supressão do sentido individual pelo que é comum a todos.
  • As tentativas históricas de resistir ao domínio teórico, como o Romantismo e o construtivismo social, falham ao aceitar dicotomias herdadas ou ao não explicar como categorias construídas podem revelar os entes.
    • Manutenção da oposição entre cabeça e coração no Romantismo.
    • Insuficiência da análise da construção social.
    • Persistência do desafio de combinar o “próprio” com a verdade.
  • A familiaridade constitui uma condição indispensável para a doação dos entes, definindo-se não como conhecimento de fatos, mas como uma competência corporal de orientação e discernimento sobre o comportamento apropriado no meio.
    • Definição de familiaridade como saber orientar-se.
    • Sentido de pertencimento e adequação.
    • Caráter sentido e não cognizado da experiência (conforto/desconforto).
  • A hipótese de que o pertencimento possui uma primazia ontológica sobre a teoria sugere que os fatos e universais são formas derivadas e parasitárias de verdade, sustentadas secretamente pela apropriação pré-teórica.
    • Irredutibilidade do “próprio” a crenças ou proposições implícitas.
    • Profundidade do pertencimento em relação a qualquer teoria.
    • Dependência da atitude teórica em relação à adequação originária.
  • O pensamento adequado ao pertencimento deve ser não-teórico e habitar a esfera do “próprio”, buscando sua fonte em um evento de emergência que funda o sentido através da inquietação e da exposição ao nada.
    • Necessidade de uma atenção que habita o pertencimento.
    • Busca pela origem da distinção entre próprio e estranho.
    • Caracterização do evento como emergência ou ruptura.
    • Impulso para a redação das Contribuições à Filosofia.
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