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estudos:polt:familiaridade-primal-2006

FAMILIARIDADE PRIMAL (2006:24-25)

POLT, Richard F. H. The emergency of being: on Heidegger’s contributions to philosophy. Ithaca, NY: Cornell Univ. Press, 2006.

  • A relação pré-filosófica com a totalidade dos entes caracteriza-se por uma confiança automática onde a acessibilidade das coisas é assumida como garantida sem reflexão sobre sua doação.
    • Ausência de reconhecimento das coisas como algo dado ou tomado.
    • Analogia com a expectativa de suporte do solo a cada passo.
    • Referência ao conceito de pistis na República de Platão.
    • Interpretação de pistis como confiança e não como crença ou fé.
  • A concentração na obtenção e segurança de entes particulares incertos dentro da esfera das coisas conduz a um esquecimento do todo justamente por causa da confiança em sua subsistência.
    • Consumo de energia e pensamento pela necessidade de coisas não dadas.
    • Redução da ação ao ato de obter e manter objetos.
    • Definição de conhecimento como acumulação de informações.
    • Estado de esquecimento derivado da falta de reconhecimento inicial.
    • Permanência da totalidade no olvido.
  • A imersão confortável na familiaridade do todo impede sua objetivação como tal e fundamenta a postura do empirismo ingênuo tanto na vida cotidiana quanto na ciência.
    • Comparação com a incapacidade do peixe de reconhecer o mar.
    • Impossibilidade de encontro com o todo devido à confiança absoluta.
    • Limitação da verdade à percepção de fatos e generalização.
    • Eficácia desse modelo para a acumulação de informações.
    • Identidade da relação básica com o todo na rotina e na pesquisa científica avançada.
  • A experiência da totalidade exige a delimitação por uma fronteira que separa o ser do não-ser, distinção esta que permanece inacessível à experiência ordinária onde a ausência radical não é suspeitada.
    • Necessidade paradoxal de um espaço não contido no todo.
    • Referência à esfera bem redonda de Parmênides.
    • Inexistência do nada ou da ausência na percepção comum.
    • Distinção entre a falta de particulares e o outro radical dos entes.
    • Inquestionabilidade das coisas devido à sua presença inesgotável.
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